Avaliação da flexibilidade (Flexiteste)

A flexibilidade é uma das principais variáveis da aptidão física relacionada à saúde. Define-se como a máxima amplitude fisiológica passiva em um determinado movimento articular, sendo específica para a articulação e para o movimento. O Flexiteste proposto por Pável e Araújo (1980) permite a medida da flexibilidade de 20 movimentos articulares, em uma escala crescente de números inteiros entre 0 e 4, e a obtenção de um resultado global denominado de Flexíndice.

O Flexiteste consiste na medida e avaliação da mobilidade passiva máxima de vinte movimentos articulares corporais (36 se considerados bilateralmente), que engloba as articulações do tornozelo, joelho, quadril, “tronco”, punho, cotovelo e ombro. Dentre os vinte movimentos, oito são realizados nos MMII, três no tronco e nove restantes nos MMSS. A numeração dos movimentos é feita em um sentido distal-proximal.

O teste é realizado sem aquecimento e cada um dos movimentos é medido em uma escala crescente e descontínua de números inteiros de 0 a 4 (ver escala abaixo), perfazendo um total de cinco valores possíveis. A medida é feita pela execução lenta do movimento até a obtenção do ponto máximo da amplitude e a posterior comparação entre os mapas de avaliação e a amplitude máxima obtida pelo avaliador no avaliado (Clique aqui para vizualizar o mapa do Flexiteste completo).

Escala de pontuação dos movimentos do Flexiteste:

Muito pequena = 0

Pequena = 1;

Média = 2;

Grande = 3;

Muito grande = 4.

O ponto máximo da amplitude de movimento é detectado com facilidade pelo desconforto relatado pelo avaliado e/ou pela grande resistência mecânica à continuação do movimento.

A tabela abaixo demonstra a descrição cinesiológica dos movimentos do Flexiteste.

Tabela 1 – Descrição cinesiológica dos movimentos do Flexiteste

Movimento Descrição

I

flexão do tornozelo

II

extensão do tornozelo

III

flexão do joelho

IV

extensão do joelho

V

flexão do quadril

VI

extensão do quadril

VII

adução do quadril

VIII

abdução do quadril

IX

flexão do tronco

X

extensão do tronco

XI

flexão lateral do tronco

XII

flexão do punho

XIII

extensão do punho

XIV

flexão do cotovelo

XV

extensão do cotovelo

XVI

adução posterior do ombro com 180º de abdução

XVII

extensão com adução posterior do ombro

XVIII

extensão posterior do ombro

XIX

rotação lateral do ombro com 90º de abdução e cotovelo flexionado a 90º

XX

rotação medial do ombro com 90º de abdução e cotovelo flexionado a 90º

Para facilitar a coleta do dados, recomenda-se a execução do teste na seguinte ordem:

I — II — V — III —VI — X — XI — XII — XIII — XIX — XX — VIII — IX — VII — XVI — XII — XII — XIV — XV — IV.

Apesar de a análise do flexiteste ser feita para cada movimento isoladamente, é possível somar os resultados e obter um índice geral de flexibilidade , denominado flexíndice, variando de 0 a 80. A descrição deste índice é feita da seguinte forma:

Classificação Pontuação

Nível de flexibilidade, muito pequeno (ancilose)

<20

Nível de flexibilidade, pequeno

21 a 30

Nível de flexibilidade, médio negativo

31 a 40

Nível de flexibilidade, médio positivo

41 a 50

Nível de flexibilidade, grande

51 a 60

Muito grande, hipermobilidade

>60

Descrição dos movimentos

Os movimentos são descritos para execução no lado direito do avaliado, podendo-se, todavia, adaptar facilmente a descrição para a medida dos movimentos no lado esquerdo.

Movimento I (flexão do tornozelo)

Avaliado

Sentando, com sua perna direita estendida e a esquerda fletida.

Avaliador

Ajoelhado ou agachado, em um plano perpendicular ao do avaliado, com sua mão direita, apoiando imediatamente acima do joelho direito, e a esquerda executando a flexão dorsal do tornozelo direito do avaliado, apoiando-se na região metatarsiana, fazendo um ângulo reto entre os eixos longitudinais da sua mão e do pé do avaliado.

Observação

Deve-se eliminar qualquer tensão muscular contrária ao movimento por parte do avaliado; um ângulo reto entre o é e a perna ainda corresponde ao valor de 1, é comum levantar um pouco o calcanhar do solo na execução do movimento e isto não interfere na avaliação; o avaliador observa pela face interna do pé do avaliado.

Movimento II (extensão do tornozelo)

Avaliado

A mesma posição do movimento I.

Avaliador

A mesma posição do movimento I, modificando-se apenas a posição da sua mão esquerda, que, neste movimento, é colocada na região anterior do pé direito do avaliado, de modo a poder executar a flexão plantar do tornozelo.

Observação

Não se ater à observação dos artelhos, pois a articulação estudada é o tornozelo; quando a região metatarsiana toca o solo equivale ao valor 4; observar para que o joelho não se flexione, o que acarretaria erro de medida; tal como no movimento anterior, o avaliador observa a face interna (medial) do pé do avaliado.

Movimento III (flexão do joelho)

Avaliado

Deitado em decúbito ventral, com os braços estendidos naturalmente, à frente do corpo, com o joelho fletido.

Avaliador

Ajoelhado ao lado da perna esquerda do avaliado, exatamente na posição de realizar a flexão do joelho direito, colocando a sua mão direita na parte anterior distal e a esquerda na parte anterior proximal da perna direita do avaliado.

Observação

Não é necessário ocorrer a superposição completa para ser obtido o valor 3; para se obter o valor 4 é preciso deslocar lateralmente a perna em relação à coxa; não se deve fixar a observação pela posição do pé direito do avaliado.

Movimento IV (extensão do joelho)

Avaliado

Em pé, com os pés juntos, forçando a extensão do joelho, sem contudo realizar uma antervenção <!ver esse termo!> do quadril.

Avaliador

Ver observação abaixo.

Observação

Este é o único item do flexiteste em que o movimento é normalmente feito pelo avaliado (ativo), sem qualquer ação do avaliador; em situações especiais, tais como, recém-natos, deficientes físicos ou mentais, ou ainda, em qualquer outro tipo de avaliado em que não é possível contar com sua cooperação, o avaliador deve forçar a extensão do joelho e só então fazer a medida; a posição neutra corresponde ao valor 2.

Movimento V (flexão do quadril)

Avaliado

Deitado em decúbito dorsal, com os braços colocados naturalmente acima da cabeça, perna esquerda estendida e direita flexionada, tentando colocar a coxa sobre o tórax.

Avaliador

Em pé, usando sua mão direita para manter o joelho esquerdo do avaliado estendido e com a esquerda colocada no terço proximal anterior da perna direita, executa a flexão do quadril direito do avaliado.

Observação

Em alguns casos, pode ser necessário que o avaliador se aproveite do peso do seu corpo para conseguir a amplitude passiva máxima no movimento, usando para isto as duas mãos sobre a perna direita do avaliado e o seu joelho direito para manter a perna esquerda do avaliado estendida; para alcançar amplitudes correspondentes aos valores 3 e 4, é preciso executar uma pequena abdução do quadril avaliado; é muito importante evitar que haja rotação de quadril, o que pode ser detectado pela perda de contato entre a nádega esquerda e o solo.

Movimento VI (extensão do quadril)

Avaliado

A mesma do movimento III.

Avaliador

Posicionado lateralmente ao avaliado, agachado ou ajoelhado, executando a extensão do quadril direito do mesmo, colocando sua mão esquerda pr baixo do joelho direito e a direita, de modo a empurrar a crista-ilíaca direita do avaliado contra o solo.

Observação

A parte mais difícil deste movimento é manter a espinha ântero-superior da crista-ilíaca em contanto com o solo; não se considera a posição do pé no julgamento; é útil pedir ao avaliado para que inicie o movimento, o que diminui a necessidade de emprego de força por parte do avaliador.

Movimento VII (adução do quadril)

Avaliado

Sentado, com o tronco e os quadris bem encostados em uma parede, perna esquerda estendida enquanto a direita é semi fletida (aproximadamente 90°), realizando o movimento de adução do quadril.

Avaliador

Ajoelhado ou agachado à frente do avaliado, apoiando sua mão esquerda no quadril direito, de modo a impedir sua rotação usando a direita colocada sobre o terço distal anterior da coxa para executar o movimento de adução do quadril.

Observação

É de fundamental importância evitar a rotação do quadril do avaliado para um julgamento correto; a posição do pé direito do avaliado não é importante para a avaliação, devendo apenas seguir o movimento natural da perna; normalmente, quando o joelho direito do avaliado cruza a linha mediana do corpo, temos um valor 2 na superposição entre a face interna da coxa e o tórax do avaliado, consideramos como valor 4.

Movimento VIII (abdução do quadril)

Avaliado

Deitado em decúbito lateral esquerdo, mantendo os braços estendidos naturalmente acima da cabeça, a perna esquerda deve estar completamente estendida e a direita semi fletida, fazendo um ângulo reto entre a coxa e a perna, mantendo ainda o pé em sua posição natural.

Avaliador

Ajoelhado, tendo o corpo do avaliado entre as suas pernas, executando o movimento de abdução do quadril direito. A sua mão direita é colocada na parte distal da perna e a esquerda indiferentemente no terço distal da coxa ou no terço proximal da perna direita do avaliado.

Observação

Para alcançar os valores de 3 e 4 é necessário que o avaliador recline um pouco o seu tronco, de modo a não limitar a amplitude máxima; é muito importante não permitir qualquer rotação do quadril neste movimento; o ângulo reto entre o tronco e a coxa direta corresponde ao valor 3.

Movimento IX (flexão de tronco)

Avaliado

Deitado em decúbito dorsal, com os quadris encostados a uma parede, e as pernas completamente estendidas, assumindo um ângulo reto com o tronco; as mãos devem estar entrelaçadas na altura da nuca.

Avaliador

Ajoelhado por de trás do avaliado, com suas mãos nas costas do avaliado, excetuando a flexão do tronco.

Observação

É conveniente que o avaliado inicie o movimento, de modo a diminuir o emprego da força por parte do avaliador; também é melhor para o avaliador, colocar suas mão supinadas na região das escápulas e no oco axilar do avaliado; é extremamente importante encostar bem as nádega na parede, assim como evitar a flexão dos joelhos; quando somente se descola do a coluna cervical, temos o valor 1, enquanto que a mesma situação para a coluna lombar corresponde a 3, e com a superposição completa do tórax a parte anterior das coxas é atribuído o valor 4; no caso em que o avaliado não consegue sequer assumir a posição para a realização do movimento, consigna-se o valor zero.

Movimento X (extensão do tronco)

Avaliado

Deitado em decúbito ventral, com ambas as pernas estendidas e as mãos entrelaçadas na altura da nuca.

Avaliador

Ajoelhado com o corpo do avaliado entre as pernas, apoiando as mãos nos ombros do mesmo, realizando a extensão do tronco do avaliado.

Observação

Tal como no anterior, é conveniente que o avaliado inicie o movimento; eventualmente para os valores 3 e 4, será necessário que o avaliador recline seu tronco permitindo, assim, a obtenção de uma amplitude maior; para o julgamento o importante é a extensão da cula e não a posição da cabeça ou dos braços do avaliado.

Movimento XI (flexão lateral do tronco)

Avaliado

A mesma posição do movimento X.

Avaliador

A mesma posição do movimento X, exceto que, para facilitar a flexão lateral do tronco é desejável que a sua mão direita seja colocada no braço direito do avaliado.

Observação

Tal como nos outros movimentos do tronco já apresentados, o avaliado deverá iniciar movimento, é também válido se orientar pela linha da coluna quando executar o movimento de indivíduos com as costas descobertas; o movimento deverá ser realizado sem que o avaliado execute simultaneamente uma extensão da coluna, isto é, mantendo o tórax rente ao solo.

Movimento XII (flexão do punho)

Avaliado

Em pé, com o membro superior direito direito à frente do corpo na posição pronada, mantendo o cotovelo estendido.

Avaliador

Em pé, de lado para o avaliado, mantendo com sua mão direita supinada e o braço direito do avaliado completamente estendido, e com sua mão esquerda executando a flexão do punho; o apoio da mão esquerda é feito sobre a região metacarpiana posterior, observando um ângulo reto entre os eixos longitudinais de sua mão e a do avaliado.

Observação

É importante não permitir a flexão do cotovelo para um julgamento correto; não se deve exercer pressão sobre os dedos e sim, na região metacarpiana; na realidade, os dedo não devem ser levados em consideração para a avaliação; o membro superior do avaliado está estendido à frente do corpo, sem qualquer abdução do ombro correspondente; o avaliador observa o movimento pelo lado medial do membro superior avaliado.

Movimento XIII (extensão do punho)

Avaliado

A mesma posição do movimento XII.

Avaliador

A mesma posição do movimento XII, só que a mão esquerda do avaliador é agora posicionada na região da palma da mão do avaliado, de modo a executar a extensão do punho.

Observação

As mesmas observações do movimento XII.

Movimento XIV (flexão do cotovelo)

Avaliado

A mesma posição dos movimentos XII e XIII, exceto que o cotovelo direito é agora fletido.

Avaliador

A mesma posição dos movimentos XII e XIII, exceto pela posição das mãos e que o avaliador é agora posicionado externamente em relação; a mão direita continua por sob o cotovelo, enquanto que a esquerda executa a flexão do cotovelo, enquanto que a esquerda executa a flexão do cotovelo direito do avaliado, apoiando-se no terço distal do antebraço.

Observação

A superposição completa do antebraço sobre o braço corresponde ao valor 3; para obter o valor 4 é necessário, tal como ocorreu no movimento III (flexão do joelho), deslocar lateralmente o antebraço em relação ao cotovelo; o avaliador observa o movimento pelo lado externo do braço do avaliado.

Movimento XV (extensão do cotovelo)

Avaliado

A mesma posição dos movimentos XII e XIII.

Avaliador

A mesma posição do movimento XIV, exceto que sua mão direita executa agora a extensão do cotovelo direito do avaliado.

Observação

A posição neutra corresponde ao valor 2; não se deve valorizar a posição da mão ou dos dedos na avaliação do movimento; novamente, a visualização do movimento é pelo lado externo do braço do avaliado.

Movimento XVI (adução posterior do ombro com 180º de abdução)

Avaliado

Em pé, com o tórax colocado contra uma parede e o braço direito em adução posterior, partir da abdução de 180° do ombro.

Avaliador

Em pé, atrás do avaliado, apoiando o tórax deste contra a parede, com a sua mão esquerda executando o movimento com a direita, que é colocada para esta finalidade no terço distal do braço.

Observação

Quando o braço direito do avaliado está paralelo ao eixo longitudinal do seu corpo, atribui-se o valor 1 e quando o cotovelo direito se encontra sobre a linha mediana do corpo, temos so valor 2.

Movimento XVII (extensão com adução posterior do ombro)

Avaliado

Deitado em decúbito ventral, com as pernas estendidas e os braços abduzidos e estendidos, com as palmas das mãos voltadas para o solo.

Avaliador

A mesma posição dos movimentos X e XI, segurando com suas mãos as palmas das mãos do avaliado e executando o movimento.

Observação

Quando existe um ângulo de 90° entre os braços e o corpo do avaliado temos o valor 2; quando existe superposição dos punhos, o valor atribuído é 3, sendo 4 o valor medido quando se verifica a superposição dos cotovelos.

Movimento XVIII (extensão posterior do ombro)

Avaliado

A mesma posição do movimento XVII, exceto pela posição dos braços que não são abduzidos.

Avaliador

A mesma posição do movimento XVII, podendo segurar as mãos ou o terço distal dos antebraços do avaliado, para a execução do movimento.

Observação

Para iniciar o movimento, o avaliador deve assumir a posição equivalente ao zero, com os braços do avaliado sem qualquer abdução; é aconselhável realizar este movimento de modo especialmente lento, reduzindo assim o risco de luxação acidental.

Movimento XIX (rotação lateral do ombro com 90° de abdução e cotovelo fletido a 90°)

Avaliado

Deitado em decúbito ventral, com o braço direito abduzido a 90° e o cotovelo também fletido a 90°, estando o ombro em rotação lateral de 90°; o braço esquerdo fica estendido e colocado naturalmente ao lado do corpo.

Avaliador

Agachado ou ajoelhado lateralmente ao avaliado, realizando o movimento com a sua mão direita colocada no terço distal do antebraço direito do avaliado, enquanto sua mão esquerda impede o deslocamento do ombro direito do avaliado do solo.

Observação

O importante para se considerar na avaliação é o ângulo entre o antebraço direito e o corpo do avaliado, sem levar em consideração a posição da mão ou dos dedos; deve-se verificar cuidadosamente se o ombro direito não está perdendo contato com o solo.

Movimento XX (rotação medial do ombro com 90° de abdução e o cotovelo fletido a 90°)

Avaliado

Mesma posição do movimento XIX, exceto que o ombro se encontra em rotação medial de 90°.

Avaliador

A mesma posição do movimento XIX, exceto que agora a sua mão direita executa a rotação medial do ombro direito do avaliado.

Observação

As mesmas observações do movimento XIX.

Vantagens: O Flexiteste é um método rápido, de baixo custo, de fácil execução e aprendizado, sendo advogada sua utilização nos campos desportivos e clínico, como o método de eleição para avaliação da flexibilidade

Referências Bibliográficas:

CEFE. Determinação da flexibilidade através do flexiteste [Internet]. Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício [acesso em 25 de janeiro de 2011]. Disponível em: http://www.centrodeestudos.org.br/24_flexiteste.html

ARAÚJO, CGS.. Flexiteste: proposição de cinco índices de variabilidade da mobilidade articular . Rev. Bras. Med. Esporte. vol. 8, nº 1. Niterói, Jan./Fev. 2002.

ARAÚJO, CGS.. Avaliação da flexibilidade: valores normativos do flexiteste dos 5 aos 91 anos de idade . Arq. Bras. Cardiol. vol. 90, nº 4. S. Paulo, Abr. 2008.

PÁVEL, RC.; ARAÚJO, CGS.. Flexiteste – nova proposição para avaliação da flexibilidade. In: Anais do Congresso Regional Brasileiro de Ciências do Esporte; 1980; Volta Redonda. 1980.

PÁVEL, RC.; ARAÚJO, CGS.. Flexiteste – análise preliminar de sua objetividade e confiabilidade. In: Congresso Regional Brasileiro de Ciências do Esporte; 1980; Volta Redonda. 1980.

Prof. Luciano Carlos Fernandes
Educador Físico – CREF 6 / MG – 4812 G
Pós-Graduado em Treinamento Desportivo – UFV
Editor do www.educacaofisica.org

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