Jun 25

Desarmonia corporal

desarmoniaDando continuidade ao estudo do peso corporal (vide artigo Quanto você pesa?) trataremos, agora, de algumas características referentes à composição corporal masculina e feminina.

De inicio precisamos entender a relação da distribuição da gordura segundo as regiões anatômicas e proporções hormonais. Trataremos dos tipos de acúmulo de gordura ginoide (mulheres são mais acometidas) e androide (homens mais acometidos).

Gordura Ginoide 

Deve-se à influência dos estrógenos, caracterizando-se por acúmulo de gordura na metade inferior do corpo, quadril, glúteo e coxa proximal. Uma das características que mais acompanham esse tipo de acúmulo de gordura é a celulite que é conhecida na comunidade médica como Lipodistrofia Ginoide. Muitos cientistas afirmam que toda mulher adulta tem celulite, tanto que este é considerado por alguns como o mal do milênio em termos de estética. Continue reading

Jun 25

Pessoas um pouco acima do peso vivem mais que muitos magros

Pesquisadores do Centro Americano de Controle de Doenças analisaram dados de três estudos estadunidenses sobre saúde e nutrição realizadas nos 30 anos da década de 70, 80 e 90, e concluíram que as pessoas um pouco acima do seu peso ideal vivem mais que aquelas pessoas muito magras.

O artigo publicado na revista científica Journal of American Medical Association afirma que pessoas com o índice de massa corpórea (IMC) acima de 25, mas abaixo de 30, não teriam uma expectativa de vida menor. A maior expectativa de vida foi identificada em pessoas com IMC de 25, no limite entre o peso ideal e estar acima do peso, com IMC mais do que 30.

É bom lembrar que os cientistas não levaram em consideração as doenças provenientes da obesidade, mas só a expectativa de vida em relação ao IMC (Peso dividido por sua altura ao quadrado). Logo, o bom mesmo é estar no seu peso ideal, nem abaixo, nem acima e ter qualidade de vida.

Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento

Jun 25

Cirurgia bariátrica aumenta a atividade de células relacionadas à prevenção do câncer e inflamações

A cirurgia de redução de estômago já provou ser eficaz contra vários problemas originados pela obesidade mórbida. A novidade é que ela também pode ajudar a diminuir o índice de tumores relacionados à doença, como câncer de endométrio, mama, próstata, estômago, cólon, vesícula e laringe. A invoação foi premiada no  XII Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, que aconteceu em agosto, e compõe a tese de doutorado da médica Cristiane Moulin, que será defendida na Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP no começo de 2008.

“Medi a atividade das células natural killer antes e depois de seis meses da operação, em 28 pacientes, de 23 a 58 anos e obesidade grau III”, explica Cristiane. Segundo a pesquisadora, as células natural killer (NK) exercem importante papel na proteção contra infecções, particularmente virais, e na eliminação de células tumorais. Quanto maior sua atividade, mais forte está o organismo para lutar contra doenças desse gênero. Continue reading

Jun 25

Um terço dos adultos tem pressão alta, diz relatório mundial

Um em cada três adultos sofre de hipertensão arterial, ou pressão alta, uma condição que causa cerca de metade de todas as mortes por derrame e problemas cardíacos no mundo, destacou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu relatório anual sobre estatísticas sanitárias. A diabetes, que também tem grande impacto sobre a circulação, atinge um em cada dez adultos.

“Este relatório oferece uma evidência a mais do aumento dramático das condições que desencadeiam os problemas de coração e outras doenças crônicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento”, disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.

Chan ressaltou o preocupante fato de que “em alguns países africanos, metade da população adulta sofra hipertensão”, razão pela qual a OMS quer chamar a atenção para “o crescente impacto das doenças não contagiosas”. Continue reading

Jun 25

Nível socioeconômico determina hábitos que desencadeiam a obesidade

Mulheres residentes em regiões de exclusão social foram acompanhadas durante três anos. Estudo mostrou que 68% delas estavam com sobrepeso e 28,4% obesas. As causas estão entre hábitos alimentares e taxa de fecundidade.

Há três décadas seria impensável que numa favela, 68% das mulheres estivessem com sobrepeso e 28,4% obesas. Esta é a realidade atual de uma comunidade com renda per capita mensal de R$78,42, atendida por um centro comunitário mantido pelo Colégio São Luís, na rodovia Anhanguera, em São Paulo. “O baixo nível socioeconômico e principalmente a escolaridade provavelmente determinam hábitos alimentares e estilo de vida que desencadeiam a obesidade”, constata a médica Alessandra Carvalho Goulart. Continue reading

Jun 25

Musculação para crianças

A obesidade infantil é um grave e crescente problema que vem incomodando as principais entidades de saúde no mundo todo. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade atinge cerca de 15% das crianças.

A probabilidade de uma criança obesa se tornar um adulto obeso é de 20% e pode chegar a 40-80% se esta criança persistir obesa na adolescência. Como se não bastasse por si só, a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de diversas doenças crônico-degenerativas, tais como, a hipertensão, o diabetes tipo 2, entre outras. Sendo assim, os riscos à saúde associados à obesidade são diversos, contudo, através de informações podemos contribuir para a diminuição dessas estatísticas.

Diversos são os fatores que contribuem para essa situação negativa. Um dos principais exemplos que podemos citar é a diminuição da atividade física, devido a fatores como o avanço tecnológico e o aumento da violência urbana.

É cada vez mais comum, nos momentos de lazer, observar crianças em suas casas em frente a videogames e computadores e, em contrapartida, muito raro ver crianças brincando nas ruas.

Essas mudanças dos hábitos infantis, com o passar dos anos, tende a mudar o perfil físico da maioria das crianças. A criança que antes poderia ser ativa e magra, hoje é inativa e gorda.

Esse fato leva os profissionais da área da saúde a estudarem estratégias e opções de atividades que possam, de uma forma ou de outra, compensar o sedentarismo proporcionado pelos hábitos de vida modernos.

Uma opção interessante de atividade física que vem crescendo no meio infantil e juvenil é a prática da musculação. Uma sala de musculação oferece, dentre demais benefícios, uma atividade eficiente em um local seguro, o que atende grande parte da expectativa dos pais.

Mitos como “a musculação não pode ser praticada por crianças porque atrapalha o crescimento” já foram derrubados graças aos avanços científicos. Portanto, não há respaldo que suporte tais inverdades, desde que a atividade seja prescrita e supervisionada por um profissional de educação física especializado no assunto. Sendo assim, a musculação soma-se às demais atividades, ampliando o leque de opções de forma eficaz e segura, de modo a satisfazer pais, crianças e professores.

Cabe a nós, profissionais de educação, a função de divulgar essa idéia a fim de contribuir para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida de nossas crianças.

Texto: Prof. Cauê V. La Scala Teixeira – CREF 4257-G/SP
Licenciatura Plena e Bacharelado em Educação Física – FEFIS/UNIMES (2004);
Pós-graduação em Fisiologia do Exercício – CEFE/UNIMES (2006);
Pós-graduação em Aspectos Fisiológicos e Metodológicos Atualizado do Treinamento de Força – UNISANTA (2009)
 

Jun 24

Brasil: obesidade já mata mais que a Aids

De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade já mata mais que a Aids no Brasil. São cerca de 80 mil mortes por ano. No mesmo período, o Governo Federal gasta cerca de R$ 1,45 bilhão no combate e prevenção de doenças relacionadas ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e emocionais.

Para o coordenador do Programa de Pós-Graduação de Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Joel Lamounier, o País enfrenta um período de transição e o número de brasileiros com mais de 20 anos acima do peso já chega a 38 milhões. “Há alguns anos tínhamos altos índices de desnutrição e, agora vivenciamos uma epidemia global da obesidade”, explica.

O coordenador lembra que o aumento de peso não está ligado à renda, e sim ao que se come. O coordenador-geral da Política de Segurança Alimentar e Nutricional de Minas Gerais, José Divino Lopes Filho, acredita que o crescimento acelerado da doença está diretamente ligado à mudança comportamental da população.
A pesquisa de orçamentos familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2003, aponta que os brasileiros deixaram de comer hortaliças, frutas, arroz e pão. Em compensação, ingeriram muito mais alimentos ricos em gorduras e lipídios, como o refrigerantes, balas e fast-foods. “O Brasil ainda não tem recursos suficientes destinados para o combate e a prevenção da doença. Então, o trabalho de educação é o grande diferencial”, afirma Divino.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão

Jun 24

IMC normal em homens não exclui risco de hipertensão arterial

Homens com IMC considerado normal também podem sofrer hipertensão arterial Mesmo os valores considerados normais de IMC, entre 22,5 e 25, podem indicar, nos homens, risco para desencolver a hipertensão arterial, como mostra estudo da FSP feito com funcionários de um hospital de São Paulo.

Valores considerados normais de Índice de Massa Corpórea (IMC) – entre 22,5 e 25 – podem indicar risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial entre os homens. A conclusão é de uma pesquisa apresentada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP pelo médico Flávio Sarno. Entre as mulheres, também foi encontrado um aumento de risco, mas o valor não atingiu significância estatística. Segundo o pesquisador, o problema não está apenas em passar da faixa “normal” para a faixa “sobrepeso”, mas sim em ganhar peso ao longo do tempo. Continue reading

Jun 24

Emagrecimento e Perda de Peso

Emagrecer significa reduzir o volume de gordura das células adiposas do corpo. Perder peso é o desequilíbrio ou redução da massa corporal (perda de peso total) verificada por meio de balança. A perda de peso relaciona-se com a perda de gordura corporal e outros tecidos.

Emagrecer nem sempre esta acompanhado ou relacionado com a perda de peso total, o emagrecimento verifica-se por meio de testagem com equipamentos e técnicas especiais do tipo: adipômetro, futrex, bio impedância, pesagem hidrostática, dentre outros. Podemos emagrecer sem perder peso ou mesmo aumenta-lo, durante o processo de treino, principalmente por meio da musculação a qual beneficia ganhos em massa muscular sangue e líquidos corporais, que são constituintes da massa corporal magra ou livre de gordura. Continue reading

Jun 24

Redução de estômago pode ocasionar problemas dentários e de alcoolismo

Estudo do HC mostra que alguns pacientes submetidos à cirurgia de redução de estômago sofrem de alcoolismo, anorexia, bulimia, bruxismo e dentes quebradiços depois de cinco anos de operação. O objetivo do estudo, ainda em andamento, é demonstrar que só a cirurgia, que é feita no hospital há nove anos, não basta para o sucesso do tratamento utilizado para a diminuição drástica do peso.

Alguns pacientes submetidos à cirurgia de redução do estômago apresentam, após cinco anos ou mais, um considerável novo ganho de peso. Além disso, outros distúrbios também estão sendo observados no mesmo período após a operação, entre eles o alcoolismo, anorexia, bulimia, bruxismo, aumento excessivo de cáries e dentes quebradiços. As informações vêm sendo obtidas e interpretadas por um grupo de estudo multidisciplinar do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP. Continue reading