Redução da força devido à inatividade

Músculo treinado sofre alterações importantes

Nos casos de contusões que obrigam os jogadores a uma inatividade por imobilização, em poucas horas importantes alterações começam a ocorrer no músculo treinado. Durante as seis primeiras horas de imobilização, a taxa de síntese protéica começa a diminuir. Essa diminuição provavelmente está relacionada ao início da atrofia muscular, a qual representa o enfraquecimento ou a diminuição do tamanho do tecido muscular (Wilmore & Costill, 2001).

Essa atrofia afeta principalmente as fibras musculares de contração lenta (CL) e, ainda, em alguns casos, podem ocorrer miofibrilas desintegradas, degradação das linhas Z (descontinuidade da linha Z e fusão das miofibrilas) e lesão mitocondrial nas fibras musculares CL. Quando o músculo atrofia, tanto a área transversa das fibras, quanto a porcentagem de fibras musculares CL diminuem. Não está claro se as fibras musculares CL diminuem por causa da necrose (morte) ou pela sua conversão em fibras musculares de contração rápida (CR) – Wilmore & Costill.

Recuperação

Quando a atividade é reiniciada os músculos se recuperam da atrofia, sendo que o perído de recuperação é bem mais demorado que o de imobilização, mas mais curto do que o período de treinamento original. Com intuito de prevenir perdas da força obtida com o treinamento de força, é preciso criar programas básicos de manutenção quando os objetivos traçados, no que diz respeito ao desenvolvimento de força tiverem sido alcançados. O intuito desses programas é produzir estresse suficiente sobre os músculos de forma a manter os níveis existentes de força e, simultaneamente, propiciar a diminuição da intensidade da duração ou constância do treinamento. De acordo com os professores citados, parece que a força pode ser mantida pelo menos até 12 semanas com a redução da freqüência do treinamento.

Bibliografia:
Jack. Wilmore & David L. Costill. Fisiologia do Esporte e do Exercício. Ed. Manole, 2001.


Fonte: Universidade do Futebol

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