Dec 27

Substância aponta fadiga cardíaca em maratonistas

running-marathonEstudos realizados na Escola de Educação Física e Esporte da (EEFE) da USP conseguiram identificar a ocorrência de fadiga cardíaca avaliando os níveis de óxido nítrico exalados pelos corredores no pós-maratona. Os testes foram feitos em 31 voluntários durante a 21ª edição da Maratona Internacional de São Paulo, realizada em maio deste ano.

Ana Sierra, médica do esporte e profissional de educação física, acompanhou corredores do sexo masculino, entre 18 e 55 anos, para investigar as principais alterações do organismo após a realização de maratona. Em sua pesquisa de mestrado, ela já havia observado que, depois da prova, o atleta passava por um período de 15 dias de fadiga cardíaca, sofrendo uma queda na capacidade de seu coração bombear o sangue. Continue reading

Apr 15

Exercício beneficia portadores de insuficiência cardíaca

walking testA prática de exercícios físicos supervisionados pode trazer benefícios aos portadores do dispositivo de Terapia de Ressincronização Cardíaca (TRC), aponta pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que acompanhou 43 pacientes com insuficiência cardíaca.

O treinamento físico realizado no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP) proporcionou melhoras significativas na capacidade funcional e cardíaca dos pacientes com TRC, que é implantado no coração para normalizar seu funcionamento. O trabalho de Thais Nobre teve orientação do professor Carlos Eduardo Negrão, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP e da FMUSP. Continue reading

Jun 22

Coração, anti-inflamatórios e sal, nos exercícios

Não tem jeito, como Médico do Esporte e Cardiologista sou obrigado a comentar os crescentes usos e abusos da automedicação indiscriminada de anti-inflamatórios analgésicos (exemplo ADVIL®, VOLTAREM®) e os famosos biscoitos salgados, durante treinos e principalmente nas populares provas de rua. A intenção é nobre, não sentir dor muscular ou das articulações quando correr.

Aí é que mora o problema, na boa fé dos esportistas e até de atletas rodados, que viram verdadeiras bombas relógio para a lesão muscular, dos tendões e das articulações dos tornozelos e dos joelhos, que ocorrerá mais dia menos dia, só pelo uso de anti-inflamatórios sem prescrição médica. A dor é um alerta genial da natureza avisando de que algo ruim está acontecendo, aboli-la é deixar de saber que se iniciou uma distensão muscular ou tendinite ou artrite que irá piorar com a continuidade do exercício. Continue reading

Jun 21

Musculação faz mal ao coração?

Complacência arterial

Uma característica importante do sistema circulatório é a capacidade dos vasos se distenderem. Quando a pressão dentro de um vaso aumenta, ele se dilata e, consequentemente, diminui a resistência à passagem do sangue. Graças a essa capacidade é possível que o fluxo sangüíneo seja relativamente contínuo nos pequenos vasos, apesar das grandes variações após cada batimento cardíaco (Guyton & Hall, 2000). Esta capacidade de distensão dos vasos é expressa como o aumento no volume para cada ponto de elevação da pressão [distensibilidade = aumento de volume/(aumento da pressão x volume original)]. Continue reading

Jun 15

Angina. O que é?

Angina pectoris é a dor tóracica que acontece quando o coração não recebe um aporte adequado de oxigênio. A dor normalmente é causada por um obstrução ou espasmo das artérias do coração. Você poderá apresentar uma angina estável ou instável. Se a angina não é adequadamente tratada, você poderá evoluir para um ataque cardíaco.

Sinais e Sintomas: Angina estável:

O sinal mais comum de angina estável é dor de tórax, que pode ser esmagando, em aperto ou em peso. A dor pode começar debaixo do osso do peito (esterno) no lado esquerdo de seu tórax. A dor pode irradiar para o pescoço, mandíbula, ombros, dorso, ou braço esquerdo. A dor pode simular uma indigestão ou queimor no tórax.

A dor começa freqüentemente lentamente e pode durar somente alguns minutos. A dor costuma ser acompanhada de grande mal-estar, palidez e sudorese. Pode ser desencadeada por esforços físicos e estresse. Continue reading

Oct 30

Coração dos jovens

Vida moderna ameaça coração dos jovens

Os jovens precisam se cuidar mais. Levantamentos do Sistema Único de Saúde mostram que 20% das mortes provocadas por infarto atingem pessoas na faixa etária doas 20 aos 40 anos no Rio Grande do Norte. O índice é similar ao nacional e mostra que ataques do coração deixaram de ser restritos ao grupo dos mais velhos. Os principais fatores de risco são o tabagismo, obesidade e histórico de infarto na família.

De acordo com dados do Fundo de Amparo à Pesquisa em Cardiologia (Funcor) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC/RN), os prontos socorros já registram a passagem de pacientes jovens, vítimas de doenças cardiovasculares. “Meus colegas socorreram um rapaz de 18 anos que sofreu infarto do miocárdio. O tratamento foi difícil, mas ele sobreviveu. Este paciente se encaixa no perfil de risco: é obeso”, conta o cardiologista Carlos Alberto de Faria, presidente do Funcor da SBC/RN. O médico explica que os jovens acham que esse risco é só dos mais velhos e deixam de se cuidar. “No mundo moderno tudo contribui para isso. Muitos jovens têm vida sedentária, fumam, usam drogas, exageram na bebida alcoólica e comem comidas muito gordurosas. Continue reading

Mar 29

A ‘bomba’ que atinge o coração de jovens

Professora da FOP investiga as relações de causa e efeito do uso de anabolizantes

Quem hoje em dia não conhece pelo menos um amigo ou colega que “explodiu” em músculos de uma hora para outra? Em seis meses essa pessoa, em geral jovem, salta de míseros 55 kg para 80 kg ou mais de pura massa muscular. A antiga camiseta de banda de rock cede espaço à regata ou baby look. Em academias ou em raves há chance de encontrá-lo exibindo seus músculos hipertrofiados. Embora muitas vezes a família nem desconfie, quem convive com esses jovens logo identifica a causa de tantas mudanças físicas e comportamentais repentinas. Seu nome: esteróides anabolizantes.

Estudar as relações de causa e efeito do uso de anabolizantes em alta dosagem é a tarefa a que vem se dedicando a equipe da bióloga Fernanda Klein Marcondes, professora de Fisiologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). A literatura médica há bastante tempo tem associado os esteróides a uma série de malefícios que acometem seus usuários. Entretanto, para se estabelecer uma relação desses efeitos com suas respectivas causas é preciso considerar todo um contexto: hábitos de vida, a rotina de treinamento físico intenso e o uso simultâneo de vários anabolizantes e de suplementos alimentares, entre outros fatores. Continue reading