Oct 29

A fadiga do hábito e o hábito da fadiga

Será que há diferença na fadiga entre uma forma de jogar mais elaborada e complexa e uma forma de jogar mais simples?

Para se jogar futsal ou futebol é imperiosa uma capacidade e habilidade de precisão decisória. As tomadas de decisão devem ser feitas mirando determinados objetivos e sempre balizadas em ideias pretendidas para a equipe, e que abordem diversos raciocínios, conjecturas, conceitos e comparações.

E quando estamos cansados, como decidimos? Temos problemas para tomar decisões? Conseguimos estar concentrados no jogar que pretendemos? Ou tendemos pelos “caminhos mais fáceis”? Continue reading

Oct 29

Preconceito é principal causa de estresse no futebol feminino

No país do futebol, preconceito ainda impõe barreiras à prática feminina

Para mais da metade das atletas entrevistadas, visão “sexista” da sociedade sobre o futebol feminino é a maior geradora de problemas na saúde emocional. A pesquisa ainda aponta preconceito como violador de Direitos Humanos.

O preconceito é a principal causa de estresse emocional entre atletas de futebol feminino. É o que mostra uma pesquisa da Instituto de Psicologia (IP) da USP. “Esta foi minha primeira constatação. E é bom lembrar que o estresse emocional é prejudicial à saúde”, diz o professor Jorge Dorfman Knijnik, autor do estudo.
O pesquisador conta que o esporte foi escolhido como tema por representar uma marca cultural brasileira. “O objetivo é discutir as relações sociais de gênero numa sociedade em que existe uma comparação ‘natural’ da mulher com o homem. E também provocar uma tomada de consciência que leve à criação de espaços esportivos não sexistas”. Continue reading

Oct 28

A postura inadequada e os problemas osteomusculares

Estudo desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) aponta que 64,3% de um grupo de funcionários de uma empresa de papel e celulose do Estado de São Paulo apresentou sintomas osteomusculares, ou seja, dor nos ombros, pescoço e também na região lombar. “As dores podem ou não evoluir para doenças mais graves, por isso realizar este tipo de levantamento indica as áreas de produção em que é necessário se pensar programas de prevenção e de reabilitação”, explica a enfermeira do trabalho Thaís de Freitas Pedrini, autora do estudo que teve a orientação da professora Neusa Maria Costa Alexandre.

A enfermeira, com especialização em ergonomia, colheu depoimentos, através de quatro questionários validados cientificamente, em um grupo de 140 profissionais da área de acabamento na empresa. Os voluntários faziam parte de um setor, cujo índice de afastamentos era significativo e a atividade realizada envolvia posturas inadequadas, abaixar-se frequentemente, carregamento de peso e trabalho estático. Continue reading

Oct 27

Desafios nutricionais em viagens longas

Inatividade forçada pode comprometer condição física dos atletas

Pela grandeza territorial que o Brasil possui, algumas competições exigem deslocamentos muito grandes e constantes, forçando os atletas a viagens extenuantes, que levam muitas horas a bordo de um avião e, não raro, dentro de ônibus.

Este fato pode provocar sérios transtornos à condição física dos jogadores devido à inatividade a que são submetidos durante o percurso até o local programado. Esta situação rompe uma rotina de altos níveis de gasto energético que se verifica nos dias de treinamento e jogos, levando os atletas a compensar o incômodo de ficar sentado, com vários tipos de comidas, quando não há supervisão de algum profissional da comissão técnica para coibir esses abusos. Continue reading
Oct 26

Fisiologia do exercício físico e hipertensão arterial: uma breve introdução

Resumo

A realização de um exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas nos sistemas corporais e em particular no cardiovascular. Objetivando manter a homeostasia celular diante do rápido aumento das necessidades metabólicas, há um incremento substancial do débito cardíaco, uma redistribuição do fluxo sangüíneo e uma elevação da perfusão circulatória para os músculos ativos.

Os níveis tensionais sobem durante o exercício físico e, no esforço predominantemente estático, podem alcançar cifras medidas por cateter e transdutor intra-arterial superiores a 400/250 mmHg em indivíduos jovens saudáveis, sem provocar danos à saúde. Contudo, sabe-se que o exercício físico regular – prevalentemente dinâmico ou estático – contribui para a redução da pressão arterial em hipertensos, tanto por um componente agudo tardio como pelo efeito crônico da repetição periódica e freqüente. Continue reading