dez. 27

Substância aponta fadiga cardíaca em maratonistas

running-marathonEstudos realizados na Escola de Educação Física e Esporte da (EEFE) da USP conseguiram identificar a ocorrência de fadiga cardíaca avaliando os níveis de óxido nítrico exalados pelos corredores no pós-maratona. Os testes foram feitos em 31 voluntários durante a 21ª edição da Maratona Internacional de São Paulo, realizada em maio deste ano.

Ana Sierra, médica do esporte e profissional de educação física, acompanhou corredores do sexo masculino, entre 18 e 55 anos, para investigar as principais alterações do organismo após a realização de maratona. Em sua pesquisa de mestrado, ela já havia observado que, depois da prova, o atleta passava por um período de 15 dias de fadiga cardíaca, sofrendo uma queda na capacidade de seu coração bombear o sangue. Continue reading

dez. 12

Armadilha Aeróbica

exerciseereducaoapetiteParadoxalmente, a obesidade tem aumentado ao mesmo tempo em que aumenta a adesão aos programas de atividade física. E o fato das pessoas não emagrecerem mesmo praticando exercícios, traz alguns questionamentos a respeito das direções dos programas atuais de emagrecimento e suas bases.

Apesar da má adesão por longos períodos ser um problema, ela não parece ser o único fator de insucesso dos planejamentos que objetivam a redução de peso em obesos e sobrepesados (Finley et. al. 2006). Algumas outras armadilhas parecem estar escondidas nesses programas, e é necessária uma visão um pouco mais critica e menos submissa para observa-las. Continue reading

dez. 12

Atividade física e tabagismo

cigarroapagueA Organização Mundial da Saúde aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável do mundo e o tabagismo passivo como a terceira causa, ficando atrás somente do alcoolismo (World Health Organization; 2008; INCA, 2009).

Os números que cercam o tabagismo e a indústria tabagista são impressionantes: 1,5 bilhões de indivíduos, maiores de 15 anos, são tabagistas, que consomem mais de 7 trilhões e 30 bilhões de cigarros anualmente, o que equivale a 200.000 quilos de nicotina diária (Rosemberg, 2002; Banco Mundial, 1999; Clinical Practice Guideline Treating Tobacco Use and Dependence 2008), que causam impactos ambientais e socioeconômicos monstruosos (Ministério da Saúde 2004). Continue reading

dez. 11

Exercícios físicos alternativos. Métodos baratos e eficientes para a melhoria da saúde e da qualidade de vida

aerobicoseinflamacoesConseguir benefícios para a saúde através das atividades físicas é mais fácil do que você pensa, e não necessariamente precisa custar caro.

Atualmente é recomendado que se faça pelo menos 2 horas e 30 minutos de exercícios físicos moderados por semana para quem quer se manter em forma e saudável. Esta quantidade de atividade física semanal é capaz de reduzir o risco de desenvolver doenças crônicas, como doença cardíaca coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e até morte precoce.

Clubes e academias de ginástica nem sempre agradam a todos. Porém, muitos acham que para se exercitar adequadamente é necessário um ambiente estruturado de uma academia. Não há como negar que realmente um ambiente bem estruturado e com um bom assessoramente é capaz de lhe dar um maior apoio para suas metas, além disso, é importante até mesmo para a boa motivação para a prática, além de ser um ambiente propício para aumentar seu convívio social e obter novas amizades. Continue reading

dez. 11

É possível envelhecer com saúde?

Ainda hoje o conceito de saúde pode ser confundido e expressado apenas como a ausência de doenças, porém a Organização Mundial de Saúde (OMS) há muito tempo já definiu saúde como o estado em que o indivíduo se encontra em perfeito bem-estar físico, mental e social. Ou seja, um estado de equilíbrio entre todos os aspectos do ser humano, e este equilíbrio dificilmente será atingido sem que nos esforçamos para isto. Muitos são os cuidados a serem tomados e quanto mais cedo dermos atenção a eles, mais eficiente serão nossas atitudes.

O processo de envelhecimento varia bastante entre as pessoas e é influenciado tanto por fatores genéticos quanto pelo estilo de vida. Especialistas em envelhecimento acreditam que poderíamos viver em média até 120 anos se o estilo de vida e o perfil genético fossem ideais. Um estudo feito nos Estados Unidos pela universidade de UCLA com mais de seis mil pessoas, demonstrou diferenças de mortalidade drásticas entre aqueles que seguiam sete hábitos saudáveis simples (nunca fumar, ingestão moderada de álcool, tomar café da manhã, não petiscar, dormir em média oito horas por noite, exercitar-se regularmente e manter o peso ideal) e aqueles que não os seguiam. Aqueles que seguiram os sete hábitos saudáveis apresentavam taxa de mortalidade muito menor, e foi estimado que viveriam em média nove anos a mais do que aqueles que não praticavam.  Continue reading

nov. 14

Chance de infarto é maior em obesos aptos do que em magros inaptos

exercicioemagrecimentoA doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade em todo o mundo e os sinais de aterosclerose estão presentes em todas as grandes artérias já na adolescência.

Um estudo longitudinal publicado no European Heart Journal demonstrou que a prática de exercícios físicos regulares durante a adolescência pode reduzir mais tarde na vida o risco de infarto do miocárdio. Outra informação bastante relevante deste estudo é que os homens que estão aptos fisicamente porém obesos na adolescência correm um maior risco de ter um ataque cardíaco do que os homens magros com baixo condicionamento aeróbico. Continue reading

nov. 03

Treinamentos com cargas leves causam hipertrofia tanto quanto treinamentos com cargas pesadas

cargas levesAcredita-se que para obter ganhos significativos de massa muscular, o treinamento deve ser realizado com séries de 8 a 15 repetições com cargas pesadas.

Décadas de pesquisas nos dizem que levantar cargas pesadas é a única forma eficaz de aumentar a força e a massa muscular. Pesos leves com repetições elevadas são incapazes de proporcionar sobrecargas suficientes para ganhos de força e hipertrofia muscular. De fato, o princípio da sobrecarga nos diz que para haver ganhos o corpo humano deve ser forçado a adaptar-se a uma carga de trabalho que esteja acima e além do que já tenha experimentado.

Ratamess et al (2009) afirma que contrações com cargas elevadas (isto é, ≥ 70% de 1 RM) devem ser realizadas para proporcionar um estímulo ótimo ao crescimento muscular. 1 RM significa uma repetição máxima, ou seja, a quantidade máxima de peso que pode ser levantada através de um movimento completo.

Recentemente, no entanto foi estabelecida que a síntese de proteínas miofibrilares já é estimulada com cargas superiores a 60% de 1 RM (Kumar et al., 2008).

O American College of Sports Medicine recomenda uma resistência mínima de 60-70% de 1 RM para sujeito iniciantes e cargas entre 80-100% para sujeitos avançados.

No entanto, alguns estudos recentes demonstraram que o treinamento de força com cargas mais leves foi capaz de promover um crescimento muscular semelhante ao treinamento com cargas mais elevadas. Continue reading

out. 25

Repetições até a fadiga muscular

Muitas pessoas já me perguntaram como devemos fazer as séries de exercícios com pesos, principalmente se devemos fazer uma série de um determinado exercício até a fadiga muscular. Recentemente, um aluno meu do curso de Educação Física fez a mesma pergunta: “Professor, devemos fazer séries até a fadiga, principalmente quando visamos a hipertrofia muscular?”

Eu respondi que não, não devemos realizar séries até a fadiga muscular. Mas porque eu defendo essa idéia?

Quando realizamos testes de carga (seja o teste de 1 RM, ou o teste de repetições máximas) nós usamos esses valores para prescrever uma programação/periodização de treinamento, não é? E através dessa programação nós conseguimos controlar o treinamento de nossos alunos ou atletas. A palavra chave da minha defesa é essa – CONTROLE DO TREINAMENTO!!!! Continue reading