Consumo de determinados alimentos pode desencadear dores de cabeça

dor de cabeçaDados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a cefaleia, termo científico para dor de cabeça – toda dor localizada acima de uma linha imaginária que liga o olho à orelha –, acomete cerca de 90% da população mundial.

Dois tipos são mais os comuns: a cefaleia tensional, provocada, principalmente, por momentos de tensão e ansiedade. E a enxaqueca, que tem como fatores relacionados o estresse, a insônia e a ingestão de substâncias presentes em determinados alimentos, como os defumados e o molho shoyu.

O neurologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Antônio Lúcio Teixeira, explica que esses alimentos apresentam, na composição ou no processo de preparo, substâncias que podem provocar a dor. “O shoyu ou aqueles condimentos usados em restaurante japonês, chinês, têm muito produto que pode desencadear dor. Destaco também os alimentos defumados e alguns conservantes, uma vez que pode ser indissociável a possibilidade de o alimento não reter substâncias tóxicas no seu preparo”.

Por outro lado, alimentos como o gengibre, a cenoura e a maçã, associados à prevenção das dores, não têm eficácia comprovada. “As provas de que efetivamente eles funcionam ainda são tênues. Nós estamos investigando o papel do gengibre como possível analgésico e profilático das dores de cabeça, mas ainda há muita mitologia em torno do potencial analgésico dos alimentos”, observa Teixeira.

Já sobre o café, outro alimento que divide opiniões sobre os possíveis benefícios à saúde, o professor revela que seu consumo esporádico pode trazer um efeito analgésico, ou seja, de melhora. Em contrapartida, seu uso abusivo pode levar a uma cefaleia por abuso de analgésicos. “Funciona como uma analgésico a curto prazo, mas se usar de forma abusiva pode ocasionar essas dores”, resume.

Ressaca

Como explicar aquela dor latejante que surge, geralmente, no dia seguinte à ingestão de bebidas alcoólicas? Segundo o psiquiatra e também professor da Faculdade, Frederico Garcia, nosso organismo transforma o álcool em uma substância chamada aldeído e o excesso dela causa a crise de cefaleia. “É uma substância neurotóxica, ou seja, faz mal aos neurônios e irrita as meninges. As dores de cabeça e o mal-estar no dia seguinte são causados pelo excesso de álcool e a consequente acumulação de aldeído no organismo.”

O professor ainda ressalta que algumas pessoas apresentam pouco aldeído desidrogenase, enzima responsável por eliminar o aldeído do organismo, fazendo com que elas tenham crises mesmo após um consumo mais moderado.

 

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *