Apr 26

Álcool e atividade física

Recentemente foi divulgado um trabalho produzido por pesquisadores espanhóis em que se recomenda a ingestão diária de cerveja para praticantes de atividade física. Dentre os efeitos alegados, sugere-se que a bebida seja um excelente hidratante, tenha efeito anti-oxidantes, anti-estresse, dentre outras coisas. Para tentar obter informações diretas sobre o assunto, eu realizei buscas incessantes em bases de artigos científicos, como o Medline, mas não encontrei nada que pudesse embasar a conclusão dos espanhóis. Tudo indica que esta é mais uma estratégia de marketing para impulsionar as vendas. O próprio nome do congresso no qual os trabalhos foram apresentados (“Cerveja, Esporte e Saúde”, realizado em maio de 2007) já prejudica a credibilidade das pesquisas quanto a sua imparcialidade científica. Aparentemente, as conclusões já estavam prontas bem antes da realização dos “estudos”. Continue reading

Jul 28

Caminhoneiros apresentam diabetes, pressão alta e consumo de álcool

Em uma pesquisa realizada com 1014 motoristas de caminhão, 735 declararam fazer uso de bebida alcoólica. Nesse grupo, 31% (229) já sofreram acidente de trânsito, 196 tinham alguma doença crônica e 189 faziam uso de medicamentos. A hipertensão arterial severa foi identificada em 70 motoristas e a diabetes mellitus em 33, sendo que 56 apresentaram níveis glicêmicos considerados altos e que poderiam levar a diabetes.

“A pressão arterial acima dos limites, encontrada entre os bebedores de risco, pode levá-los a desenvolver doenças cardiovasculares, mas também não estão imunes aqueles que fazem uso em doses consideradas de baixo risco. A questão é preocupante, pois eles não têm percepção desse risco”, relata a professora Sandra Cristina Pillon, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, que orientou o trabalho realizado pela mestranda Josélia Benedita Carneiro Domingos. As alunas Fernanda Bruzadelli e Ligia Arantes também participaram da pesquisa. Continue reading

Sep 27

Álcool e tabaco são mais prejudiciais que maconha, LSD e ecstasy

A nova tabela de drogas publicada na última edição da revista médica The Lancet indica que bebidas alcoólicas e tabaco são mais perigosos que maconha, LSD e  ecstasy.

Veja o ranking das mais nocivas:

1. Heroína
2. Cocaína
3. Barbitúricos
4. Metadona
5. Álcool
6. Anfetaminas
7. Benzodiazepinas
8. Ketamina
9. Tabaco

A tabela, baseada nos danos físicos causados ao usuário, na dependência e no efeito de seu uso nas famílias, nas comunidades e na sociedade, classifica a maconha como a décima primeira colocada, o LSD em décimo quarto lugar e o ecstasy é o décimo oitavo colocado.

Um grupo de especialistas independentes, com cientistas forenses e psiquiatras, classificaram cada categoria numa escala de 0 a 3, que vai de “nenhum risco” a “risco extremo“. A heroína marcou 2,7 pontos e o álcool menos de 2. O tabaco marcou 1,7 ponto e o ecstasy, 1,1.


Texto: Cassiano Sampaio

Fonte: Saúde em Movimento
Publicado em: 04/04/2007

 

 

Feb 28

Programas de tratamento de alcoolistas deveriam incluir familiares

Os familiares de homens alcoolistas também deveriam ser incluídos em programas de tratamento da doença

Um estudo realizado pela psicóloga Joseane de Souza, apresentado na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, mostra que as crianças – em especial as meninas – apresentam prejuízo emocional e de comportamento em relação aos filhos de não-alcoolistas.

Segundo a pesquisadora, o trabalho serve de alerta aos profissionais de saúde, que deveriam ter um olhar especial às crianças filhas de alcoolistas. “A maioria dos tratamentos para alcoolistas em hospitais não incluem a família. Neste estudo percebemos a necessidade da terapia familiar para tratar esses sinais”, afirma.

A pesquisa teve como base a avaliação psicológica de 20 crianças (10 meninos e 10 meninas), com idades entre 9 e 12 anos, filhas de alcoolistas atendidos em um hospital da cidade de Guarapuava, no Paraná. Como comparação (grupo controle), 20 crianças filhas de não-alcoolistas e da mesma escola (e nível socioeconômico) das outras foram selecionadas para o estudo. Todas elas realizaram o Teste da Figura Humana e suas mães responderam a um questionário que abordava o comportamento das crianças. Continue reading

Dec 28

Ricos são os que mais consomem bebidas alcoólicas

População mais pobre compromete 33,4% do orçamento com bebidas alcoólicas Estudo baseado em pesquisa da Fipe indica que os mais ricos são os maiores consumidores, e que a parcela dos mais pobres desvia a renda de outras despesas, como educação e habitação, para beber.

Apesar de os mais ricos serem os maiores consumidores de bebidas alcoólicas entre a população da cidade de São Paulo, as famílias mais pobres são as maiores prejudicadas. Em média, os gastos desta natureza comprometem 33,4% do orçamento familiar destes lares, cuja renda vai até R$ 250,00. “Isso significa que são desviados valores de despesas como educação, habitação, alimentação, e outras”, explica a nutricionista Valéria Simone Furtado Ikeda. Utilizando a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 98 / 99, conduzida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), entidade conveniada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pesquisadora traçou uma espécie de perfil socioeconômico do consumo de bebidas alcoólicas na cidade de São Paulo. Continue reading