Adequação física à periodização tática

Uma abordagem em função à preparação do jogo

Para que possamos compreender o presente texto, faz-se necessário algum conhecimento sobre treinamento desportivo e periodização tática no futebol. Pois bem, vejamos, a seguir, o trecho escrito por Teodorescu (2003), adaptado, no que diz respeito à metodologia da preparação da equipe para o jogo, mais especificamente em relação à gradação e alternância do esforço:“Como padrão do esforço, consideraremos, convencionalmente, aquele que se emprega no jogo oficial, ao qual se atribui o índice 100. Esse índice 100 é geralmente apreciado como esforço maximal, sendo considerado ponto máximo de solicitação em esforço, ponto máximo da intensidade. Mas, ponto máximo da intensidade do esforço no ciclo semanal pode também ser considerada como uma intensidade que ultrapassa ou se situa abaixo de 100, mas que representa a mais intensa solicitação na respectiva semana”.O autor exemplifica a planificação semanal:

O fato é que atribuímos o “índice 100” ao esforço do qual emprega-se em um jogo oficial, portanto, cuja solicitação se reflete no âmbito técnico-tático-físico-mental de forma única, considerando o conjunto dos elementos de forma indissociável, podendo ser adaptado de acordo com o ciclo semanal.

Analisemos, então, esta perspectiva de planejamento em função da periodização tática.

A quantificação das cargas processa-se da mesma forma, porém em função de grandes princípios, subprincípios e subprincípios dos subprincípios (princípio da alternância horizontal em especificidade).

Podemos verificar que a demanda física proposta em ambos os casos é relativa ea densidade (em termos desportivos, a relação entre volume e intensidade em função do intervalo recuperativo) compassível, uma vez que a intensidade pode ser manipulada em função do trabalho realizado (velocidade, dinâmica e etc.). Esta característica peculiar nos remete a uma questão, que a poucos se tornará um dos tópicos de maior conflito em relação à preparação futebolística moderna: a preparação física.

Seria mesmo necessário realizarmos uma preparação física “específica” (que de específica possuí apenas o nome, uma vez que a situação-problema, seja ela física ou não, não está vinculada ao processo), para alcançarmos platôs de desenvolvimento de nossos atletas, ao invés de prepará-los, não apenas fisicamente, mas também técnico-tático-mentalmente ao contexto lógico e funcional do JOGO (índice 100)?

Em qual caso, considerando o “índice 100” de esforço ao jogo oficial, obteremos uma preparação realmente específica? Quatro em um ou um em quatro? Possibilidades existem, a escolha é sua.

BibliografiaOLIVEIRA, B.; AMIEIRO, N.; RESENDE, N.;BARRETO, R.; Mourinho: Porque tantas vitórias?; Editora: Gradiva, Lisboa, 2006.TEODORESCU, L.; Problemas de teoria e metodologia nos jogos desportivos; Editora: Livros horizontes, Lisboa, 2003.

Autor: Luiz Claudio Zulai 

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