Jun 26

Menstruação e Desempenho Físico

A menstruação sempre foi um tabu para a ciência do esporte, treinadores e atletas. Há poucas décadas, era preocupante o fato da mulher participar de competições ou treinar menstruada. Somente a partir de 1950, com a melhora na qualidade dos produtos de higiene femininos (absorventes), esse quadro mudou. Embora existam muitas pesquisas relatando como o exercício afeta a menstruação, são menos conhecidos os que analisam como a menstruação e as outras fases do ciclo menstrual interferem na performance e quais as alterações que podem comprometer o potencial físico e psicológico, não esquecendo que elas são altamente individuais. Durante o ciclo menstrual ocorrem mudanças hormonais, a menos que a mulher esteja em contracepção, e isso tem efeitos definidos no desempenho físico (JUDY DALY E WENDY EY 1996).

O ciclo menstrual é dividido em fases. Segundo BÕCKLER (apud Weineck, 2000) um ciclo de 28 dias é dividido da seguinte maneira: Fase da menstruação ou fluxo (1º ao 4º dia). Fase pós-menstrual (5º ao 11ºdia). Fase intermenstrual (12º ao 22º dia). Fase pré-menstrual (23º ao 28º dia). Ele afirma que a performance pode variar de acordo com as fases do ciclo menstrual. Na Fase Pré-Menstrual, devido à influência de um aumento nos níveis de progesterona, o desempenho pode sofrer uma redução. Já na Fase Pós-Menstrual, graças à crescente taxa de estrogênio e maior secreção de noradrenalina, observa-se uma melhora significativa na performance. No período pré-menstrual há redução na capacidade de concentração e fadiga muscular e nervosa mais rápida (KEUL et al 1974). Continue reading

Jun 26

Cãibras e as múltiplas causas

Cerca de 40% do peso corporal de uma pessoa é formado de músculo. Os músculos podem ser de 2 tipos: compostos por fibras lisas (coração, esfíncteres e órgãos internos), e por fibras estriadas (a maioria dos músculos que podem ser apalpados), que são unidas por tecido conjuntivo, que contraem e relaxam, conforme a atividade neuromuscular.

As fibras lisas são comandadas pelo sistema nervoso autônomo e têm pouca influência do sistema nervoso central e voluntário, que é comandado pela nossa vontade.

As cãibras só ocorrem na musculatura estriada, pernas, mãos, membros, rosto etc. As cãimbras ou cãibras podem ser causadas por uma quantidade enorme de causas, algumas conhecidas e outras não. Sabe-se que o sódio, potássio, presença de glicose, ácido láctico, circulação sangüínea inadequada, diabetes, doenças da coluna, das artérias, etc, podem ser algumas das causas. Continue reading

Jun 26

Frutose, aquecimento excessivo de alimentos: Como isso pode engordar você

Introdução

Vivemos em um mundo onde perder gordura corporal é fundamental, pois, além de se distanciar do que é considerado belo, já faz é de conhecimento comum que o excesso de gordura corporal traz inúmeros prejuízos à saúde. Além disso, cada vez mais os índices de sobrepeso e obesidade se mostram alarmantes e verifica-se pouca eficácia no combate ao ganho de gordura corporal.

Frutose, AGE’S, inflamação, ganho de gordura e perturbações metabólicas

Altas concentrações de carboidrato no sangue (hiperglicemia) estimulam a produção de insulina (NELSON e COX, 2003), hormônio capaz de aumentar a produção de gordura no fígado e facilitar o transporte até os adipócitos (células gordurosas). Além disso, também provocam reações de glicação, que é a redução de um aminoácido por um açúcar, formando compostos chamados de agentes avançados de glicação (AGE’s).

Esses compostos também são responsáveis por aumentar a inflamação no organismo, estando relacionados com danos cardiovasculares, neuropatias, adiposidade, diferenciação adipocitária, redução da sensibilidade à insulina, diabetes mellitus, danos periodontais, entre outros fatos deletérios ao organismo (MONDEN et al., 2012; PRASAD, BEKKER e TSIMIKAS, 2012, ZIZZI et al., 2012).

Além disso, a glicação é responsável também por provocar alterações conformacionais na enzima catalase (BAKALA et al., 2012), fundamental no controle de espécies radicalares de oxigênio (ERO’s ou radicais livres), podendo causar disfunção mitocondrial, o que compromete a boa harmonia na produção de energia (ATP), β-oxidação (queima de gordura) e aumenta a diferenciação de adipócitos jovens em adipócitos maduros, mais capazes de armazenar lipídios (TORMOS et al., 2011).

Sendo assim, é importante fugir dos açúcares e carboidratos refinados quando se busca o emagrecimento, pois esses compostos são capazes de aumentar muito a glicemia. Porém, apesar de não alterar muito a glicemia nem a insulina, a frutose não é uma boa opção para adoçar alimentos, pois possui capacidade extremamente superior à da glicose em formar AGE’s, provocando danos teciduais também superiores. A frutose é 70% mais doce que a sacarose e 30% mais barata. Por isso, é amplamente utilizada na indústria, pois além de reduzir custos, não forma grânulos, conferindo uma textura homogênea ao alimento. Continue reading

Jun 26

Relação sexual e performance

disfuncaoeretilA famosa “concentração” é uma prática bem antiga que persiste até hoje. Dentre seus objetivos está o de manter o atleta longe do sexo no(s) dia(s) anterior(es) à competição. A favor dela estão os conservadores e contra estão, obviamente, os(as) atletas e respectivos(as) companheiros(as). É muito comum ouvirmos em noticiários que determinado jogador fugiu da “concentração” e causou transtornos para o time, ou que a atividade sexual do atleta foi a culpada pelo mal resultado na competição. Além do detrimento à performance também é muito comentado que a relação sexual prejudicaria a concentração e diminuiria os níveis de testosteronas, prejudicando, nesse caso, o processo de hipertrofia. Continue reading

Jun 26

Benefícios e riscos da atividade física para diabéticos

Os exercícios podem oferecer inúmeros benefícios para os portadores de diabetes, porém é necessário que se conheçam os possíveis riscos que um programa de treinamento pode trazer diante desta patologia.

Introdução

Sugere-se que para ocorrência da diabete deve haver uma interação entre predisposição genética e fatores ambientais (SILVEIRA NETO; 2000), dos quais pode-se destacar: obesidade (particularmente a deposição de gordura intra-abdominal), inatividade física e idade avançada. A obesidade diminui o número de receptores insulínicos nas células-alvo em todo o corpo, fazendo com que a quantidade de hormônio disponível seja menos eficaz na promoção de seus efeitos metabólicos (GUYTON & HALL, 1997; FRONTERA, DAWSON & SLOVIK, 1999; SILVEIRA NETO, 2000). Mal-hábitos também podem ser perigosos, a hiperfagia por si só, é responsável por alguns níveis de resistência à insulina, como se pode comprovar pelo declínio nos níveis de glicose plasmática ocorrido em diabéticos do tipo 2 que se submetem a uma dieta de restrição calórica (SILVEIRA NETO; 2000).

Na diabete melito, a maioria das características patológicas pode ser atribuída a um dos três efeitos principais da falta de insulina, a saber: (1) menor utilização de glicose pelas células corporais com conseqüente aumento da concentração sanguínea de glicose; (2) depleção de proteínas nos tecidos corporais; e (3) aumento acentuado da mobilização de gordura das áreas de armazenamento, produzindo metabolismo lipídico anormal e também o depósito de gorduras nas paredes vasculares (GUYTON & HALL, 1997). Continue reading

Jun 26

O papel da fisiologia no aquecimento

Jogadores precisam fazer trabalho a aproximadamente 60% de seu VO2máx

Muito se fala sobre a importância de um aquecimento bem feito para evitar lesões durante a prática de esportes. No entanto, essa atividade também tem influência direta no rendimento dos atletas. Por conta disso, deixou de ser uma incumbência exclusiva do preparador físico e requer um trabalho interdisciplinar com atuação contundente do departamento de fisiologia.

Ainda existem resultados muito conflitantes sobre a efetividade do aquecimento, sobretudo para atividades com predominância anaeróbia. Isso se deve sobretudo às diferenças na formulação dessa prática, como intensidade, tempo de duração, tempo de intervalo e metabolismo mais exigido (alático ou glicolítico) na tarefa a ser executada. Continue reading

Jun 26

Anemia Causada Pelo Esporte

A expressão “anemia causada pela prática esportiva” é usada para descrever um possível efeito do treinamento na diminuição concentrações de hemoglobina em comparação à população em geral (12 g/ dl para mulheres e 13 g/dl para homens), com maior incidência entre atletas de prova de resistência como corrida, ironman, triatlon, maratonas, cross country, ciclismo, corridas de aventura. Porém, essa alteração, pode ser uma falsa anemia que se instala, especialmente em homens devido à diluição da concentração de hemoglobina frente ao aumento do volume plasmático decorrente do treinamento (GHORAYEB ;BARROS, 1999; EICHNER, 1996; RIETJENS et al, 2002).

Porém, a deficiência de ferro decorrente da má alimentação pode levar o atleta à anemia. Isso ocorre principalmente com a população feminina, pois fisiologicamente os homens perdem menos ferro que as mulheres (NAGASHIMA; CLINE, 2000). Continue reading

Jun 26

Importância da boa hidratação no esporte

A água é o maior componente do corpo humano ocupando entre 45 e 70% de seu volume, e possui papel primordial na regulação da temperatura corporal, dividindo-se em 2 componentes: fluídos intracelulares e fluídos extracelulares.

Para um adulto sedentário, a ingestão diária de água confere precisamente as perdas de água que ocorrem pelo corpo. A perda de água normalmente é de 2 à 3 litros por dia para indivíduos submetidos a temperaturas climáticas, com 50% do total perdida em forma de urina.

Durante exercícios intensos, em ambiente quente, no entanto, esta quantidade de líquidos pode ser perdida em 1 hora, embora as taxas de suor sejam tipicamente menores para a maioria das pessoas. Continue reading

Jun 25

GH – mitos e verdades

Todos sabem dos supostos atributos do Hormônio do Crescimento (GH). Basta abrir qualquer revistinha e ler a lista. Mas, afinal de contas, o que realmente é comprovado sobre o GH? Será que os achados científicos apóiam a bajulação em torno desse hormônio? E (a pergunta de sempre) será que vale a pena pagar o preço?

Antes de iniciarmos o estudo, recomendo cuidado na interpretação das pesquisas, pois sabemos que o hormônio do crescimento pode levar a mudanças em diversos tecidos, incluindo muscular, articular e ósseo. Quando se verifica um aumento na massa magra, significa que houve aumento em algum dos componentes do seu corpo que não sejam gordura, portanto aumento de massa magra não significa necessariamente aumento de massa muscular. Continue reading
Jun 25

Suplementação de proteína não melhora as adaptações do treinamento de força

Os suplementos proteicos são amplamente utilizados para otimizar os efeitos do treinamento de força.

Um estudo recente (Erskine, et al., 2012) concluiu que não há efeitos adicionais induzidos pela suplementação sobre o crescimento muscular nos braços, após 3 meses de treinamento.

Alguns estudos têm demonstrado  que o uso destes suplementos tem um efeito positivo direto na síntese de proteínas musculares, mas quando se trata de mostrar um efeito real sobre o tamanho dos músculos, depois de meses de treinamento, as evidências são realmente insuficientes.

Neste estudo, a avaliação da força muscular dos flexores do cotovelo foi feita através de testes de 1 RM e de força isométrica máxima. O tamanho total do músculo e da área transversal foi determinada por ressonância magnética antes do início e após 12 semanas de treinamentos. Continue reading