O papel da fisiologia no aquecimento

Jogadores precisam fazer trabalho a aproximadamente 60% de seu VO2máx

Muito se fala sobre a importância de um aquecimento bem feito para evitar lesões durante a prática de esportes. No entanto, essa atividade também tem influência direta no rendimento dos atletas. Por conta disso, deixou de ser uma incumbência exclusiva do preparador físico e requer um trabalho interdisciplinar com atuação contundente do departamento de fisiologia.

Ainda existem resultados muito conflitantes sobre a efetividade do aquecimento, sobretudo para atividades com predominância anaeróbia. Isso se deve sobretudo às diferenças na formulação dessa prática, como intensidade, tempo de duração, tempo de intervalo e metabolismo mais exigido (alático ou glicolítico) na tarefa a ser executada.

Apesar da ausência de dados mais precisos, é certo que o aquecimento deve ser realizado a aproximadamente 60% do VO2máx dos atletas. Por conta disso, a atividade precisa ser idealizada pelo preparador físico em conjunto com o departamento de fisiologia, responsável por análises para mensurar essa valência.

A capacidade de realizar atividades por um período prolongado depende da ativação de três sistemas: cardiopulmonar, circulatório e neuromuscular. Ao alcançar a temperatura ideal, todas as reações fisiológicas decisivas para a capacidade de desempenho motor transcorrem com o grau de eficiência mais favorável.

O aquecimento divide-se em passivo, ativo, mental e instintivo. Passivo acontece quando há uso de massagens, duchas quentes ou saunas, sem que o atleta faça esforço algum para aumentar sua temperatura corporal.

Quando o aquecimento demanda esforço, trata-se de uma programação ativa. O aquecimento ativo pode ser geral, que aumenta a temperatura corporal e muscular a partir de estímulos musculares, ou específico, que se preocupa apenas com os grupos musculares mais utilizados durante o jogo.

Há ainda outras duas formas de aquecimento: o aquecimento mental, que compreende a mentalização das atividades que o atleta desempenhará em campo, e o instintivo, acionado por estímulos dos centros nervosos cerebrais que produzem aumentos da freqüência cardíaca e respiratória, provocando aumento metabólico e elevando a temperatura corporal.

Para a prática do futebol, o aquecimento normalmente é constituído de uma seqüência com exercícios técnicos de baixa intensidade, alongamento passivo, exercícios específicos com velocidade, trabalho alático e alongamento livre.

A duração mínima de uma atividade de aquecimento deve ser de dez minutos, com um descanso de cinco a dez minutos entre o término dessa preparação e o início da atividade física. Os atletas que ficam parados por um período maior que esse têm dificuldade para a manutenção e alcance do nível de VO2máx.

Texto:
Equipe Universidade do Futebol

Fonte: www.universidadedofutebol.com.br

Créditos: EducaçãoFísica.org agradece à Universidade do Futebol (www.universidadedofutebol.com.br) pela permissão de reproduzir o texto “O papel da fisiologia no aquecimento”.


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