Feb 28

Programas de tratamento de alcoolistas deveriam incluir familiares

Os familiares de homens alcoolistas também deveriam ser incluídos em programas de tratamento da doença

Um estudo realizado pela psicóloga Joseane de Souza, apresentado na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, mostra que as crianças – em especial as meninas – apresentam prejuízo emocional e de comportamento em relação aos filhos de não-alcoolistas.

Segundo a pesquisadora, o trabalho serve de alerta aos profissionais de saúde, que deveriam ter um olhar especial às crianças filhas de alcoolistas. “A maioria dos tratamentos para alcoolistas em hospitais não incluem a família. Neste estudo percebemos a necessidade da terapia familiar para tratar esses sinais”, afirma.

A pesquisa teve como base a avaliação psicológica de 20 crianças (10 meninos e 10 meninas), com idades entre 9 e 12 anos, filhas de alcoolistas atendidos em um hospital da cidade de Guarapuava, no Paraná. Como comparação (grupo controle), 20 crianças filhas de não-alcoolistas e da mesma escola (e nível socioeconômico) das outras foram selecionadas para o estudo. Todas elas realizaram o Teste da Figura Humana e suas mães responderam a um questionário que abordava o comportamento das crianças. Continue reading

Dec 28

Ricos são os que mais consomem bebidas alcoólicas

População mais pobre compromete 33,4% do orçamento com bebidas alcoólicas Estudo baseado em pesquisa da Fipe indica que os mais ricos são os maiores consumidores, e que a parcela dos mais pobres desvia a renda de outras despesas, como educação e habitação, para beber.

Apesar de os mais ricos serem os maiores consumidores de bebidas alcoólicas entre a população da cidade de São Paulo, as famílias mais pobres são as maiores prejudicadas. Em média, os gastos desta natureza comprometem 33,4% do orçamento familiar destes lares, cuja renda vai até R$ 250,00. “Isso significa que são desviados valores de despesas como educação, habitação, alimentação, e outras”, explica a nutricionista Valéria Simone Furtado Ikeda. Utilizando a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 98 / 99, conduzida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), entidade conveniada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pesquisadora traçou uma espécie de perfil socioeconômico do consumo de bebidas alcoólicas na cidade de São Paulo. Continue reading

Aug 29

Xampus não proporcionam resultados prometidos

Pesquisas revelam que formulações de empresas que fabricam xampus carecem de base científica

Se o leitor encontrar na gôndola do supermercado um xampu que prometa nutrir seus cabelos, desconfie. Por mais sério e bem-intencionado que seja o fabricante, ele não poderá cumprir o compromisso. E a razão é mais do que óbvia: é impossível oferecer nutrientes a uma estrutura morta.

Esse tipo de “equívoco” é relativamente comum na indústria de cosméticos, como revela a professora Inés Joekes, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp. Segundo ela, que desde 1985 coordena uma linha de pesquisa sobre cabelo, o segmento ainda carece de metodologias científicas que possam dar sustentação a seus produtos. “Nosso objetivo principal é formar profissionais capacitados para trabalhar no setor produtivo, de modo a contribuir para a geração de métodos mais rigorosos e eficazes tanto para a formulação quanto para a avaliação dos cosméticos”, afirma. Continue reading

May 27

Deputados federais ignoram e-mails de cidadãos

Criado para facilitar a comunicação entre deputados e cidadãos, o serviço de e-mail “Fale com o Deputado”, do programa Participação Popular do portal da Câmara dos Deputados, está longe de ser um canal eficaz de contato. A reportagem do WNews testou o serviço. Foram enviados 513 e-mails, um para cada deputado federal listado na Câmara de Deputados do País. Apenas três responderam. O conteúdo da mensagem foi o seguinte: “Gostaria de saber qual a sua plataforma de propostas ou projetos para TI (Tecnologia da Informação) no Brasil?” Continue reading
Jan 30

Educação para a autonomia é a chave para a não-violência entre torcedores de futebol

A partir de entrevistas com torcedores comuns de futebol (que não fazem parte de torcidas organizadas) da cidade de São Paulo, o psicólogo Roberto Romeiro Hryniewicz constatou que existe a necessidade de a sociedade começar a pensar em uma educação voltada para a autonomia das pessoas, ou seja, que as faça pensar e agir por si mesmas, e que não apenas reproduzam idéias e ações sem refletirem sobre elas.

Esta é uma das conclusões de Hryniewicz em sua pesquisa de mestrado Torcida de futebol: adesão, alienação e violênciaapresentada no último dia 24 de abril ao Instituto de Psicologia da USP. “Não é a paixão pelo futebol que causa a violência entre torcedores, mas sim a maneira como as pessoas lidam com essa paixão”, afirma o psicólogo. “Muito provavelmente, quanto mais paixão e adesão existir ao esporte, mais homogêneo será o discurso da pessoa, ou seja, ela terá uma ‘explicação padrão’ para justificar suas atitudes e opiniões, que será semelhante a quase todos os membros daquele grupo”, esclarece. Continue reading