Desafios nutricionais em viagens longas

Inatividade forçada pode comprometer condição física dos atletas

Pela grandeza territorial que o Brasil possui, algumas competições exigem deslocamentos muito grandes e constantes, forçando os atletas a viagens extenuantes, que levam muitas horas a bordo de um avião e, não raro, dentro de ônibus.

Este fato pode provocar sérios transtornos à condição física dos jogadores devido à inatividade a que são submetidos durante o percurso até o local programado. Esta situação rompe uma rotina de altos níveis de gasto energético que se verifica nos dias de treinamento e jogos, levando os atletas a compensar o incômodo de ficar sentado, com vários tipos de comidas, quando não há supervisão de algum profissional da comissão técnica para coibir esses abusos. Para alguns jogadores uma viagem longa pode significar ganho de peso indesejado. Por outro lado, também há casos em que atletas com altas demandas energéticas perdem peso por não conseguir suprir suas necessidades com a alimentação que é fornecida nos aviões ou mesmo nas paradas que o ônibus realiza durante o trajeto.

Desidratação Segundo MAUGHAN e BURKE (2004), “a perda de fluidos geralmente é mais alta e imperceptível durante a viagem. Cabines e aviões pressurizados e, em menor média, o ar condicionado de ônibus, expõem o atleta a um ambiente seco, que provoca perda imperceptível de fluidos pela pele e pulmões. A maioria dos atletas não tem consciência do nível de desidratação em viagens longas.

Embora sejam fornecidas bebidas como parte do serviço de bordo, os volumes geralmente são restritos a pequenos copos (…)”. Uma saída para o problema pode ser a equipe levar sua própria água e isotônicos (fornecem pequena quantidade de sódio que estimula a sede e a redução pela urina). Nos trajetos efetuados com ônibus a hidratação pode ser complementada nas paradas realizadas, o que também é positivo, pois obriga o atleta a esticar as pernas e a movimentar-se.

Ainda de acordo com MAUGHAN e BURKE, “há muitas sugestões para lanches de fácil transporte e pouco perecíveis. Em viagens de ônibus pode-se levar pequenos recepientes refrigerados para guardar sanduíches, iogurte, frutas, cereais e bebidas geladas (…). Outros lanches de fácil armazenamento e preparo são: barras de cereais, barras esportivas, suplementos para refeições líquidas (…)”.

Quando a necessidade de beliscar excede a demanda real por alimentos, o atleta deve se esforçar para ficar ocupado e relaxado (ouvir música, ler). Caso contrário, o jogador passa a ver a comida como diversão e não como um nutriente.

Bibliografia: Ronald J. Maughan e Louise M. Burke. Nutrição esportiva. Artmed Editora, 2004.

 

Texto:

Equipe Universidade do Futebol

Fonte: www.universidadedofutebol.com.br

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