Brasil: obesidade já mata mais que a Aids

De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade já mata mais que a Aids no Brasil. São cerca de 80 mil mortes por ano. No mesmo período, o Governo Federal gasta cerca de R$ 1,45 bilhão no combate e prevenção de doenças relacionadas ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e emocionais.

Para o coordenador do Programa de Pós-Graduação de Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Joel Lamounier, o País enfrenta um período de transição e o número de brasileiros com mais de 20 anos acima do peso já chega a 38 milhões. “Há alguns anos tínhamos altos índices de desnutrição e, agora vivenciamos uma epidemia global da obesidade”, explica.

O coordenador lembra que o aumento de peso não está ligado à renda, e sim ao que se come. O coordenador-geral da Política de Segurança Alimentar e Nutricional de Minas Gerais, José Divino Lopes Filho, acredita que o crescimento acelerado da doença está diretamente ligado à mudança comportamental da população.
A pesquisa de orçamentos familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2003, aponta que os brasileiros deixaram de comer hortaliças, frutas, arroz e pão. Em compensação, ingeriram muito mais alimentos ricos em gorduras e lipídios, como o refrigerantes, balas e fast-foods. “O Brasil ainda não tem recursos suficientes destinados para o combate e a prevenção da doença. Então, o trabalho de educação é o grande diferencial”, afirma Divino.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão

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