Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP avaliou jovens jogadores de futebol e concluiu que nenhum dos atletas ingere a quantidade de vitaminas E e A recomendada. De acordo com o estudo, parte deles (35%) também não ingere o necessário de vitamina C. Além disso, foi detectada uma dieta muito elevada em proteínas e gorduras, e pobre em carboidratos, isto é, em açúcares. Segundo a autora do estudo, a nutricionista Francine Milani, os carboidratos são os principais combustíveis alimentares, principalmente por se tratar de atletas. Associado a isto, a pesquisa detectou danos aos componentes lipídicos e protéicos celulares do corpo, o que pode comprometer o desempenho e saúde dos jogadores.
Esses resultados, diz Francine, preocupam, pois a demanda física elevada a que os jogadores são submetidos, associada a uma alimentação inadequada, pode levar os atletas ao estresse oxidativo, ou seja, ocorre um desequilíbrio em favor da formação acentuada de radicais livres pelo corpo e ao combate das defesas antioxidantes, o que faz os atletas sofrerem mais lesões, fadiga precoce, prejuízo na fase de recuperação pós exercício ou jogo, diminuição na função imunológica e aumento de inflamações. Com esse quadro, diz, eles têm mais chances de adoecer e, consequentemente, também influencia na performance do atleta. “Por se tratar de adolescentes, esses efeitos podem ocasionar problemas no crescimento e no desenvolvimento”, afirma Francine. Continue reading




