mai 09

Jogadores de futebol têm deficiências na alimentação

Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP avaliou jovens jogadores de futebol e concluiu que nenhum dos atletas ingere a quantidade de vitaminas E e A recomendada. De acordo com o estudo, parte deles (35%) também não ingere o necessário de vitamina C. Além disso, foi detectada uma dieta muito elevada em proteínas e gorduras, e pobre em carboidratos, isto é, em açúcares. Segundo a autora do estudo, a nutricionista Francine Milani, os carboidratos são os principais combustíveis alimentares, principalmente por se tratar de atletas. Associado a isto, a pesquisa detectou danos aos componentes lipídicos e protéicos celulares do corpo, o que pode comprometer o desempenho e saúde dos jogadores.

Esses resultados, diz Francine, preocupam, pois a demanda física elevada a que os jogadores são submetidos, associada a uma alimentação inadequada, pode levar os atletas ao estresse oxidativo, ou seja, ocorre um desequilíbrio em favor da formação acentuada de radicais livres pelo corpo e ao combate das defesas antioxidantes, o que faz os atletas sofrerem mais lesões, fadiga precoce, prejuízo na fase de recuperação pós exercício ou jogo, diminuição na função imunológica e aumento de inflamações. Com esse quadro, diz, eles têm mais chances de adoecer e, consequentemente, também influencia na performance do atleta. “Por se tratar de adolescentes, esses efeitos podem ocasionar problemas no crescimento e no desenvolvimento”, afirma Francine. Continue reading

mai 07

Estudo sugere caminhadas e musculação na menopausa

Mulheres na menopausa devem fazer caminhadas e exercícios de musculação. É o que recomenda Valéria Bonganha, graduanda em educação física, em trabalho de iniciação científica orientado pela professora Vera Aparecida Madruga Forti, com bolsa do CNPq. Valéria fez uma avaliação da composição corporal em voluntárias e constatou que 80% estavam acima dos níveis considerados ideais, o que implica altos riscos para a saúde. Ela também submeteu as mulheres a um treinamento intensivo durante dez semanas e conseguiu uma melhora na força muscular e na capacidade aeróbia. Os resultados apontaram para um aumento maior do que o considerado significativo, ou seja, 5%, mesmo num curto período de treinamento.

Segundo Valéria Bonganha, as voluntárias adquiriram flexibilidade e resistência em uma série de atividades diárias, como realizar caminhadas mais longas até o supermercado e padaria, e subir e descer escadas. “Já se sabe que no período da menopausa há um aumento do peso corporal por conta da perda hormonal. Além disso, a mulher começa a perder funções importantes e é justamente neste ponto que os exercícios de musculação ajudam no ganho de força muscular”, explica. Inicialmente, a graduanda conseguiu 40 voluntárias, mas apenas 10 atendiam aos critérios exigidos para a pesquisa. Continue reading

mai 06

Metodologia avalia resposta de músculos em exercícios físicos

Uma metodologia alternativa para avaliar a resposta dos músculos do corpo humano envolvidos em uma atividade física foi testada em 14 voluntários no Laboratório de Estudos Eletromiográficos da Faculdade de Educação Física (FEF). O índice do limiar de fadiga neuromuscular é indicado para atletas, idosos ou indivíduos que precisam aferir o esforço e a velocidade dos movimentos, servindo como parâmetro de treinamento ou avaliação física. Consegue-se, por exemplo, identificar os músculos deficientes em determinada atividade e, assim, aperfeiçoar os exercícios voltados para aquela região do corpo. Continue reading

mai 06

Teste de impulsão horizontal

O teste de impulsão horizontal, também chamado de salto em distância é um teste comum e de fácil aplicação.

  • Finalidade: tem como finalidade mensurar a força explosiva de membros inferiores no plano horizontal.
  • Equipamentos necessários: trena para medir a distância do salto, piso antiderrapante para a decolagem com área de pouso de preferência macia para absorção do impacto, giz ou lápis para marcação.  A linha de posicionamento dos pés antes do salto deve ser claramente identificada.
  • Procedimentos: o avaliado posiciona-se atrás de uma linha marcada no chão com os pés ligeiramente afastados. Salta-se horizontalmente a maior distância possível com a ajuda da flexão das pernas e  utilizando o balanço dos braços. São realizadas 3 tentativas.
  • Resultado: registra-se o melhor resultado das 3 tentativas. O resultado é dado em centímetros, medindo-se a distância entre a linha de partida e a marca mais próxima alcançada pela parte do corpo que tocou a solo. Abaixo temos algumas tabelas de classificação dos resultados.

Tabela 1 – Classificação do teste de salto horizontal

Fonte: Rocha & Caldas (1978) (citado por Marins & Giannichi, 1998)

Tabela 2 – Classificação do teste de salto horizontal

Fonte: Lancetta (1988) (citado por Marins & Giannichi, 1998)

  • Vantagens: é um teste simples e rápido para executar, exigindo o mínimo de equipamentos.
  • Desvantagens: pessoas com lesões em articulações em membros inferiores e pesssoas obesas terão limitações na execução do teste.

Referências bibliográficas:

MARINS, J. C. B.; GIANNICHI, R. S. Avaliação e prescrição de atividade física: guia prático. 2ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 1998.

TSN. Standing Long Jump Test (Broad Jump) [Internet]. Topend Sports Network [acesso em 19 de fevereiro de 2012]. Disponível em: http://www.topendsports.com/testing/tests/longjump.htm

 

Prof. Luciano Carlos Fernandes
Educador Físico – CREF 6 / MG – 4812 G
Docente do Curso Licenciatura em Educação Física – UNIPAC / GV
Pós-Graduado em Treinamento Desportivo – UFV
Editor do www.educacaofisica.org

mai 05

Exercício reduz vontade de jogar em jogadores compulsivos

A pesquisa foi realizada com 33 pacientes com diagnóstico de jogo patológico atendidos pelo Ambulatório de Jogo Patológico (PRO-AMJO) do Instituto de Psiquiatria (Ipq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). “Todos tinham mais de 18 anos, com média de idade de 47 anos, e não apresentavam patologia clinica que contra-indicasse a pratica de atividade física”, afirma Daniela, que realizou os estudos. “A maioria fazia uso de medicação, principalmente anti-depressivos e estabilizadores de humor”. O tratamento dos pacientes no PRO-AMJO dura de 12 a 15 semanas e inclui atendimento médico (consultas mensais ou bimestrais) e  psicoterápico (sessões semanais). Em média, são recebidos seis novos pacientes por mês, e aproximadamente 30 se encontram em atendimento psicoterápico.

Durante dois meses, duas vezes por semana, os pacientes eram reunidos para fazer alongamento e exercícios aeróbicos — caminhada ou corrida leve — num total de 50 minutos de atividade física supervisionada por Daniela. Antes e depois de cada sessão, era feita a medição da fissura, que indicava a vontade de jogar que o paciente apresentava naquele momento. “Essa medição também foi feita antes do programa de atividade física começar, e após seu encerramento, por meio de uma tabela com uma escala onde o paciente indicava sua vontade de jogar, para verificar a evolução do nível crônico de fissura”, diz a professora. Continue reading