Jun 26

Excessos de suplementos protéicos são questionados

As últimas décadas o hábito de praticar atividades físicas como, por exemplo, musculação, consolidou-se em boa parte da população. A procura por academia tem aumentado a cada dia e, paralelamente, cresceu o mercado dos suplementos nutricionais.

O consumo desses produtos é cada vez maior por aqueles que desejam construir um corpo esculpido por músculos. Entretanto, a eficácia de alguns suplementos ainda é questionada por vários pesquisadores e, quando se trata de suplementos protéicos ou de aminoácidos a dúvida a respeito de sua contribuição para o aumento da massa muscular é uma incógnita para os estudiosos. Continue reading

Jun 25

Distúrbio alimentar pode ser herdado

Os transtornos alimentares, cuja complexidade dificulta o conhecimento das causas, podem também ser herdados. Pesquisadoras da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP identificaram a herança psíquica dessas doenças atravessando gerações. Os resultados da pesquisa foram apresentados no último mês de março pela psicóloga Christiane Baldin Adami Lauand em sua dissertação de mestrado As experiências alimentares de mães com filhas portadoras de transtornos alimentares: investigando a transgeracionalidade.
Jun 25

Nível socioeconômico determina hábitos que desencadeiam a obesidade

Mulheres residentes em regiões de exclusão social foram acompanhadas durante três anos. Estudo mostrou que 68% delas estavam com sobrepeso e 28,4% obesas. As causas estão entre hábitos alimentares e taxa de fecundidade.

Há três décadas seria impensável que numa favela, 68% das mulheres estivessem com sobrepeso e 28,4% obesas. Esta é a realidade atual de uma comunidade com renda per capita mensal de R$78,42, atendida por um centro comunitário mantido pelo Colégio São Luís, na rodovia Anhanguera, em São Paulo. “O baixo nível socioeconômico e principalmente a escolaridade provavelmente determinam hábitos alimentares e estilo de vida que desencadeiam a obesidade”, constata a médica Alessandra Carvalho Goulart. Continue reading

Jun 25

O exercício físico e a redução do apetite

Efeito de hormônios em área que regula a fome seria potencializado

A prática de exercícios físicos traz inúmeros benefícios para a saúde humana, ninguém discute. Um aspecto controverso, no entanto, é se a duração e intensidade dos exercícios contribuem para aumentar ou para diminuir o apetite. Parece natural que a queima de energia leve a uma maior carência por alimentos.

Entretanto, um estudo com roedores realizado pelo educador físico Marcelo Benedito da Silva Flores, mostrou que nos animais a sessão aguda de exercícios potencializa o efeito dos hormônios leptina e insulina no hipotálamo, órgão situado na região do sistema nervoso central e responsável pelo controle de funções como fome, sede e pressão arterial, entre outras. Continue reading

Jun 21

Respostas às dúvidas mais frequentes sobre a alimentação na gestação

1- Quantas calorias a gestante deve consumir por dia em média?

Varia muito, de acordo com a altura, peso, atividade diária, estado nutricional pré-gestacional, entre outros fatores individuais. A média do consumo calórico populacional das mulheres saudáveis e ativas é de 1800Kcal. Para as gestantes, a recomendação é que se acrescente 300 calorias a partir do 2º trimestre da gestação, considerando o desenvolvimento do feto e o ganho de peso da mãe. No caso de gestantes com baixo peso, recomenda-se o acréscimo calórico desde o início da gravidez. Apenas no caso de gêmeos é que se deve somar o dobro de calorias, mas isto deve variar de acordo com o estado nutricional da gestante durante os 9 meses e o bom senso do profissional que a estiver acompanhando.

2- No inverno a gestante deve comer mais?

Para manter-se aquecido frente às temperaturas frias o corpo acaba gastando algumas calorias extras, mas esta diferença é muito pequena para compensarmos na dieta. Ainda devemos considerar que no inverno sentimos naturalmente uma vontade maior de comer alimentos mais calóricos e isso, por si só, já compensa este aumento do metabolismo.

3- É indicado diminuir ou aumentar a quantidade de sal nesse período?

Diminuir ou manter, caso esteja adequado. Este cuidado deve ser tomado devido ao maior risco de desenvolver hipertensão na gravidez (pré-eclâmpsia), por conta de diferenças no controle fisiológico do bombeamento do sangue. O ideal é que não ultrapasse 5 gramas/ dia do total da dieta.

4-E de açúcar?

O açúcar simples deve ser controlado, uma vez que suas fontes estão na maioria das vezes associadas à gordura, como é o caso dos bolos, tortas, sorvetes e chocolates. Além disso, não oferecem nutrientes importantes, deixando a dieta da gestante rica em calorias e gorduras e pobre em vitaminas e minerais.

5- Carboidratos complexos podem ser consumidos sem limite?

De 50 a 60% da alimentação deve ser composta por carboidratos, dada a preferência aos complexos como pães e cereais integrais por conta das fibras que auxiliam no processo de digestão e absorção.

6- E verduras?

As verduras (legumes e frutas também) são ricas em vitaminas, minerais e fibras, sendo sua função primordial de regular o organismo como um todo e por isso são fundamentais para a saúde global da mãe neste período tão especial. As folhagens de cor verde-escura devem ser priorizadas, pois são fontes de cálcio e ferro, minerais de grande importância para a gestante, mas devem ser consumidas junto com uma fonte de vitamina C para ajudar na sua absorção, uma vez que o ferro presente nos vegetais é menos absorvido pelo organismo do que o das carnes.

7- Quais os melhores alimentos para combater o enjôo?

Para aliviar o sintoma, recomenda-se a ingestão de alimentos cítricos como laranja, limão, tangerina, abacaxi e acerola. As refeições constituídas por alimentos a base de carboidratos, como cereais cozidos, torradas, biscoitos simples, batata cozida, e a restrição de líquidos de 1 a 2 horas antes e após as refeições também ajudam a aliviar os enjôos. Não ingerir alimentos muito quentes, não tomar líquidos às refeições e fracionar bem a dieta (de 5 a 6 refeições diárias) também podem ajudar a reduzir os episódios de enjôos.

8- E a azia?

Deve-se evitar alimentos muito gordurosos, condimentados e de difícil digestão. Os volumes devem ser fracionados para não haver excessos numa só refeição. O hábito de sentar-se para comer num ambiente adequado, mastigando lentamente e sem pressa também é fundamental para uma boa digestão.

9 – E a prisão de ventre?

A melhor maneira de evitar a prisão de ventre é aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras de origem vegetal, como verduras, legumes, frutas e grãos (soja, grão de bico, feijão, cereais integrais, etc). É fundamental ingerir em torno de 2 litros de líquidos por dia, devendo-se priorizar água, água de coco e sucos naturais. 10- Quais as melhores dicas para ajudar na digestão da grávida?

  • Evitar excessos de gorduras e açúcares;
  • Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
  • Fracionar a dieta, fazendo no mínimo 5 refeições diárias em horários regulares;
  • Consumir bastante líquido ao longo do dia, evitando-se o consumo durante as refeições de maior volume (almoço e jantar);
  • Evitar o excesso de alimentos formadores de gases, principalmente à noite (grãos, repolho, couve flor, cebola, brócolis);
  • Não sentar ou deitar logo após as refeições.

 

Fonte: www.rgnutri.com.br

Jun 20

Retorno das Férias

Após as festas de fim de ano é comum perceber alguns quilinhos extras adquiridos durante as férias. Isso acontece muitas vezes devido a exageros nas ceias de Natal e Reveillon, às doses a mais de vinho e champanhe, além das mudanças ocasionadas na rotina durante esse período. Para reverter essa situação ao retornar de férias, nada de passar fome, pular refeições ou alimentar-se de “sopinhas” para emagrecer.

O ideal é reorganizar seus horários e refeições, aproveitando para adequar sua rotina alimentar. Continue reading
Jun 09

Crianças podem não se tornar adolescentes saudáveis porque têm dieta pobre

A adolescência, etapa da vida compreendida entre a infância e a fase adulta, é marcada por uma série de transformações físicas. É na adolescência que uma pessoa adquire cerca de um sexto de sua estatura definitiva e metade de seu peso ideal enquanto adulto.

Portanto, uma dieta alimentar inadequada, pobre em energia e vitaminas, pode prejudicar o desenvolvimento do jovem e atrasar a ocorrência da puberdade. Então, é importante monitorar se, no final da infância, as crianças estão ingerindo todos os nutrientes de que necessitam para se tornarem adolescentes saudáveis. Esse monitoramento foi feito por Maria de Fátima Machado de Albuquerque e Adriana Maria Monteiro, da Universidade Federal de Alagoas.

Em 1998, as pesquisadoras estudaram cerca de 250 meninos e meninas, de nove a dez anos, matriculados em escolas públicas municipais de Maceió (AL). “A ingestão de nutrientes foi investigada através da aplicação, diretamente ao escolar, de um inquérito recordatório de 24 horas, a partir do qual foi possível conhecer a sua alimentação no dia anterior à coleta dos dados e analisá-la quanto ao valor energético, macronutrientes e alguns micronutrientes (cálcio, fósforo, ferro e as vitaminas A, B1, B2, C e niacina)”, contam Maria de Fátima e Adriana Maria em artigo publicado em setembro de 2002 na Revista de Nutrição. Continue reading

May 30

Comida ultra-processada pode causar epidemia de obesidade

Cientistas do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP estão desenvolvendo estudos com o objetivo de relacionar, a partir de estatísticas comprovadas, o aumento no consumo de alimentos ultra-processados e a epidemia global de obesidade.

Os estudos vão avaliar tipos de processamento e seu impacto potencial sobre a dieta e a saúde; os mecanismos que ligam tais produtos ao chamado ‘sobreconsumo passivo de energia’ e à obesidade; a tendência mundial da participação deles na dieta; e, finalmente, as implicações de tudo isso para as políticas públicas.

Segundo o professor Carlos Augusto Monteiro, que coordena o Núcleo e o estudo, a pesquisa ainda está em sua fase inicial, na formulação de hipóteses — mas os primeiros levantamentos disponíveis mostram que a “comida pronta” tem tudo para ser uma das maiores vilãs do excesso de peso e doenças associadas. Continue reading

Sep 28

Alimentação e o colesterol

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como se alimentar para controlar a taxa de colesterol no sangue. Há algum tempo atrás muitos pensavam que o colesterol alimentar, ou seja, os alimentos ricos em colesterol, eram os grandes vilões no aumento do colesterol no sangue. Atualmente, sabemos que os componentes da dieta que possuem maior influência na taxa de colesterol sanguíneo são as gorduras, e não o colesterol alimentar. Continue reading

Aug 25

Produto melhora estado nutricional de idosos

Uma formulação especial para idosos apresentou bons resultados quando aplicada em 14 voluntários, entre 68 e 95 anos, com quadro de desnutrição ou risco de desnutrição. Depois dos testes, parâmetros bioquímicos avaliados, como proteínas totais, colesterol, vitamina B12, ácido fólico e magnésio, tiveram aumento significativo e considerável para melhora do estado nutricional dos idosos.

A nutricionista Valéria Maria Caselato, responsável pela pesquisa, também observou um ganho de peso médio de quase dois quilos, sendo que 30% dos idosos estudados conseguiram aumentar o Índice de Massa Corporal (IMC), de abaixo do nível 22 – correspondente à classificação de magreza – para valores dentro da normalidade. Continue reading