Bochecha vermelha pode ser sinal de doença

Quarosaceando submetidas a situações constrangedoras, algumas pessoas costumam ficar com as bochechas rosadas, evidenciando seu estado emocional. Entretanto, o rosto vermelho pode significar mais do que uma circunstância passageira de mudança de humor. Se o rubor também aparecer facilmente por outros estímulos, com ingestão de determinados alimentos e mudanças de temperatura, pode ser sinal de uma doença mais grave, conhecida por rosácea.

A rosácea é uma doença crônica mais comum em adultos, principalmente em mulheres entre 30 e 60 anos de idade que possuem atividade vascular aumentada. Além disso, as pessoas acometidas pela enfermidade costumam ter a pele da face mais sensível.

Segundo a dermatologista Luciana Baptista Pereira, professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, o paciente tem períodos de crise e de acalmia, mas pode não apresentar o desaparecimento da lesão com o tempo.

A doença possui formas clínicas muito variadas. Entre os fatores mais comuns para desencadear a rosácea estão a pré-disposição genética, alterações emocionais e hormonais, de temperatura, exposição solar, além da ingestão de alimentos como café, chás, bebidas alcoólicas e de medicamentos tópicos como corticóides e para doenças neurológicas.

As lesões na pele acometem principalmente a região central da face. Por isso, o rosto geralmente fica vermelho e vasinhos lineares denominados telangiectasias podem ser formados. Além disso, lesões semelhantes às espinhas podem surgir. “O quadro pode ser semelhante ao da acne, mas não apresenta “cravinhos”, explica a professora.

Ela acrescenta que embora as mulheres sejam mais suscetíveis, os homens desenvolvem as formas mais graves da enfermidade. O espessamento da pele nas regiões do nariz, queixo, bochechas e orelhas que não regridem, são exemplos da forma mais avançada da rosácea.

Rosácea ocular

A doença também pode chegar aos olhos. Quando isso acontece, é chamado de rosácea ocular. Os sintomas são semelhantes aos da conjuntivite e danos na córnea. “Os mais comuns são a sensação de ressecamento ou inversamente, aumento do lacrimejamento, dor, visão borrada, alterações na córnea, olho vermelho e pálpebras vermelhas”, exemplifica Luciana Baptista.

As manifestações oculares analisadas isoladamente não são suficientes para o diagnóstico da doença. Para maior precisão, é necessário que a análise seja relacionada às manifestações da pele.

Tratamento

Ambos os casos da manifestação da doença não têm cura. Contudo, com o devido tratamento é possível obter melhoras. De acordo com a especialista, o tratamento é indicado conforme grau de evolução do caso.

Se for leve ou moderada, a rosácea geralmente desaparece nos primeiros dias. Mas é preciso de cuidados especiais. “Não se expor ao sol, preferir alimentação balanceada e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a aliviar os sintomas”, recomenda Luciana Baptista.

O tratamento também pode ser sistêmico, isto é, com antibióticos por via oral, ou cirúrgico, que consiste na utilização de laser, eletrocirurgia e a dermoabrasão – método de raspagem cirúrgica. Entretanto, a professora ressalta que o fundamental mesmo para o tratamento é evitar os fatores de risco que favorecem a manifestação da rosácea.

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
 

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *