Respostas às dúvidas mais frequentes sobre a alimentação na gestação

1- Quantas calorias a gestante deve consumir por dia em média?

Varia muito, de acordo com a altura, peso, atividade diária, estado nutricional pré-gestacional, entre outros fatores individuais. A média do consumo calórico populacional das mulheres saudáveis e ativas é de 1800Kcal. Para as gestantes, a recomendação é que se acrescente 300 calorias a partir do 2º trimestre da gestação, considerando o desenvolvimento do feto e o ganho de peso da mãe. No caso de gestantes com baixo peso, recomenda-se o acréscimo calórico desde o início da gravidez. Apenas no caso de gêmeos é que se deve somar o dobro de calorias, mas isto deve variar de acordo com o estado nutricional da gestante durante os 9 meses e o bom senso do profissional que a estiver acompanhando.

2- No inverno a gestante deve comer mais?

Para manter-se aquecido frente às temperaturas frias o corpo acaba gastando algumas calorias extras, mas esta diferença é muito pequena para compensarmos na dieta. Ainda devemos considerar que no inverno sentimos naturalmente uma vontade maior de comer alimentos mais calóricos e isso, por si só, já compensa este aumento do metabolismo.

3- É indicado diminuir ou aumentar a quantidade de sal nesse período?

Diminuir ou manter, caso esteja adequado. Este cuidado deve ser tomado devido ao maior risco de desenvolver hipertensão na gravidez (pré-eclâmpsia), por conta de diferenças no controle fisiológico do bombeamento do sangue. O ideal é que não ultrapasse 5 gramas/ dia do total da dieta.

4-E de açúcar?

O açúcar simples deve ser controlado, uma vez que suas fontes estão na maioria das vezes associadas à gordura, como é o caso dos bolos, tortas, sorvetes e chocolates. Além disso, não oferecem nutrientes importantes, deixando a dieta da gestante rica em calorias e gorduras e pobre em vitaminas e minerais.

5- Carboidratos complexos podem ser consumidos sem limite?

De 50 a 60% da alimentação deve ser composta por carboidratos, dada a preferência aos complexos como pães e cereais integrais por conta das fibras que auxiliam no processo de digestão e absorção.

6- E verduras?

As verduras (legumes e frutas também) são ricas em vitaminas, minerais e fibras, sendo sua função primordial de regular o organismo como um todo e por isso são fundamentais para a saúde global da mãe neste período tão especial. As folhagens de cor verde-escura devem ser priorizadas, pois são fontes de cálcio e ferro, minerais de grande importância para a gestante, mas devem ser consumidas junto com uma fonte de vitamina C para ajudar na sua absorção, uma vez que o ferro presente nos vegetais é menos absorvido pelo organismo do que o das carnes.

7- Quais os melhores alimentos para combater o enjôo?

Para aliviar o sintoma, recomenda-se a ingestão de alimentos cítricos como laranja, limão, tangerina, abacaxi e acerola. As refeições constituídas por alimentos a base de carboidratos, como cereais cozidos, torradas, biscoitos simples, batata cozida, e a restrição de líquidos de 1 a 2 horas antes e após as refeições também ajudam a aliviar os enjôos. Não ingerir alimentos muito quentes, não tomar líquidos às refeições e fracionar bem a dieta (de 5 a 6 refeições diárias) também podem ajudar a reduzir os episódios de enjôos.

8- E a azia?

Deve-se evitar alimentos muito gordurosos, condimentados e de difícil digestão. Os volumes devem ser fracionados para não haver excessos numa só refeição. O hábito de sentar-se para comer num ambiente adequado, mastigando lentamente e sem pressa também é fundamental para uma boa digestão.

9 – E a prisão de ventre?

A melhor maneira de evitar a prisão de ventre é aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras de origem vegetal, como verduras, legumes, frutas e grãos (soja, grão de bico, feijão, cereais integrais, etc). É fundamental ingerir em torno de 2 litros de líquidos por dia, devendo-se priorizar água, água de coco e sucos naturais. 10- Quais as melhores dicas para ajudar na digestão da grávida?

  • Evitar excessos de gorduras e açúcares;
  • Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
  • Fracionar a dieta, fazendo no mínimo 5 refeições diárias em horários regulares;
  • Consumir bastante líquido ao longo do dia, evitando-se o consumo durante as refeições de maior volume (almoço e jantar);
  • Evitar o excesso de alimentos formadores de gases, principalmente à noite (grãos, repolho, couve flor, cebola, brócolis);
  • Não sentar ou deitar logo após as refeições.

 

Fonte: www.rgnutri.com.br

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