Jun 24

Benefícios dos exercícios físicos regulares e da melhoria da aptidão física na saúde de adultos

A atividade física regular está associada com inúmeros benefícios para a saúde física e mental em homens e mulheres adultos.

A incidência do sedentarismo associado a um alimentação extremamente calórica justificam o aumento da obesidade em todo o mundo. Junto com a obesidade surge uma série de complicações patológicas graves, tais como o aumento da resistência à insulina, hiperinsulinemia, diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão arterial, hipercoagulabilidade sanguínea e microalbuminúria, alterações constituintes da síndrome metabólica. Esta situação está associada a um aumento significativo da incidência de doença arterial coronária, cerebral e periférica.

O aumento da incidência de obesidade em todo o mundo é acompanhado por um aumento da morbilidade. Entre as medidas mais importantes para o combate da obesidade estão a dieta e o estabelecimento dos níveis adequados de exercícios físicos. Continue reading

Jun 24

Análise crítica do modelo metabólico de emagrecimento

Quem nunca ouviu falar que, para emagrecer, devemos nos exercitar em baixa intensidade e ficar, no mínimo, 30 minutos contínuos fazendo exercício na famosa zona de queima de gorduras? Essa prática ficou tão popular que muitas pessoas se tornaram paranóicas no controle dos batimentos do coração, tanto que o uso de monitores cardíacos e os gráficos que correlacionam intensidade com a idade viraram febre nas academias.

O modelo metabólico de emagrecimento é uma estratégia comumente usada na prescrição de exercícios para perda de gordura corporal. Fundamentado no princípio que atividades de baixa intensidade e longa duração utilizam os lipídios como fonte prioritária de energia (HOLLOSZY & COYLE, 1984; MCARDLE et al., 1991 e BROOKS & MERCIER, 1994), vários pesquisadores promoveram o exercício aeróbio como à maneira mais eficiente para emagrecer (WILMORE & COSTILL, 2001). Continue reading

Jun 24

Novo critério muda cálculo do Indice de Massa Corporal

Pesquisa da nutricionista Mirele Savegnago Mialich Grecco propõe que o indicativo de obesidade, o corte no Indice de Massa Corporal (IMC), hoje de 30 quilos por metro quadrado (kg/m2), seja de 28,38 kg/m2 para homens e 25,24 kg/m2 para mulheres. O trabalho também propõe uma nova fórmula para obter o IMC, que hoje leva em conta apenas peso e altura, passando a incluir a quantidade de massa gorda (gordura) do corpo. O estudo teve início no mestrado e continuou no doutorado, defendido em junho último no Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, sob orientação do professor Alceu Afonso Jordão Junior.

O IMC atualmente utilizado foi proposto em 1835, pelo estatístico belga Lambert Adolphe Jacques Quételet, e adotado em 1997 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como referência de medida para a obesidade. Ele é obtido pela divisão do peso da pessoa (em quilos) pelo quadrado de sua estatura (em metros). Além de indicar obesidade para pessoas com IMC igual ou superior a 30,0 kg/m2, ele é referência também para o sobrepeso, que é de 25,0 kg/m2 a 29,9 Kg/m2, e para os considerados normais, que devem estar na faixa entre 18,5 kg/m2 e 24,9 kg/m2. São considerados desnutridos aqueles que estão abaixo de 18,5kg/m2. Continue reading

Jun 24

Os benefícios da atividade física na gestação

exercicioparagestanteEm 1985, o American Congress of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) publicou suas primeiras diretrizes sobre a prática de atividades físicas durante a gravidez e o período pós-parto. Dada a escassez de estudos na época, essas orientações foram por demais conservadoras (ACOG, 1985), inclusive mais cautelosas que as recomendações do American College of Sport and Medicine (ACSM) de 1978, dentre as quais orientava que a intensidade do exercício para a gestante deveria ser baseada na frequência cardíaca máxima de 140 bpm. Segundo Mudd et al. (2013), essa recomendação não foi embasada em estudos científicos, mas ainda é aceita pela maioria das pessoas que acreditam que intensidades maiores colocariam em risco a saúde da gestante e do feto.

Entretanto, Mudd et al. (2013) concluíram que gestantes aptas a praticarem atividades físicas podem suportar intensidades maiores que as recomendas pelos ACSM e ACOG. Uma compravação disso foi a pesquisa citada por Clapp et al. (2000) na qual 50 mulheres grávidas que participavam de aulas de ciclismo indoor, de três a cinco vezes por semana, não tiveram nenhuma complicação ao treinarem com frequência cardíaca entre 150 e 160 bpm. Outro estudo também realizado com bicicletas estacionárias, não encontrou efeitos negativos de um treinamento com 70% da frequência cardíaca máxima (Webb, 1994). Continue reading

Jun 23

Gordura marrom e UCP: causas da obesidade?

Ao contrário do tecido adiposo branco, o marrom é altamente vascularizado, possui alto número de mitocôndrias e tem inúmeros tecidos amielinizados que providenciam estímulos simpáticos aos adipócitos. Suas células apresentam a “mitochondrial uncoupling protein (UCP1)” que dá ao seu mitocôndria a habilidade de inibir a fosforilação oxidativa, atuando diretamente na cadeia de transporte de elétrons, assim, quando o grupo fosfato é separado, a energia não é transmitida para a cadeia de transporte de elétrons, onde produziria ATP, e sim liberada como calor, que chega ao sangue e é transportado pelo corpo. Resumindo, esta enzima faz o organismo produzir calor ao invés de armazenar energia.

Ao descobrir estas propriedades da gordura marrom, muitas pessoas sugeriram maneiras de estimula-la como: treinamentos em ambientes frios e a suplementação de substâncias especificas. Porém, devemos ter em mente que esse tecido corresponde somente a cerca de 5-10% do tecido adiposo de adultos, sendo localizado principalmente em volta do pescoço, ombros, espinha, órgãos importantes e vasos sangüíneos. Em humanos a gordura marrom é mais significativa em recém nascidos, no qual chega a ser responsável por 5% do peso total, diminuindo com o passar do tempo até virtualmente desaparecer. Esta gordura é importante para filhotes em geral e animais que vivem no frio e/ ou que hibernam, justamente pela sua habilidade de produzir energia térmica. Continue reading

Jun 21

Sobrepeso e obesidade: fatores de risco cardiovascular

O excesso de gordura corporal é atualmente considerado importante fator de risco para a saúde e, mais especificamente, um fator “maior” de risco de doença cardiovascular ref1,2. Isso porque, além de predispor a várias doenças crônico – degenerativas, como indicadas mais adiante, assume, atualmente, proporções epidêmicas em alguns países e crescimento rápido e progressivo em outros.

Os dados da OMS, que incluem 96 países, mostram uma prevalência global de obesidade (IMC ³ 30 kg/m2) de 8,2% contra 5,8% de subnutrição (IMC £ 17 kg/m2), com diferenças proporcionais marcantes, de acordo com o estágio de desenvolvimento econômico dos países. Assim, a prevalência de obesidade varia de 1,8% nos países mais pobres a 17,1% nas economias em transição, entre as quais se situa o Brasil, e até 20,4% nas economias mais desenvolvidas, chamadas economias de mercado, como os Estados Unidos1, país que lidera os índices de prevalência de sobrepeso (IMC entre 25–29,9 kg/m2) e obesidade (IMC ³ 30 kg/m2). Continue reading

Jun 21

Musculação Vs perda de peso

A musculação é um trabalho que também pode proporcionar a queima de massa gorda. Para entendermos melhor como isto acontece, devemos aprender um pouco sobre a taxa metabólica de repouso (TMR). A TMR representa o gasto energético necessário para manter as funções vitais durante o repouso. Em geral, a TMR representa de 60 a 75% do total de energia gasta diariamente o efeito térmico da respiração representa em torno de 10% e a actividade física uma faixa entre 15 a 30%.

Para se calcular o gasto energético em repouso, existem fórmulas complexas que levam em conta a área corporal e a idade. Outras ainda calculam o gasto metabólico basal baseado na quantidade de massa magra. Uma fórmula simples de se calcular o gasto calórico em repouso é pelo método mostrado no livro de Nancy Clark (Guia de Nutrição desportiva), no qual se utiliza a seguinte fórmula:

TMR = Peso corporal (kg) x 22 calorias

Depois de calculada a TMR, some o gasto energético das suas actividades diárias (trabalho, actividades no lar). Não considere a sua actividade física. Continue reading

Jun 21

Controle de peso de atletas

Recentemente, tem se visto no Brasil o aumento da popularidade de eventos de artes marciais mistas, conhecido como MMA. Apesar dos brasileiros virem se destacando e conseguido resultados expressivos na modalidade há algum tempo, apenas recentemente a mídia televisa vem dando destaque ao esporte.

Como toda boa preparação para competições, a rotina de treino dos lutadores de alto rendimento envolvem, além da preparação psicológica e tática, uma preparação física extenuante, explorando diversas capacidades físicas como força, potência, flexibilidade, capacidade aeróbia e anaeróbia e uma preparação técnica na qual diversas artes marciais e lutas são praticadas visando explorar técnicas das diferentes modalidades. Tudo isso, com a finalidade de tornar o atleta o mais completo e preparado possível para enfrentar seus oponentes. Continue reading

Jun 21

A mídia e os medicamentos (Victoza, Rimonabant, Vioxx, Dorflex…)

Freqüentemente vemos reportagens estrondosas em veículos impressos e na televisão sobre medicamentos milagrosos. São várias páginas e incontáveis minutos dedicados a falar sobre os supostos benefícios de substâncias recém descobertas. Em outros momentos, por outro lado, passam despercebidas iniciativas extremamente interessantes que conseguiram curar doenças por meio de intervenções naturais, medicamentos caseiros, mudanças comportamentais etc. Aí surgem algumas perguntas: como e quem seleciona quais são as intervenções que terão atenção da mídia? Será que há um critério objetivo baseado nos reais benefícios que a sociedade pode obter? Ou será simplesmente uma questão de quem paga para ter atenção? Há um tempo, foram vistas matérias em revistas de grande circulação e emissoras de TV sobre um medicamento que supostamente serviria para “reduzir a barriga”, o Rimonabant. Prontamente, fui me informar sobre a substância e fiquei alarmado, me questionando como seria possível que veículos de comunicação pretensamente sérios fizessem aquele tipo de matéria. Esclarecendo, o Rimonabant é um medicamento que atua no sistema endocanabinóide, antagonizando o efeito gerado pelo receptor endocanabinóide e, consequentemente, diminuindo o apetite (Isoldi & Aronne, 2008). A famosa “larica” que alguns usuários de maconha sentem após o uso da droga se deve justamente à ativação desse receptor.