May 28

Nutrição e diabetes – mitos e verdades

1. MITO:  As pessoas com diabetes  não podem comer beterraba
VERDADE:As pessoas com diabetes podem consumir beterraba, pois  é classificado como vegetal contendo boa fonte de fibras, vitaminas e minerais  e poderá fazer parte da dieta, elaborada pelo nutricionista.Dra. Daniela de Almeida
Nutricionista funcional
Membro Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

2. MITO: As frutas como banana, uva, caqui, manga e melancia, devem ser excluídas da alimentação das pessoas com diabetes pois aumentam muito  o açúcar no sangue.
VERDADE: As  frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras e contêm o açúcar natural (frutose e glicose). Quando consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo de um dia de alimentação, não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, entretanto se consumidas em excesso qualquer fruta poderá aumentar a glicemia.

Dra. Tarcila Beatriz Ferraz de Campos – CRN3 15157
Nutricionista Mestre em Ciências com Ênfase em Fisiologia Endócrina – USP
Centro de Diabetes Hospital Alemão Oswaldo cruz

3. MITO: Fruta faz bem a saúde e por isso pode comer a vontade
VERDADE: A fruta possui diversos nutrientes, incluindo a frutose e glicose que em excesso poderão aumentar a glicemia

Prof. Dra. Marlene Merino Alvarez
Doutora em Ciências Nutricionais;
Nutricionista da Universidade Federal Fluminense e FMS Niterói
Membro do Departamento de Nutrição da SBD –  2010/2011

4. MITO: As pessoas com diabetes devem comer pão  somente dormido ou amanhecido ou torrado porque não faz mal para o diabetes
VERDADE: O pão francês é um alimento que faz parte da dieta do brasileiro, constituindo uma importante fonte de carboidrato na alimentação. O carboidrato é o nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar). Assim não importa a forma de preparo ou de consumo do pão, um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, estando ele torrado ou dormido. Portanto consuma a quantidade orientada pelo seu nutricionista e da forma que mais gostar.

Dr  Rafael Teixeira de Mattos
Nutricionista da Clínica Metabolizar
Educador em Diabetes

6. MITO: Para diminuir o carboidrato do arroz, basta lavá-lo continuamente.
VERDADE: Lavar o arroz ou qualquer outro alimento não diminui o conteúdo de carboidrato do mesmo.

Dra. Luciana  Bruno
Nutricionista Clínica com treinamento na Joslin Diabetes Center
Membro do Departamento de Nutrição da SBD  2010/2011

7. MITO: A pipoca é um alimento perigoso para as pessoas com diabetes
VERDADE:  A pipoca é um alimento de baixo custo,  rico em fibras, contribuindo com a saciedade e melhores níveis de  glicemia e colesterol
– alimento rico em fibra, logo um ponto positivo para redução de glicemia e de colesterol .Por ser fonte de carboidrato deve ser substituido pelo pão, onde: 01 xícara de pipoca espoucada equivale a ½ Pão francês ou 01 fatia de Pão forma.

Dra. Wilma Rodrigues de Amorim
Nutricionista do Instituto estadual de diabetes e endocrinologia  – IEDE
Educadora em diabetes

 8. MITO: A pessoa com diabetes não pode comer pão frances, cuscuz ou tapioca, tem que trocar  tudo por biscoitos tipo água e sal ou cream cracker.
VERDADE: As pessoas com  diabetes podem comer pão frances, cuscuz e tapioca, devendo estes alimentos ser inseridos em um plano alimentar saudável. Nao é recomendável utilizar apenas um tipo de alimento pois haverá menor proporcao de nutrientes e risco de monotonia.

Dra. Anelena Seyffarth
Nutricionisata da Secretaria de Estado de Saude – DF
Membro do Departamento de Nutricão da SBD  2010-2011

9. MITO: Para reduzir o carboidrato do pão basta deixá-lo fora da geladeira por de 1-2 dias  e assim a pessoa com diabetes  poderá comer á vontade sem que a glicemia se altere.
VERDADE: O pão ou qualquer outro cereal fermentado na geladeira ou fora desta, não tem seu teor carboidrato reduzido. Portanto procure seguir as recomendações do seu nutricionista em relação a quantidade e forma de consumo dos alimentos.

Prof. Dra. Maria Goretti Burgos
Doutora e Mestre em nutrição pela UFPE
Nutricionista do serviço de diabetes do HC – Universidade Federal de Pernambuco
Membro do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD 2010/2011

10. MITO: Todas as pessoas com diabetes devem seguir uma dieta para “diabetes”,  com restrição de calorias, para atingir melhor controle glicêmico
VERDADE: Não existe uma dieta específica para quem tem diabetes,  pois as necessidades nutricionais destas pessoas são semelhantes a da população em geral. O plano alimentar, elaborado pelo nutricionista especialista deve considerar a avaliação do estado nutricional para definição das calorias, macro e micro nutrientes, baseados  nas necessidades individuais e objetivos de tratamento, utilizando parâmetros semelhantes aos do  público em geral.

Dra.Gisele Rossi Goveia
Nutricionista Clínica da Preventa Consultoria em Saúde – SP
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

11.MITO: Comer antes de dormir engorda, principalmente  se for carboidrato.
VERDADE: A quantidade de calorias ingeridas é que faz com que o peso se eleve.
Se o consumo de energia for maior que o gasto, haverá ganho de peso.

Dra. Deise Regina Baptista
Professora do Departamento de Nutrição/UFPR
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

12. MITO: Diabético não pode comer arroz e feijão
VERDADE: “Diabético pode comer arroz e feijão.”
Durante muitos anos, algumas crenças foram criadas sobre a ingestão de arroz e feijão. Alguns diziam “engorda”, outros que “diabético não pode comer”, porém, sabemos hoje que principalmente o feijão é um dos alimentos mais ricos em fibras solúveis, além do amido resistente (outro tipo de fibra) e faz parte do hábito alimentar do brasileiro. A presença desse tipo de fibra torna a digestão mais lenta, importantíssimo para menor elevação da glicose no sangue. Outro aspecto relevante é a saciedade que o feijão proporciona, resultado desse mesmo processo de digestão.

Dra. Maura Marcia Boccato Corá Gomes
Especialista em Saúde Pública
Membro do Grupo de Estudos em Nutrição para Idosos – GENUTI
Nutricionista no Centro de Convivência e Cooperativa Mooca – PMSP
Nutricionista no Centro de Saúde Ocupacional Hospital Israelita Albert Einstein


13. MITO:
Produtos “Diet” são feitos para diabéticos e podem ser consumidos a vontade.
VERDADE: De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser chamado de alimento diet aquele que é isento de algum nutriente, nem sempre ele é isento de carboidrato, pode ser em gordura ou sódio por exemplo. Podemos citar como exemplo o chocolate, algumas marcas apresentam maior teor de gorduras e pouca ou nenhuma diferença em carboidrato, ou seja, nem sempre o chocolate diet é a melhor escolha.
Para boas escolhas sempre devemos comparar os rótulos dos alimentos, em caso    de dúvidas sempre consulte um nutricionista.

Dra. Bruna Martins Lima
Nutricionista do Grupo de crianças e adolescentes portadoras de Diabetes
Mellitus de São Caetano do Sul.

Apr 29

Nado sincronizado exige suplementação alimentar

Atletas que praticam nado sincronizado precisam consumir suplementos de carboidrato para manter o nível de glicose do sangue estável, fornecendo energia para o organismo. Com base em uma avaliação das alterações fisiológicas provocadas por uma sessão de treino do esporte, o professor Marcelo Saldanha Aoki, do curso de Ciências da Atividade Física da USP Leste, verificou que a taxa de glicose no sangue das esportistas sofreu uma queda de 30%; a desidratação chegou a 2% do peso delas e a concentração do hormônio cortisol, relacionado ao sistema de defesa do organismo, foi alterada.

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Mar 28

As revistas femininas não informam adequadamente sobre nutrição

Artigos sobre nutrição em revistas femininas contêm erros e insuficiências

Problemas aparecem em todas as revistas, aponta mestrado defendido na USP que analisou as principais publicações editadas em São Paulo no primeiro semestre de 2002. As revistas femininas não informam adequadamente sobre Nutrição, mesmo quando recorrem a especialistas e autoridades da ciência. Informações desencontradas, falta de dados importantes e foco apenas nos valores calóricos – esses são alguns dos problemas citados pela nutricionista Daniella Moreira de Souza, autora de um dissertação de mestrado que analisou publicações de três grandes editoras de São Paulo durante o primeiro semestre de 2002.

Daniella, que fez seu estudo pelo Programa Interunidades de Nutrição Aplicada (Pronut) da USP, afirma que a quantidade e o tipo de erros são homogêneos – eles aparecem em todas as revistas, das mais baratas às mais caras. “Nenhuma das publicações informa a notícia por completo”, aponta. No total, a pesquisadora encontrou 349 artigos. A maioria deles (125) era assinado por nutricionistas. Outros profissionais de saúde assinavam 49, e outras pessoas, 105; 70 artigos não faziam referência ao autor. Daniela centrou seu estudo nos textos que falavam sobre alimentação equilibrada (52) e alimentos funcionais (40). Continue reading

Feb 11

O papel das proteínas na atividade física

Existe a argumentação de que a proteína é utilizada apenas num grau limitado como combustível energético durante o exercício (apenas 5 a 10 % da energia total). Na verdade, ela são utilizadas para proporcionar os blocos formadores de aminoácidos para síntese tecidual, mas estudos demonstram que há aumento da concentração de uréia plasmatica, o que está acoplado a uma elevação dramática da excreção de nitrogênio no suor, evidenciando o aumento da utilização de proteína durante o exercício. Continue reading