Feb 23

Ideias para você se exercitar por ai

compraVocê sempre diz não ter tempo para se exercitar? Você tem que pegar um remédio na farmácia … fazer compras no supermercado … pagar uma conta no banco … e levar seu filho ao shopping. Você está com sorte. Você pode fazer tudo isso se exercitando também.

Procure fazer todas estas tarefas a pé. Se não for possível, em todas as suas paradas estacione o mais longe que puder. Dependendo do número de vezes que fizer isto, você poderá acumular de 10 a 20 minutos de caminhada até o final de suas tarefas. Continue reading

Nov 07

Atividade física, distúrbios hipertensivos e diabetes na gestação

exercicioparagestanteOs principais distúrbios hipertensivos na gestação são: pré-eclâmpsia, que consiste em elevados níveis pressóricos associados à proteinúria ou edema patológico; hipertensão arterial induzida pela gravidez (aumento do nível pressórico após a 20ª semana de gestação) e hipertensão arterial crônica (a gestante já era hipertensa antes de engravidar) (Ferrão, 2006).

Esses distúrbios são relativamente comuns e afetam 3-9% das gestantes em todo mundo. No Brasil esse índice é um pouco maior, podendo atingir 6-17% (Oliveira et al., 2006). Os principais fatores de risco são: obesidade pré-gestacional, extremos de idade materna, histórico familiar, raça negra, gravidez múltipla e diabetes (Roberts et al., 2011; Mudd et al., 2013). Continue reading

Oct 10

Atividade física para diferentes grupos populacionais

9qualidadesdaefBenefícios da atividade física para crianças e adolescentes, mulheres, idosos ativos e indivíduos com incapacidades.

Crianças e adolescentes

O exercício físico regular fornece aos jovens inúmeros benefícios (físicos, mentais e sociais) para a saúde.

Os estudos mostram que:

  • Nos adolescentes, quanto mais participarem em atividades físicas, menor será a probabilidade de se tornarem fumantes;
  • Nas crianças que são mais ativas fisicamente verifica-se um melhor desempenho escolar;
  • Os jogos de equipe promovem de forma positiva a integração social e facilitam o desenvolvimento das capacidades sociais dos adolescentes. Continue reading
Jun 26

Conversando sobre Saúde

A saúde humana é composta pela interação e equilíbrio dos mecanismos abaixo relacionados:

É imperativo que o profissional de educação física possua uma visão de seu trabalho voltada para o desenvolvimento dos aspectos relacionados a saúde e a interação do ser com o mundo. A atual visão holística do homem não é modismo; é sim uma necessidade, e como tal deve ser trabalhada. A produção holística tem que ser cristalizada por meio do trabalho, tarefa árdua e permanente que todos aqueles profissionais das áreas envolvidas no processo educacional do Homem, terão que experimentar.

Os treinamentos voltados apenas para fins estéticos, devem ser repensados. A comunidade de uma forma geral deve interferir sobre os padrões a ela impostos, principalmente por mecanismos manipuladores de mídia e mercado. O homem necessita de treinamentos físicos variados e contínuos. A idade avançada ou a falta de experiência esportiva, não devem servir como motivo para qualquer tipo de impedimento para o início e continuidade de um treinamento. São impedimentos para o desenvolvimento de atividades físicas e esportivas, problemas relacionados ao funcionamento inadequado do organismo, doenças crônicas etc, relatadas e diagnosticadas por um médico, principalmente especializado em medicina esportiva.

Procure sempre um médico de sua confiança ou conhecimento e procure uma academia ou centro esportivo para que você seja sempre orientado; não admita que uma pessoa não habilitada interfira em seu treino. Opiniões de pessoas não profissionais da educação física ou relacionadas a áreas de saúde não devem ser consideradas. A estética pessoal tem ser respeitada porque é o produto de um conglomerado genético associado a hábitos de vida. Qualquer padronização visando classificar ou impor um padrão estético é incabível, imatura e leviana. Nenhuma forma de discriminação é justificada, principalmente relacionada a fatores de beleza. Todos devem ser respeitados

A beleza possui elementos relativos à cultura de cada país ou de cada região, impossibilitando-nos criar uma regra absoluta. A grande questão está ligada à associação sempre feita entre estética e saúde, estar nos moldes estéticos padronizados não quer dizer necessariamente que o indivíduo estará com uma saúde impecável, assim como não estar esteticamente bem quer dizer estar doente. A saúde é o mais importante, a estética virá sempre em segundo plano, nos casos de trabalhos sérios relacionados à educação física.

A busca por um corpo “perfeito” é uma ilusão criada para vender produtos afins, desde uma simples roupa, passando pelas cirurgias plásticas, pelos alimentos milagrosos e finalizando no absurdo do consumo indiscriminado de esteróides anabólicos, de estimulantes e outros ergogênicos. O excesso ou o baixo peso corporal avaliado por métodos como o I.M.C (índice de massa corporal), são referências limitadas para predizer algo sobre o estado de saúde de um indivíduo, e continuamente são usadas de forma isolada. Não devemos esquecer do conceito de saúde acima citado, e muito menos esquecer da nossa busca permanente pelo equilíbrio. Possuímos na atualidade, formas de prescrição para peso corporal baseados na verificação do percentual de gordura.

Os testes são infinitamente mais sofisticados e mesmo assim, os resultados são questionados, principalmente as classificações permitidas por tais métodos e distribuídas em tabelas. A plenitude compreendida como felicidade, bem estar ou outros conceitos ou referências, é alcançada por meio do desenvolvimento dos elementos pessoais necessários à convivência corporal, social, mental e espiritual.

Entenda-se o termo espiritual, como algo sem relação religiosa e sim interior. O ser humano é único. O homem grotescamente analisado possui uma forma, uma função e uma psique para desfrutar na vida, e deve fazer tudo o quanto possível para ser feliz, contanto que este tudo não o reduza à mediocridade padrão estética da atualidade. “O homem Não pode viver como se nada fosse; como se fosse dados atirados de um copo”… (Erich Froom)


Profissional de Educação Física: Luiz Carlos Chiesa
www.professorchiesa.com.br
Registro CREF 1- 000069 G/ES

  • Graduado pela U.F.E.S-1985/1
  • Pós graduado em Treinamento Desportivo pela Universo/1999.
  • Diretor do CREF 01/ ES.
  • Autor dos livros:
    Musculação: uma proposta de trabalho e desenvolvimento humano, Espírito Santo: Editora da U.F.E.S, 1999.
    Musculação: Aplicações práticas – Técnicas de uso das formas e métodos de treinamento, Rio de Janeiro: editora Shape, 2002.
    A musculação racional. Bases para um treinamento organizado, (em fase de edição; editora PAIDOTRIBO, Barcelona/Espanha).
Jun 26

Benefícios e riscos da atividade física para diabéticos

Os exercícios podem oferecer inúmeros benefícios para os portadores de diabetes, porém é necessário que se conheçam os possíveis riscos que um programa de treinamento pode trazer diante desta patologia.

Introdução

Sugere-se que para ocorrência da diabete deve haver uma interação entre predisposição genética e fatores ambientais (SILVEIRA NETO; 2000), dos quais pode-se destacar: obesidade (particularmente a deposição de gordura intra-abdominal), inatividade física e idade avançada. A obesidade diminui o número de receptores insulínicos nas células-alvo em todo o corpo, fazendo com que a quantidade de hormônio disponível seja menos eficaz na promoção de seus efeitos metabólicos (GUYTON & HALL, 1997; FRONTERA, DAWSON & SLOVIK, 1999; SILVEIRA NETO, 2000). Mal-hábitos também podem ser perigosos, a hiperfagia por si só, é responsável por alguns níveis de resistência à insulina, como se pode comprovar pelo declínio nos níveis de glicose plasmática ocorrido em diabéticos do tipo 2 que se submetem a uma dieta de restrição calórica (SILVEIRA NETO; 2000).

Na diabete melito, a maioria das características patológicas pode ser atribuída a um dos três efeitos principais da falta de insulina, a saber: (1) menor utilização de glicose pelas células corporais com conseqüente aumento da concentração sanguínea de glicose; (2) depleção de proteínas nos tecidos corporais; e (3) aumento acentuado da mobilização de gordura das áreas de armazenamento, produzindo metabolismo lipídico anormal e também o depósito de gorduras nas paredes vasculares (GUYTON & HALL, 1997). Continue reading

Jun 25

Diferentes substratos energéticos usados durante a atividade física

A nutrição esportiva, apesar de ainda ser muito recente como ciência, tem se tornado cada dia mais independente como área de atuação do profissional nutricionista. O tema em questão, não se resume apenas na utilização do carboidrato como principal fonte de energia ou a oxidação dos ácidos graxos nos exercícios de baixa intensidade. Podemos ser cada vez mais específicos às necessidades de desempenho e composição corporal do esportista e do atleta. Continue reading

Jun 24

Atividade física na maturidade

Em nosso país é considerado na maturidade ou terceira idade, os acima de 60 anos, diferente do resto do mundo que considera acima dos 65 anos. Do ponto de vista cardiovascular, qualquer exercício físico é útil, inúmeras pesquisas pelo mundo comprovaram que pelo menos 30 minutos por dia de atividade física leve/moderada (60 passos/minuto) na maioria dos dias da semana (quatro a cinco dias) resulta em enorme benefício para o coração, e associar fortalecimento muscular.

A diminuição do risco de um ataque cardíaco se aproximou dos 35% nos praticantes regulares de exercícios físicos moderados, por cinco anos. Essa importante informação científica foi divulgada pelo Ministério da Saúde dos EUA em 1996 (NIH) fazendo com que a prática de atividade física fosse incentivada em vários países. Continue reading

Jun 24

Os benefícios da atividade física na gestação

exercicioparagestanteEm 1985, o American Congress of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) publicou suas primeiras diretrizes sobre a prática de atividades físicas durante a gravidez e o período pós-parto. Dada a escassez de estudos na época, essas orientações foram por demais conservadoras (ACOG, 1985), inclusive mais cautelosas que as recomendações do American College of Sport and Medicine (ACSM) de 1978, dentre as quais orientava que a intensidade do exercício para a gestante deveria ser baseada na frequência cardíaca máxima de 140 bpm. Segundo Mudd et al. (2013), essa recomendação não foi embasada em estudos científicos, mas ainda é aceita pela maioria das pessoas que acreditam que intensidades maiores colocariam em risco a saúde da gestante e do feto.

Entretanto, Mudd et al. (2013) concluíram que gestantes aptas a praticarem atividades físicas podem suportar intensidades maiores que as recomendas pelos ACSM e ACOG. Uma compravação disso foi a pesquisa citada por Clapp et al. (2000) na qual 50 mulheres grávidas que participavam de aulas de ciclismo indoor, de três a cinco vezes por semana, não tiveram nenhuma complicação ao treinarem com frequência cardíaca entre 150 e 160 bpm. Outro estudo também realizado com bicicletas estacionárias, não encontrou efeitos negativos de um treinamento com 70% da frequência cardíaca máxima (Webb, 1994). Continue reading

Jun 23

Overtraining

Com a crescente explosão do profissionalismo esportivo e a super valorização do corpo perfeito, a busca pelos melhores resultados tem levado atletas e praticantes de atividades físicas a realizarem altos volumes de treinamento.

Porém, ao invés de trazer benefícios, o excesso de estímulos impede as adaptações fisiológicas e pode levar ao overtraining, um sério problema que acontece quando o organismo é submetido a uma sobrecarga exagerada sem que haja o devido descanso, levando a graves alterações cardiovasculares, metabólicas, hormonais, motoras e psicológicas que causam estagnação ou perda significativa de desempenho (Kuipers, 1996). Continue reading