Osteoporose

A osteoporose tem sido amplamente reconhecida, nas duas últimas décadas, como um importante problema de saúde pública. É a mais comum doença ósseo-metabólica, afetando pelo menos 30% de todas as mulheres na pós-menopausa. Baseando-se em estudos internacionais, estima-se que até o ano 2000, 15 milhões de brasileiros estejam propensos a desenvolver a doença, o que ilustra a importância de se conhecer mais sobre sua prevenção, diagnóstico precoce e fatores de risco (www.osteo.org).

A osteoporose associada à diminuição da massa óssea, é a principal responsável pela alta incidência de fraturas em mulheres nessa fase (pós- menopausa) e nos idosos de ambos os sexos. Daí, a escolha do tema para o desenvolvimento de uma monografia de Conclusão de Curso apresentada à disciplina de Estágio Supervisionado em Farmácia (CIF 5106).

Seguem alguns dados que reforçam a escolha e importância do tema:

  • a osteoporose é responsável por 1,3 milhões de fraturas por ano nos Estados Unidos, sendo 300.000 de quadril, 500.000 vertebrais, 200.000 de punho e 250.000 de colo de fêmur, que são as mais graves e fatais em 12-20% dos casos (www.uddo.com);
  • a menopausa precoce causada pela remoção cirúrgica dos ovários ou disfunção ovariana, decorrentes de exercícios excessivos ou de anorexia, podem causar osteoporose em mulheres jovens (na faixa dos 30 anos);
  • as vértebras afetadas pela osteoporose podem perder altura, deformando a curvatura da coluna, e provocando intensas dores nas costas;
  • 10% das mulheres afro-americanas com mais de 50 anos têm osteoporose e mais 30% têm baixa densidade óssea, o que as coloca numa posição de risco para o desenvolvimento de osteoporose (www.uddo.com);
  • 40% das mulheres terão pelo menos uma fratura vertebral até os 80 anos (www.uddo.com);
  • 15% das mulheres brancas terão uma fratura de quadril ao longo da vida (www.uddo.com);
  • 15% das mulheres brancas terão uma fratura de punho aos 50 anos ou mais (www.uddo.com);
  • o aumento da incidência da osteoporose parece ser proporcional ao envelhecimento da população e ao aumento da esperança de vida;
  • o elevadíssimo custo do tratamento; por exemplo, nos Estados Unidos o custo médio para hospitalização de pacientes com fratura de quadril é de US$26.000,00, excluindo-se os honorários médicos. O custo anual do tratamento de fraturas de quadril é de US$ 7 bilhões e o do tratamento da osteoporose é de 10 bilhões (www.uddo.com);
  • estima-se que neste início de milênio,a população de idosos no Brasil, ultrapassará 30 milhões (Costa, 1998).

 Tendo em vista estes fatos, muitos esforços têm sido concentrados para se evitar e/ou diminuir estes problemas para o paciente e para a sociedade. A mobilização da comunidade científica resultou numa melhor compreensão da fisiopatologia da osteoporose, com progressos significativos nos métodos de diagnóstico precoce e no tratamento, bem como na educação e prevenção da doença.

Devem ser feitos esforços, em todos os níveis, visando difundir informações sobre a prevenção e o tratamento da doença junto aos profissionais da saúde e à população em geral, além de aumentar o suporte financeiro fomentando tecnologias de diagnóstico para facilitar o acesso da população às formas de tratamento disponíveis.

Nessa primeira proposta, entra o papel do farmacêutico, que de posse do conhecimento técnico e científico está apto a prestar assistência farmacêutica e orientar os pacientes/usuários no que diz respeito ao tratamento e educação visando a prevenção da osteoporose. Informar a população sobre os cuidados com a saúde e a importância da mudança do estilo de vida contribui para uma melhor percepção dos riscos; caso contrário, torna-se mais difícil a prevenção da doença e, eventualmente, a adesão ao tratamento.

Até o momento, a melhor forma de se evitar as complicações resultantes da osteoporose é o diagnóstico precoce da perda de massa óssea. Vários estudos têm mostrado que quanto mais cedo essa perda for identificada e tratada, melhores serão os resultados a longo prazo em termos de bloquear o processo ou de ganhar massa óssea.

Devido à sua natureza insidiosa, à falta de sintomatologia e à ausência de marcadores clínicos e laboratoriais específicos, o diagnóstico desta doença é quase impossível sem o auxílio das técnicas desenvolvidas nas duas últimas décadas, destacando-se a Densitometria óssea. Assim sendo, o médico tem por desafio identificar, o mais prematuramente possível, os pacientes pertencentes a esse grupo de alto risco.

Autoras:
Profª Claudia Maria Oliveira Simões
Profª Joseane Ganske de Carvalho
Profª Marcília Baticy Monteiro Morais
Universidade Federal de Santa Catarina

 

Fonte:
Saúde em Movimento

 

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