A importância da quantificação do treinamento em atletas de Voleibol

Quando falamos em treinamento físico, pensamos em melhoria das capacidades funcionais (capacidade física) e morfológicas (composição corporal). Para que isto aconteça devemos estar ciente das variáveis de treinamento como volume e intensidade.

 Esta relação volume x intensidade só é controlada quando quantificamos as sessões, ou períodos de treinamento. Esta quantificação é controlada por número de séries, repetições, número de exercícios realizados intervalos e cargas (peso).

 No voleibol de alto nível, a preparação física se inter-relaciona com a parte técnica e tática. Um exemplo a ser mencionado é o treinamento pliométrico, onde este se refere a uma mistura complexa dos efeitos do treinamento dinâmico negativo e do treinamento dinâmico positivo (WEINECK, J. 2003), sendo este treinamento realizado através de saltos.

 Como o treinamento pliométrico é realizado através de saltos é importante a quantificação destes para não ocasionar efeitos negativos do treinamento por superestimar ou subestimar o mesmo.

 Geralmente no voleibol, o treinamento pliométrico é feito em duas sessões de treinamento, sendo uma junto ao treinamento isolado na musculação e a outra, na parte técnica e tática pelo fato do atleta ainda continuar a dar saltos para a execução do treinamento específico que é jogar o voleibol.

 Uma das formas de quantificação de saltos em cada sessão de treinamento é fazer scout dos jogos amistosos nos períodos de preparação para a verificação do número de saltos com equipes, por exemplo, teoricamente mais fracas, iguais e mais fortes que a sua equipe. Com isso a partir dos resultados obtidos, a comissão técnica poderá controlar melhor as variáveis de treinamento (volume x intensidade).

Outras formas de quantificação devem ser observadas como as variáveis de treinamento em uma sala de musculação, onde é necessário e fundamental para o desempenho esportivo. Na sala de musculação o atleta de voleibol treina força máxima dinâmica, força máxima isométrica dinâmica, força explosiva (força com velocidade) e também resistência de força rápida, sendo estes não controlados causarão efeitos negativos.

 Este controle é fundamental pelo fato de o atleta de voleibol ter muitas capacidades físicas importantes a ser treinada para melhorar seu desempenho dentro da quadra, dando uma maior margem de erros ao treinador.

 O treinamento bem quantificado promoverá uma otimização das capacidades funcionais e morfológicas promovendo uma economia de energia, sendo este, influenciando na menor desidratação dos atletas, que por sua vez quanto mais intensa a atividade, em termos de energia consumida na unidade de tempo (kcal.h-1), maior será a sudorese produzida para a dissipação de calor.

 Em um estudo pioneiro de Pitts, Johnson et  al. 1944 já demonstrava que a desidratação resulta em dificuldade na regulação da temperatura corporal, o que pode causar redução no desempenho.

 Estas afirmações só nos levam a crer que quando se trata de um campeonato ou jogo muito equilibrado, estas quantificações podem levar vantagem em relação a equipe menos quantificada, sendo os resultados também podem ser influenciados por fatores extrínsecos, como por exemplo, habilidade do jogador.

Referências:

PITTS, G.C.; JOHNSON, R.E.; CONSOLAZIO, F.C. Work in the heat as affected by intake of water, salt and glucose. American Journal of Physiology, Bethesda, v.142, n.253-9, 1944.

 WEINECK, J. Treinamento Ideal. São Paulo: Manole, 2003.

Texto: Comissão Técnica (Santos Futebol Clube – FUPES de Voleibol)

Rodrigo Gianoni  – Cref: 044722-G /SP

Emerson Konda  – Cref:  020361-G/SP

Carlos Mantovanelli –  Cref: 043363 – G/SP

Cleber Miranda  – Estudante.

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