Sep 27

Como abandonar o tabagismo e recuperar a qualidade de vida

Tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde uma doença pois a nicotina presente no cigarro causa dependência e provoca alterações físicas, emocionais e comportamentais.

Os fumantes têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos 65 anos do que os não fumantes. Há três vezes mais risco de doença cardíaca e dez vezes mais risco de câncer de pulmão.

Os fumantes também têm risco aumentado de outros tipos de cânceres, bronquite crônica, enfisema e úlceras. A boa notícia é que a saúde pode melhorar assim que o hábito tabágico é interrompido. Continue reading

Sep 27

Alho consumido frito tem maior capacidade de combater radicais livres

O consumo de alho costuma ser recomendado por médicos por promover ação antimicrobiana, efeitos antivirais, atividades imunológicas, anticancerígenas e antioxidante. O que se sabe a partir de agora é que se estiver frito, melhor será sua atividade antioxidante. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, experimentos in vitro mostraram que a hortaliça preparada desta forma tem maior capacidade de combater os radicais livres

Em sua pesquisa de mestrado, a nutricionista Yara Severino de Queiroz queria determinar os compostos fenólicos totais, aqueles responsáveis pela ação antioxidante do alho in natura (Allium sativum) e em seus produtos comercializados. “O objetivo era avaliar sua atividade antioxidante”, conta. Além disso, ela buscava também analisar o impacto dos aditivos adicionados aos produtos (substâncias como ácido cítrico, metabisulfito de sódio e benzoato de sódio) sobre a atividade antioxidante. Continue reading

Aug 28

Caminhada reduz pressão arterial, comprova estudo

Uma boa notícia para os 29 milhões de hipertensos no Brasil. Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Segundo dados das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, são 27 milhões de hipertensos com mais de 18 anos e 2 milhões de crianças e adolescentes que enfrentam o problema.

Após uma única sessão desse exercício aeróbico, na média, a pressão arterial sistólica (valor maior, quando o coração se contrai bombeando o sangue) caiu 14 milímetros de mercúrio (mm Hg) e a pressão arterial diastólica (valor inferior, quando o coração relaxa entre duas batidas cardíacas) caiu 4 milímetros, ou seja, de 13 por 9, por exemplo, passou para 11 por 8. Vinte e quatro horas depois essa pressão continuou reduzida em 3 milímetros na pressão sistólica e 2 milímetros na diastólica. Continue reading

Jul 28

Atividade física em mulheres diabéticas

O aumento de atividade física tem sido associado a um risco reduzido de doença cardiovascular na população em geral, mas o que acontece em relação às mulheres diabéticas?

F B. Hu e colaboradores, da Harvard School of Public Health, fizeram um estudo com 5.125 enfermeiras com diabetes, durante 14 anos de seguimento, cuja a atividade física foi avaliada em 1980 e foi depois atualizada em 1982, 1986, 1988, e 1992 por questionários. A média de horas de exercício moderado ou vigoroso foi transformado em pontuação e foram registradas. Os autores constataram que surgiram 323 casos de doença cardiovascular (225 casos de doença arterial coronariana e 98 casos de acidente vascular).

O risco relativo ajustado por idade, de acordo com a média de horas de exercício físico moderado ou vigoroso por semana foi menos de 1 exercício (quase nada) e o risco de ter essas doenças era de 1; quando a carga de exercícios chegava a escala maior ou igual a 7 o perigo de aparecer essas doenças era reduzido pela metade 0,52. Esses dados não mudaram depois de se ajustar os índices por fumo, índice de massa corporal, e outros fatores de risco cardiovascular. Caminhada habitual com passos rápidos foi o melhor exercício associado com baixo risco.

Referência:
Ann Intern Med.16/1/ 2001 ;134(2):96-105

Fonte:
Revista de Atualização Médica

Jun 30

Atividade física não se relaciona com qualidade de vida

A prática de atividades físicas não se traduz, necessariamente, em mais qualidade de vida. É preciso avaliar o tipo de atividade e as circunstâncias em que ela é praticada. Essa relação foi o tema de um estudo de doutorado defendido pela professora Ana Lúcia Padrão dos Santos, em agosto último, na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, sob orientação do professor Antônio Carlos Simões.

A relação entre atividade física e qualidade de vida a princípio pode parecer óbvia, mas a pesquisa mostrou o contrário. Ana Lúcia explica que é fácil cometer equívocos quando se estuda esses dois temas sem o rigor acadêmico em relação aos conceitos. “Estudamos qualidade de vida segundo um conceito científico, pois ela pode ser avaliada sob inúmeros aspectos e ser relacionada a diferentes motivadores. Já na atividade física, usamos uma abordagem mais ampla, considerando-a como todo movimento feito por uma pessoa no período de 24 horas” esclarece. Continue reading

Jun 29

Exercícios físicos aeróbicos reduzem inflamações agudas, conclui pesquisa

Estudo interdisciplinar mostra que atividades físicas podem diminuir em até 30% as manifestações

O exercício físico aeróbico pode diminuir em até 30% as manifestações inflamatórias agudas. Testes feitos em ratos constataram que a atividade física constitui uma importante aliada no controle da reação inflamatória. “O exercício físico mostrou-se um antiinflamatório natural, que atua nas doenças crônicas e, sabemos agora, também nas situações agudas”, afirma um dos autores da pesquisa, o cirurgião torácico Ricardo Kalaf.

Nesse contexto, a descoberta abre o leque para os efeitos positivos em situações de inflamações manifestadas por agressão física, química, alérgica ou microbiana, assim como reafirma a importância da prática regular de exercícios. Continue reading

May 29

Estudo investiga higiene de profissionais do sexo

Estudo desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) constatou que o uso da ducha higiênica por mulheres profissionais do sexo não interfere na microflora vaginal. As investigações, que constam da pesquisa de mestrado da médica ginecologista Rose Amaral, contestam trabalhos da literatura científica que dão conta que a utilização da ducha poderia estar associada ao aparecimento de bactérias. Elas causam incômodo, ardor e corrimento intenso, entre outros problemas. A investigação tomou como base 155 mulheres que atuam em uma das maiores zonas de prostituição do país, localizada no Jardim Itatinga, em Campinas. A médica atua no Posto de Saúde do bairro há quatro anos. Continue reading

May 28

Nutrição e diabetes – mitos e verdades

1. MITO:  As pessoas com diabetes  não podem comer beterraba
VERDADE:As pessoas com diabetes podem consumir beterraba, pois  é classificado como vegetal contendo boa fonte de fibras, vitaminas e minerais  e poderá fazer parte da dieta, elaborada pelo nutricionista.Dra. Daniela de Almeida
Nutricionista funcional
Membro Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

2. MITO: As frutas como banana, uva, caqui, manga e melancia, devem ser excluídas da alimentação das pessoas com diabetes pois aumentam muito  o açúcar no sangue.
VERDADE: As  frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras e contêm o açúcar natural (frutose e glicose). Quando consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo de um dia de alimentação, não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, entretanto se consumidas em excesso qualquer fruta poderá aumentar a glicemia.

Dra. Tarcila Beatriz Ferraz de Campos – CRN3 15157
Nutricionista Mestre em Ciências com Ênfase em Fisiologia Endócrina – USP
Centro de Diabetes Hospital Alemão Oswaldo cruz

3. MITO: Fruta faz bem a saúde e por isso pode comer a vontade
VERDADE: A fruta possui diversos nutrientes, incluindo a frutose e glicose que em excesso poderão aumentar a glicemia

Prof. Dra. Marlene Merino Alvarez
Doutora em Ciências Nutricionais;
Nutricionista da Universidade Federal Fluminense e FMS Niterói
Membro do Departamento de Nutrição da SBD –  2010/2011

4. MITO: As pessoas com diabetes devem comer pão  somente dormido ou amanhecido ou torrado porque não faz mal para o diabetes
VERDADE: O pão francês é um alimento que faz parte da dieta do brasileiro, constituindo uma importante fonte de carboidrato na alimentação. O carboidrato é o nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar). Assim não importa a forma de preparo ou de consumo do pão, um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, estando ele torrado ou dormido. Portanto consuma a quantidade orientada pelo seu nutricionista e da forma que mais gostar.

Dr  Rafael Teixeira de Mattos
Nutricionista da Clínica Metabolizar
Educador em Diabetes

6. MITO: Para diminuir o carboidrato do arroz, basta lavá-lo continuamente.
VERDADE: Lavar o arroz ou qualquer outro alimento não diminui o conteúdo de carboidrato do mesmo.

Dra. Luciana  Bruno
Nutricionista Clínica com treinamento na Joslin Diabetes Center
Membro do Departamento de Nutrição da SBD  2010/2011

7. MITO: A pipoca é um alimento perigoso para as pessoas com diabetes
VERDADE:  A pipoca é um alimento de baixo custo,  rico em fibras, contribuindo com a saciedade e melhores níveis de  glicemia e colesterol
– alimento rico em fibra, logo um ponto positivo para redução de glicemia e de colesterol .Por ser fonte de carboidrato deve ser substituido pelo pão, onde: 01 xícara de pipoca espoucada equivale a ½ Pão francês ou 01 fatia de Pão forma.

Dra. Wilma Rodrigues de Amorim
Nutricionista do Instituto estadual de diabetes e endocrinologia  – IEDE
Educadora em diabetes

 8. MITO: A pessoa com diabetes não pode comer pão frances, cuscuz ou tapioca, tem que trocar  tudo por biscoitos tipo água e sal ou cream cracker.
VERDADE: As pessoas com  diabetes podem comer pão frances, cuscuz e tapioca, devendo estes alimentos ser inseridos em um plano alimentar saudável. Nao é recomendável utilizar apenas um tipo de alimento pois haverá menor proporcao de nutrientes e risco de monotonia.

Dra. Anelena Seyffarth
Nutricionisata da Secretaria de Estado de Saude – DF
Membro do Departamento de Nutricão da SBD  2010-2011

9. MITO: Para reduzir o carboidrato do pão basta deixá-lo fora da geladeira por de 1-2 dias  e assim a pessoa com diabetes  poderá comer á vontade sem que a glicemia se altere.
VERDADE: O pão ou qualquer outro cereal fermentado na geladeira ou fora desta, não tem seu teor carboidrato reduzido. Portanto procure seguir as recomendações do seu nutricionista em relação a quantidade e forma de consumo dos alimentos.

Prof. Dra. Maria Goretti Burgos
Doutora e Mestre em nutrição pela UFPE
Nutricionista do serviço de diabetes do HC – Universidade Federal de Pernambuco
Membro do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD 2010/2011

10. MITO: Todas as pessoas com diabetes devem seguir uma dieta para “diabetes”,  com restrição de calorias, para atingir melhor controle glicêmico
VERDADE: Não existe uma dieta específica para quem tem diabetes,  pois as necessidades nutricionais destas pessoas são semelhantes a da população em geral. O plano alimentar, elaborado pelo nutricionista especialista deve considerar a avaliação do estado nutricional para definição das calorias, macro e micro nutrientes, baseados  nas necessidades individuais e objetivos de tratamento, utilizando parâmetros semelhantes aos do  público em geral.

Dra.Gisele Rossi Goveia
Nutricionista Clínica da Preventa Consultoria em Saúde – SP
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

11.MITO: Comer antes de dormir engorda, principalmente  se for carboidrato.
VERDADE: A quantidade de calorias ingeridas é que faz com que o peso se eleve.
Se o consumo de energia for maior que o gasto, haverá ganho de peso.

Dra. Deise Regina Baptista
Professora do Departamento de Nutrição/UFPR
Membro do Departamento de Nutrição da SBD 2010/2011

12. MITO: Diabético não pode comer arroz e feijão
VERDADE: “Diabético pode comer arroz e feijão.”
Durante muitos anos, algumas crenças foram criadas sobre a ingestão de arroz e feijão. Alguns diziam “engorda”, outros que “diabético não pode comer”, porém, sabemos hoje que principalmente o feijão é um dos alimentos mais ricos em fibras solúveis, além do amido resistente (outro tipo de fibra) e faz parte do hábito alimentar do brasileiro. A presença desse tipo de fibra torna a digestão mais lenta, importantíssimo para menor elevação da glicose no sangue. Outro aspecto relevante é a saciedade que o feijão proporciona, resultado desse mesmo processo de digestão.

Dra. Maura Marcia Boccato Corá Gomes
Especialista em Saúde Pública
Membro do Grupo de Estudos em Nutrição para Idosos – GENUTI
Nutricionista no Centro de Convivência e Cooperativa Mooca – PMSP
Nutricionista no Centro de Saúde Ocupacional Hospital Israelita Albert Einstein


13. MITO:
Produtos “Diet” são feitos para diabéticos e podem ser consumidos a vontade.
VERDADE: De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser chamado de alimento diet aquele que é isento de algum nutriente, nem sempre ele é isento de carboidrato, pode ser em gordura ou sódio por exemplo. Podemos citar como exemplo o chocolate, algumas marcas apresentam maior teor de gorduras e pouca ou nenhuma diferença em carboidrato, ou seja, nem sempre o chocolate diet é a melhor escolha.
Para boas escolhas sempre devemos comparar os rótulos dos alimentos, em caso    de dúvidas sempre consulte um nutricionista.

Dra. Bruna Martins Lima
Nutricionista do Grupo de crianças e adolescentes portadoras de Diabetes
Mellitus de São Caetano do Sul.

Mar 28

Obesidade infantil

No presente texto tentaremos descrever sobre a obesidade infantil e levantar possíveis questionamentos quanto a soluções e tentar despertar para um assunto tão grave da atualidade e do futuro próximo de nossos jovens.

Segundo McArdle; 1984 “ a obesidade pode ser definida como o aumento excessivo da quantidade de gordura corporal”. “A 0besidade consiste no depósito excessivo de gordura no tecido adiposo”… Revista âmbito de medicina esportiva, ano II n.º 16; 1996. Por meio dos conceitos acima descritos, podemos observar o comprometimento dos autores com o conceito fechado visando os aspectos intrínsecos entre gordura corporal e excesso da mesma. Comumente encontramos as expressões excesso de peso e sobre peso, relacionadas à obesidade.

Devemos ser cautelosos na interpretação de tal situação, pelo fato de encontrarmos pessoas com peso corporal total alto e com baixo volume de gordura, principalmente aquelas treinadas em esportes de força e musculação. Não trataremos neste texto destes aspectos porque já foram discutidos em um artigo anterior. O excesso de peso em gordura nas crianças, identificado e difundido na atualidade por meio dos mecanismos de comunicação como jornais, revistas, rádio e televisão, indicam-nos o caminho, que esta tornando-se um problema, no mínimo preocupante para com o futuro próximo de nossos atuais jovens. Continue reading

Feb 28

Programas de tratamento de alcoolistas deveriam incluir familiares

Os familiares de homens alcoolistas também deveriam ser incluídos em programas de tratamento da doença

Um estudo realizado pela psicóloga Joseane de Souza, apresentado na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, mostra que as crianças – em especial as meninas – apresentam prejuízo emocional e de comportamento em relação aos filhos de não-alcoolistas.

Segundo a pesquisadora, o trabalho serve de alerta aos profissionais de saúde, que deveriam ter um olhar especial às crianças filhas de alcoolistas. “A maioria dos tratamentos para alcoolistas em hospitais não incluem a família. Neste estudo percebemos a necessidade da terapia familiar para tratar esses sinais”, afirma.

A pesquisa teve como base a avaliação psicológica de 20 crianças (10 meninos e 10 meninas), com idades entre 9 e 12 anos, filhas de alcoolistas atendidos em um hospital da cidade de Guarapuava, no Paraná. Como comparação (grupo controle), 20 crianças filhas de não-alcoolistas e da mesma escola (e nível socioeconômico) das outras foram selecionadas para o estudo. Todas elas realizaram o Teste da Figura Humana e suas mães responderam a um questionário que abordava o comportamento das crianças. Continue reading