May 29

Cigarro: apague o mal da sua saúde

Mesmo sabendo de todos os riscos, muitos fumantes ainda insistem em dizer que o prazer compensa tudo – até mesmo o risco de prejudicar a própria saúde. Será mesmo? Além de aumentar as chances de desenvolver doenças pulmonares, câncer, infarto, derrames e envelhecimento precoce, a pessoa tem menos disposição, gasta um dinheirão por mês para alimentar o vício e ainda prejudica a saúde de seu vizinho.

Durante décadas o cigarro foi considerado sinônimo de charme, beleza e sofisticação. A indústria cinematográfica imortalizou e glamourizou o ato de fumar. Hoje, estima-se que há mais de 250 milhões de mulheres fumantes no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O que já foi chique no passado é causa de preocupação no presente. Continue reading
Aug 29

Tabagismo e pressão arterial

Tabagismo eleva FC, pressão arterial e reduz elasticidade das artérias

O estudo, realizado na FMUSP, abre precedentes para a realização de novas pesquisas relacionando o fumo ao sistema circulatório e ajuda a entender os mecanismos que resultam nas alterações hemodinâmicas clínicas. Pela primeira vez na literatura médica o monóxido de carbono (CO), decorrente do tabagismo, foi correlacionado ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial diastólica (a mínima). O estudo, realizado pela cardiologista Maria Alice Melo Rosa Tavares Silva, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), também concluiu que os tabagistas têm a capacidade elástica do sistema arterial reduzida em até seis vezes, quando comparada com a de não-fumantes.

“Há algum tempo já se fala em alterações circulatórias ocasionadas pelo fumo, mas nunca havia sido feita uma correlação”, revela. A pesquisa ainda constatou outras alterações clínicas relevantes no sistema cardiovascular dos fumantes. A pressão arterial sistólica (a máxima), assim como a freqüência cardíaca, sofreram significativas elevações após o consumo de um cigarro, sendo que estes efeitos podem durar até vinte minutos. Além disso, os tabagistas apresentavam, em média, concentrações de CO quatro vezes maior no ar expirado quando comparado ao grupo não-fumante, mesmo após ficarem 12 horas sem fumar. Continue reading

Sep 27

Álcool e tabaco são mais prejudiciais que maconha, LSD e ecstasy

A nova tabela de drogas publicada na última edição da revista médica The Lancet indica que bebidas alcoólicas e tabaco são mais perigosos que maconha, LSD e  ecstasy.

Veja o ranking das mais nocivas:

1. Heroína
2. Cocaína
3. Barbitúricos
4. Metadona
5. Álcool
6. Anfetaminas
7. Benzodiazepinas
8. Ketamina
9. Tabaco

A tabela, baseada nos danos físicos causados ao usuário, na dependência e no efeito de seu uso nas famílias, nas comunidades e na sociedade, classifica a maconha como a décima primeira colocada, o LSD em décimo quarto lugar e o ecstasy é o décimo oitavo colocado.

Um grupo de especialistas independentes, com cientistas forenses e psiquiatras, classificaram cada categoria numa escala de 0 a 3, que vai de “nenhum risco” a “risco extremo“. A heroína marcou 2,7 pontos e o álcool menos de 2. O tabaco marcou 1,7 ponto e o ecstasy, 1,1.


Texto: Cassiano Sampaio

Fonte: Saúde em Movimento
Publicado em: 04/04/2007