Dec 22

Amigos e vizinhos estimulam a prática de atividade física

Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP aponta que ter companhia de amigos e vizinhos, principalmente na caminhada, pode servir como estímulo na hora de praticar exercícios físicos, pois isso torna a atividade menos estressante.

Mas, mesmo com companhia, a falta de locais apropriados, ou a distância somada à precariedade dos locais existentes podem desestimular àqueles que se propõem a aderir aos exercícios físicos. Essa situação pode ser um agravante para as pessoas com Diabetes mellitus, que têm no exercício físico um aliado para a melhoria da qualidade de vida, com efeitos significativos para a saúde mental e o controle glicêmico. Continue reading

Dec 22

Brasil tem indefinição de funções para desenvolver esporte

O Brasil não possui uma definição clara dos papeis de estados e municípios no desenvolvimento do esporte de alto rendimento, revela pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP. O trabalho investigou as políticas estaduais e municipais para o esporte de alto rendimento e como elas são avaliadas por atletas, técnicos e dirigentes.

De acordo com o estudo, coordenado pela professora Maria Tereza Silveira Böhme, embora as práticas esportivas estejam presentes nas escolas devido às exigências da legislação educacional, não há vínculos mais estreitos com o esporte de alto nível. As prefeituras se concentram no esporte participativo e o alto rendimento é mais trabalhado em nível estadual, apesar de existir poucos programas específicos. Continue reading

Aug 16

Musculação e overtraining (sobretreinamento)

Diversos estudos científicos têm demonstrado inúmeras evidências de que treinos mais curtos e intensos são mais efetivos e seguros.

Nesse sentido, o número de adeptos dessa filosofia tem aumentado consideravelmente. Porém, o uso inadequado dessas estratégias pode ser tão lesivo e improdutivo quanto os treinos longos.

Talvez por uma pressa por resultados ou então por negligência às evidências científicas, em muitos casos, parece que os treinos intensos têm ocorrido sob os mesmos paradigmas dos treinos volumosos, o que pode causar danos catastróficos à saúde, além de resultados pífios, sendo o overtraining a causa número um de lesão nos esportes sem contato. Continue reading

Aug 15

Diferenças entre as ações musculares concêntrica e excêntrica

concêntricaA atividade locomotora é a combinação de diferentes formas de ações musculares, que também podem ser encontradas de forma isolada. Na forma isolada temos três tipos de ações musculares diferentes: isométricas, concêntricas e excêntricas.

Na forma combinada temos, por exemplo, um ciclo alongamento-contração, onde uma ação excêntrica precede imediatamente uma ação concêntrica, fato facilmente notado quando analisamos passos de uma caminhada ou a manipulação de algum objeto que nos cerca. Continue reading

Aug 15

Treinamento com medicine ball

med-ball-chest=pass-02122011Recentemente muitos novos produtos têm ajudado a adicionar novas possibilidades ao treinamento nas academias, no treinamento desportivo e na reabilitação. O medicine ball é um destes produtos. Constitui-se numa bola pesada que serve para realizar exercícios físicos condicionantes e terapêuticos.

Há relatos bastante antigos do uso terapêutico do medicine ball, quase 2 mil anos atrás. Por volta de 1800, o exército norte americano utilizava o medicine ball para condicionar fisicamente seus soldados. Na Europa, na década de 1920 utilizava-se o medicine ball para a reabilitação da função muscular em pacientes idosos. Alguns anos depois, em meados de 1930, o medicine ball tornou-se mais popular nos Estados Unidos, quando o médico da Casa Branca,  Joel Boone inventou um jogo usando o medicine ball para manter o presidente Edgar Hoover fisicamente ativo. O jogo chamado de Hoover Ball  era jogado com equipes de dois a quatro jogadores. O objetivo era jogar o medicine ball por cima de uma rede, semelhante ao voleibol atual.

Apesar de muito antigo, ainda é pouco difundido aqui no Brasil; mas aos poucos está aparecendo com bastante força no mercado. A ascensão do treinamento funcional no mercado fitness tem proporcionado ainda mais sua divulgação. Com novas tecnologias, os medicine balls atuais se tornaram mais versáteis para o uso por parte dos profissionais da saúde.

Treinamentos com medicine ball representam um meio eficaz para a melhoria da força muscular, resistência e capacidade funcional. É um treinamento que pode ser aplicado a qualquer pessoa, desde iniciantes em academias para fins de condicionamento físico e estética e até mesmo por atletas avançados que buscam objetivos específicos em suas preparações esportivas. Continue reading

Aug 14

Respiração durante o treino

Repare que ao nos prespiraçãoduranteoexercíciorepararmos para um esforço intenso, instintivamente inspiramos e prendemos a respiração, isto é o início da manobra de Valsalva, que nada mais é que a exalação forçada contra a glote fechada, ocorrendo como um reflexo inconsciente de nosso corpo diante da superação de sobrecargas altas.

Durante essa manobra, a pressão intratoráxica aumenta bastante (cerca de 50 vezes, ou mais), comprimindo as veias da região toráxica, o que reduz o retorno sanguíneo para o coração. A queda no fluxo sanguíneo aliada à subsequente diminuição da pressão arterial levam àquela conhecida tontura, muito comum no fim dos levantamentos pesados. Continue reading

Jun 04

Atividade física e varizes (doenças vasculares periféricas)

As doenças vasculares periféricas (DVP) envolvem um grupo de doenças crônico degenerativas e síndromes que afetam os sistemas arteriais, venosos e linfáticos, como resultado de anormalidades funcionais e/ou estruturais (1, 3). Caracterizando-se como um problema de circulação que provoca estreitamento, obstrução, ou ambos, dos vasos que conduzem o sangue ou a linfa para braços e pernas, prejudicando o fluxo normal (1,2). Desta forma, a troca de material entre o sangue e os tecidos, o fornecimento de nutrientes, a remoção de produtos do metabolismo, a defesa e o reparo de tecidos fica comprometida (5), refletindo na saúde e qualidade de vida das pessoas.

Fatores de risco

Pessoas acima dos cinquenta anos, do sexo feminino e que apresentam histórico familiar de DVP, são mais suscetíveis ao aparecimento e desenvolvimento destas doenças (1). Estes fatores não são passíveis de mudança, sendo classificados como fatores de risco fixos.

Entretanto, a maior parte dos fatores de risco das DVPs, apresenta grande possibilidade de intervenção preventiva ou terapêutica. Notem, por exemplo, que os países industrializados e os em desenvolvimento são campeões em prevalência de DVP (1,3), demonstrando que o estilo de vida da maioria das pessoas por si só, já é potencialmente um fator de risco. Inclui-se nestes fatores chamados modificáveis: o tabagismo, o estresse, o sedentarismo, a hipertensão, a diabetes mal controlada, a obesidade e outras doenças cardiovasculares (1,6). Continue reading

Jun 03

Atividade física e tabagismo

cigarroapagueA Organização Mundial da Saúde aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável do mundo e o tabagismo passivo como a terceira causa, ficando atrás somente do alcoolismo (World Health Organization; 2008; INCA, 2009).

Os números que cercam o tabagismo e a indústria tabagista são impressionantes: 1,5 bilhões de indivíduos, maiores de 15 anos, são tabagistas, que consomem mais de 7 trilhões e 30 bilhões de cigarros anualmente, o que equivale a 200.000 quilos de nicotina diária (Rosemberg, 2002; Banco Mundial, 1999; Clinical Practice Guideline Treating Tobacco Use and Dependence 2008), que causam impactos ambientais e socioeconômicos monstruosos (Ministério da Saúde 2004). Continue reading

May 30

Companhia é incentivo comprovado para fazer exercícios

companhiaConvidar um amigo ou parente para fazer exercícios físicos em conjunto é uma motivação a mais para quem quer começar a fazer ginástica. O benefício foi comprovado por um estudo realizado no Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH) da Faculdade de Medicina da UFMG, coordenado pelos professores Waleska Caiaffa e Fernando Proietti, do programa de pós-graduação em Saúde Pública. A pesquisa revela que ter uma companhia para a prática de atividades físicas pode dobrar as chances de manter o hábito e melhorar a qualidade de vida.

A pesquisa classificou adultos com idades entre 18 e 69 anos das regiões Oeste e Barreiro, em Belo Horizonte, em três grupos: inativos, insuficientemente ativos e ativos. Continue reading

May 29

Cigarro: apague o mal da sua saúde

Mesmo sabendo de todos os riscos, muitos fumantes ainda insistem em dizer que o prazer compensa tudo – até mesmo o risco de prejudicar a própria saúde. Será mesmo? Além de aumentar as chances de desenvolver doenças pulmonares, câncer, infarto, derrames e envelhecimento precoce, a pessoa tem menos disposição, gasta um dinheirão por mês para alimentar o vício e ainda prejudica a saúde de seu vizinho.

Durante décadas o cigarro foi considerado sinônimo de charme, beleza e sofisticação. A indústria cinematográfica imortalizou e glamourizou o ato de fumar. Hoje, estima-se que há mais de 250 milhões de mulheres fumantes no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O que já foi chique no passado é causa de preocupação no presente. Continue reading