jun 04

Atividade física e varizes (doenças vasculares periféricas)

As doenças vasculares periféricas (DVP) envolvem um grupo de doenças crônico degenerativas e síndromes que afetam os sistemas arteriais, venosos e linfáticos, como resultado de anormalidades funcionais e/ou estruturais (1, 3). Caracterizando-se como um problema de circulação que provoca estreitamento, obstrução, ou ambos, dos vasos que conduzem o sangue ou a linfa para braços e pernas, prejudicando o fluxo normal (1,2). Desta forma, a troca de material entre o sangue e os tecidos, o fornecimento de nutrientes, a remoção de produtos do metabolismo, a defesa e o reparo de tecidos fica comprometida (5), refletindo na saúde e qualidade de vida das pessoas.

Fatores de risco

Pessoas acima dos cinquenta anos, do sexo feminino e que apresentam histórico familiar de DVP, são mais suscetíveis ao aparecimento e desenvolvimento destas doenças (1). Estes fatores não são passíveis de mudança, sendo classificados como fatores de risco fixos.

Entretanto, a maior parte dos fatores de risco das DVPs, apresenta grande possibilidade de intervenção preventiva ou terapêutica. Notem, por exemplo, que os países industrializados e os em desenvolvimento são campeões em prevalência de DVP (1,3), demonstrando que o estilo de vida da maioria das pessoas por si só, já é potencialmente um fator de risco. Inclui-se nestes fatores chamados modificáveis: o tabagismo, o estresse, o sedentarismo, a hipertensão, a diabetes mal controlada, a obesidade e outras doenças cardiovasculares (1,6). Continue reading

jun 03

Atividade física e tabagismo

cigarroapagueA Organização Mundial da Saúde aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável do mundo e o tabagismo passivo como a terceira causa, ficando atrás somente do alcoolismo (World Health Organization; 2008; INCA, 2009).

Os números que cercam o tabagismo e a indústria tabagista são impressionantes: 1,5 bilhões de indivíduos, maiores de 15 anos, são tabagistas, que consomem mais de 7 trilhões e 30 bilhões de cigarros anualmente, o que equivale a 200.000 quilos de nicotina diária (Rosemberg, 2002; Banco Mundial, 1999; Clinical Practice Guideline Treating Tobacco Use and Dependence 2008), que causam impactos ambientais e socioeconômicos monstruosos (Ministério da Saúde 2004). Continue reading

maio 30

Companhia é incentivo comprovado para fazer exercícios

companhiaConvidar um amigo ou parente para fazer exercícios físicos em conjunto é uma motivação a mais para quem quer começar a fazer ginástica. O benefício foi comprovado por um estudo realizado no Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH) da Faculdade de Medicina da UFMG, coordenado pelos professores Waleska Caiaffa e Fernando Proietti, do programa de pós-graduação em Saúde Pública. A pesquisa revela que ter uma companhia para a prática de atividades físicas pode dobrar as chances de manter o hábito e melhorar a qualidade de vida.

A pesquisa classificou adultos com idades entre 18 e 69 anos das regiões Oeste e Barreiro, em Belo Horizonte, em três grupos: inativos, insuficientemente ativos e ativos. Continue reading

maio 29

Cigarro: apague o mal da sua saúde

Mesmo sabendo de todos os riscos, muitos fumantes ainda insistem em dizer que o prazer compensa tudo – até mesmo o risco de prejudicar a própria saúde. Será mesmo? Além de aumentar as chances de desenvolver doenças pulmonares, câncer, infarto, derrames e envelhecimento precoce, a pessoa tem menos disposição, gasta um dinheirão por mês para alimentar o vício e ainda prejudica a saúde de seu vizinho.

Durante décadas o cigarro foi considerado sinônimo de charme, beleza e sofisticação. A indústria cinematográfica imortalizou e glamourizou o ato de fumar. Hoje, estima-se que há mais de 250 milhões de mulheres fumantes no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O que já foi chique no passado é causa de preocupação no presente. Continue reading
maio 01

Podemos confiar nas estimativas de gastos calóricos apresentadas pelas esteiras ergométricas?

esteiraCaminhar e correr numa esteira ergométrica são exercícios muito utilizados em programas de controle do peso corporal e de redução dos fatores de risco de doenças coronárias.

Em um programa de emagrecimento, pode-se alterar o balanço energético através da redução do consumo calórico, do aumento do gasto calórico ou por ambos.

O consumo calórico pode ser avaliado por meio do hábito alimentar, usando  diários alimentares ou listas de checagem de alimentos. A interpretação destas informações permite uma prescrição correta da ingestão alimentar.

O gasto energético diário pode ser determinado pela taxa metabólica basal (60% a 70%), pelo efeito térmico dos alimentos (10%) e pelo gasto de energia  com atividade física. A atividade física corresponde cerca de 20 a 30% do gasto energético total em um indivíduo adulto e representa um componente capaz de ser facilmente manipulado. Ou seja, podemos aumentar de forma significativa o nosso gasto calórico diário com o aumento da atividade física.

A prescrição de exercícios numa esteira ergométrica, além de sua intensidade e duração, em alguns casos também requer a quantificação do gasto calórico por ela provocado. Continue reading

abr 30

Treinamento aeróbico para crianças

vo2criancasO volume máximo de oxigênio (VO2max) representa uma variável indispensável na avaliação da capacidade aeróbica de crianças. O VO2max aumenta ao longo da segunda infância de acordo com o aumento das dimensões corporais. Crianças com idades inferiores aos 12 anos não apresentam diferença significativas entre os gêneros, embora os meninos obtenham valores no VO2 max maiores a partir dos 5 anos de idade. Geralmente as crianças apresentam um VO2max relativamente alto (48 e 58ml/kg.min). Valores bem acima daquele que indica um bom nível de condicionamento aeróbico de sujeitos adultos (42 ml/kg/min).

Alguns estudos investigaram a diferença entre gêneros num programa de treinamento aeróbico sobre o VO2max de crianças impúberes. Um destes estudos investigou 85 crianças entre 10 e 11 anos de idade. 35 crianças (17 meninas e 18 meninos) foram envolvidas em um programa de treinamento de corrida de 13 semanas e 50 crianças (22 meninas, 28 meninos) participaram do grupo controle. Cada criança foi avaliada em um teste progressivo e contínuo em um ciclo ergômetro antes e após o período de treinamento de 13 semanas sob as mesmas condições e procedimentos. O consumo de oxigênio, dióxido de carbono, ventilação e frequência cardíaca (FC) foram monitorados continuamente durante o teste. Continue reading

abr 30

Informações sobre a frequência cardíaca

fcA frequência cardíaca (FC) é uma variável simples que fornece importantes informações sobre o sistema cardiovascular. Ela reflete a quantidade de trabalho que o coração realiza e aumenta proporcionalmente aos aumentos das demandas metabólicas durante o exercício.

A frequência cardíaca de repouso (FCR) em média gira em torno de 60 a 80 batimentos por minuto (bpm). Em indivíduos sedentários a FCR pode ultrapassar a 100 bpm.

Geralmente, uma menor FCR implica a função cardíaca mais eficiente, ou seja, uma melhor capacidade cardiovascular. Um atleta bem treinado pode ter um FCR normal em torno de 40 bpm. Continue reading

abr 28

Musculação: a importância do acompanhamento adequado

Tornou-se indiscutível que a prática de atividades físicas é importante para manutenção da saúde. Nesse contexto, a musculação vem ganhando um espaço crescente, por proporcionar resultados estéticos, melhorar o desempenho desportivo e ajudar na prevenção, recuperação e reabilitação das mais diversas condições patológicas.

Cientes desses benefícios, muitas pessoas procuram locais especializados para prática de musculação. No momento de escolher onde treinar, diversos fatores são levados em consideração, como a proximidade de casa/trabalho, estrutura física, preço, tipo de público que a freqüenta… No entanto, o fator principal muitas vezes é negligenciado: a qualidade do acompanhamento profissional. Continue reading

abr 26

Álcool e atividade física

Recentemente foi divulgado um trabalho produzido por pesquisadores espanhóis em que se recomenda a ingestão diária de cerveja para praticantes de atividade física. Dentre os efeitos alegados, sugere-se que a bebida seja um excelente hidratante, tenha efeito anti-oxidantes, anti-estresse, dentre outras coisas. Para tentar obter informações diretas sobre o assunto, eu realizei buscas incessantes em bases de artigos científicos, como o Medline, mas não encontrei nada que pudesse embasar a conclusão dos espanhóis. Tudo indica que esta é mais uma estratégia de marketing para impulsionar as vendas. O próprio nome do congresso no qual os trabalhos foram apresentados (“Cerveja, Esporte e Saúde”, realizado em maio de 2007) já prejudica a credibilidade das pesquisas quanto a sua imparcialidade científica. Aparentemente, as conclusões já estavam prontas bem antes da realização dos “estudos”. Continue reading