Origem do Corfebol

O corfebol é um esporte coletivo desenvolvido há mais de um século no continente Europeu, foi inventado na Holanda pelo professor de Educação Física Nico Broekhuysen em 1902. Possui regras específicas, e se assemelha ao basquetebol, pois o objetivo é o mesmo, introduzir a bola na cesta do adversário. O contato físico no corfebol não é permitido, a marcação é sempre individual, e as equipes são compostas obrigatoriamente de homens e mulheres.

Inspirado em um jogo do qual havia participado em um curso de férias em Naas, na Suécia, o professor holandês de Educação Física, Nico Broekhuysen retirou deste jogo características para implementar o corfebol. Depois de fazer alguns ajustes, Nico apresentou em 1903, a mais nova sensação esportiva do momento. Jogado por homens e mulheres, o esporte conseguiu um grande índice de aceitação, e até hoje isso acontece, tanto que na Holanda, cerca de 200 mil pessoas, entre atletas e amadores, praticam o corfebol principalmente nas escolas, onde a modalidade mais se fortalece, até porque consegue atrair a atenção dos alunos fazendo com que em curto espaço de tempo os alunos estejam motivados para esportes de quadra.

Nas aulas de Educação Física, entre outros problemas, encontramos uma dificuldade de integração entre meninos e meninas, devido aos problemas de desrespeito às diferenças, o que acaba trazendo para as aulas a violência não só física, mas moral. Em muitas escolas, a aula de Educação Física valoriza a superioridade das habilidades masculinas em detrimento das femininas, excluindo tanto as meninas, como também os meninos considerados fracos ou inábeis.

Nessas aulas costuma acontecer a separação por sexo, ocultando as relações de poder, marcadas pela dominação masculina, que mantiveram a separação e hierarquização entre homens e mulheres, mesmo após a criação da escola mista (Duarte, 2003). Deve-se entender que os gêneros são simplesmente distintos e não opostos, de modo que os indivíduos possam alternar comportamentos ditos masculinos e femininos no cotidiano, desse modo é possível aceitar que todos podem ter comportamentos alternados de poder.

Para mostrar aos alunos que existem outras formas de se jogar, que não seja a de puramente competir, derrotar o adversário a qualquer custo, os jogos cooperativos se apresentam como uma alternativa ao individualismo e procura mostrar que “se o importante é competir o fundamental é cooperar” (Brotto, 1999).

O Corfebol, como qualquer outro desporto, apresenta um conjunto de regras que lhe dá características muito próprias, sendo as que as distinguem de todas as outras modalidades coletivas o fato de que as equipes de Corfebol são obrigatoriamente compostas por atletas de ambos os sexos, não é permitido o contato físico e não se pode progredir de posse da bola em outras palavras, a cooperação e a integração são fundamentais para se jogar e o individualismo e a violência são impossíveis de se concretizar.

O Corfebol vem como uma estratégia de trabalho para os professores de Educação Física, permitindo uma igualdade de oportunidades educacionais, através da humanização do desporto, com o fim da discriminação sexual e da violência. 


Autor:
Prof. Marcelo Soares
corfebolbrasil@terra.com.br
Tel.: (21) 8819-0278
Graduado em Educação Física pela Universidade Castelo Branco – RJ
Presidente da Federação Brasileira de Corfebol no Brasil
Representante e divulgador do Corfebol no Brasil
Único árbitro de Corfebol da América do Sul
Técnico da Seleção Brasileira de Corfebol

Colaboração:
Professora Adriana Mathias

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