Jun 22

Prática constante de corrida favorece sistema imunológico de idosos

Estudo da FMUSP comparou atividade imunológica de idosos praticantes de corrida com sedentários jovens e idosos. Os corredores tiveram uma resposta proliferativa de células T maior e uma alteração benéfica na produção de interleucinas.

A prática da corrida, quando realizada por vários anos, pode desacelerar a diminuição das atividades do sistema imunológico humano decorrente do envelhecimento (imunosenescência). Ao comparar a atividade imunológica de homens idosos que correm habitualmente, com homens sedentários (idosos e jovens), o médico Milton Hideaki Arai mostrou que a prática do esporte retarda a imunosenescência. “Os idosos corredores apresentaram um condicionamento físico 52% maior do que os idosos sedentários”, aponta Milton Arai. Continue reading

Jun 22

Atividade física é garantia de vida longa e saudável

A inatividade física (sedentarismo) assim como o tabagismo, a hipertensão arterial e o colesterol elevado compõem os fatores de risco causadores de importantes doenças cardiovasculares, principal problema de saúde atual. A idéia da relação entre atividade física e saúde não é recente: foi mencionada pelos filósofos gregos e romanos, entretanto, somente a partir dos anos 50, ao se pesquisar quais doenças atingiam os funcionários aposentados, da companhia de ônibus (motoristas) de Londres, comparadas com os dos correios, concluiu-se que os motoristas tinham o dobro de doenças do coração do que os carteiros.

Hoje sabemos que o baixo nível de atividade física é um importante fator no desenvolvimento de doenças crônico degenerativas, como obesidade, diabetes tipo II, hipertensão arterial, angina/infarto do miocárdio, osteoporose e vejam só, do câncer de mama e do reto. Inversamente, a atividade física isoladamente pode reduzir o risco de desenvolvimento dessas doenças crônicas, além de aumentar a expectativa de vida e evidente melhor controle do peso corporal. Continue reading

Jun 21

Diabetes: Introdução e a importância da atividade física na prevenção e tratamento

O diabetes melito é a mais comum disfunção endócrina do pâncreas, atingindo mais de 150 milhões de pessoas em todo mundo, o que significa que quase 5% da população mundial tem essa doença. No Brasil 7.6% das pessoas entre 30 e 69 anos tem diabetes. O diabetes, se não bem controlado, pode trazer sérios riscos para saúde: como insuficiência renal, cegueira, amputações dos pés e pernas, lesões nervosas e doenças cardiovasculares, como hipertensão e derrame.

O diabetes diminui a capacidade que o organismo tem de metabolizar a glicose retirada dos alimentos, uma vez que essa glicose não consegue penetrar na célula, ficando em altas concentrações na corrente sangüínea, o que acaba por fazer com que os rins tenham que trabalhar mais para poder elimina-la pela urina.

A insulina é o hormônio responsável pelo transporte da glicose para o interior de quase todas as células do corpo. Sabendo disso podemos diferenciar os dois tipos mais comum de diabetes: tipo 1 (insulino-dependente) e tipo 2 (não insulino-dependente). Continue reading

Jun 20

Anorgasmia e exercícios

A anorgasmia ou disfunção orgásmica, na mulher, é a falta de sensação de orgasmo na relação sexual. Pode ser primária, quando a mulher nunca teve orgasmo, ou secundária, quando tinha orgasmos e passou a não tê-los mais. Ainda pode ser classificada em absoluta, quando a anorgasmia ocorre sempre, e situacional quando ocorre só em certas situações, constrangedores ou desfavoráveis. A mulher com anorgasmia tem desejo, aproveita as carícias e se excita, porém, algo a bloqueia no momento do orgasmo.

As causas da anorgasmia são inúmeras e complexas, principalmente, de origem psicológica, mas, existem alguns problemas clínicos e orgânicos (anatômicos) que também podem causar anorgasmia, como por exemplo, a forma da vagina, do útero ou dos músculos que formam a região pélvica (região onde se situam os órgãos genitais). Segundo pesquisas recentes realizadas pelo Instituto Kaplan, centro de estudos da sexualidade humana de São Paulo, a cada 100 mulheres que procuram tratamento, 70 reclamam que não conseguem orgasmos. Continue reading

Feb 12

Prescrição e benefícios da atividade física em indivíduos transplantados

Um dos estudos mais completos sobre atividade física em transplantados, o de KAVANAGH (1988) relatou melhora significativa da resposta ventilatória durante o exercício após treinamento físico em transplantados, indicando que a atividade física é fundamental para a recuperação do indivíduo no pós-transplante, ajudando-o a desenvolver as atividades diárias.

SALLES (2000) e FERRAZ (1995) demonstraram a importância da prática regular de atividade física por esses indivíduos. Diversos benefícios fisiológicos podem ser obtidos, tais como: redução da freqüência cardíaca e pressão arterial tanto em repouso como no exercício submáximo; aumento da freqüência cardíaca e pressão arterial sistólica no exercício máximo, aumento do limiar anaeróbico, ventilação máxima e consumo máximo de oxigênio; redução da pressão arterial diastólica no pico do exercício; retardo na elevação dos níveis de lactato durante o exercício; redução nos valores da percepção do esforço (Escala de Borg), na gordura corporal e melhora do perfil lipídico e psicossocial.

Tendo em vista a necessidade de entendimento dos procedimentos de avaliação física e prescrição de treinamento físico específico para transplantados, esse estudo visa citar a importância e as possíveis divergências referentes à avaliação física, além de propostas de treinamento para o grupo especial citado.  Continue reading

Feb 12

Morte súbita e atividade fisica

Temos acompanhado nos últimos tempos alguns casos de morte súbita em atletas de diferentes modalidades esportivas. Fato que, além de consternação causa espanto e questionamento. Como essas mortes ocorrem e como podem ser evitadas, talvez sejam as indagações mais pertinentes e de maior relevância.

Introdução

Morte súbita, no atleta, é o falecimento não traumático durante, ou imediatamente após o exercício, ocorrendo na primeira hora após o inicio dos sintomas. O primeiro registro histórico de morte súbita relacionada à atividade física data de 490 antes de Cristo, quando o soldado grego Pheidippides morreu ao chegar a Atenas depois de haver corrido desde Maraton (5). O risco de morte súbita por problemas cardíacos em jovens aparentemente saudáveis e em atletas é muito pequeno, provavelmente inferior a 1: 250.000 (3). Continue reading

Jun 30

Atividade física não se relaciona com qualidade de vida

A prática de atividades físicas não se traduz, necessariamente, em mais qualidade de vida. É preciso avaliar o tipo de atividade e as circunstâncias em que ela é praticada. Essa relação foi o tema de um estudo de doutorado defendido pela professora Ana Lúcia Padrão dos Santos, em agosto último, na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, sob orientação do professor Antônio Carlos Simões.

A relação entre atividade física e qualidade de vida a princípio pode parecer óbvia, mas a pesquisa mostrou o contrário. Ana Lúcia explica que é fácil cometer equívocos quando se estuda esses dois temas sem o rigor acadêmico em relação aos conceitos. “Estudamos qualidade de vida segundo um conceito científico, pois ela pode ser avaliada sob inúmeros aspectos e ser relacionada a diferentes motivadores. Já na atividade física, usamos uma abordagem mais ampla, considerando-a como todo movimento feito por uma pessoa no período de 24 horas” esclarece. Continue reading