Jul 01

Informações sobre o Índice de Massa Corporal de crianças e adolescentes


Sobre o IMC para crianças e adolescentes

Em crianças e adolescentes, o crescimento e o estado nutricional são avaliados através de indicadores antropométricos. Um dos indicadores mais utilizados é o Índice de Massa Corporal (IMC).

Existem hoje gráficos de curvas de IMC ajustados para idade e sexo das crianças. Estas curvas foram desenvolvidas a partir de dados longitudinais de alguns países.

Em crianças maiores que 5 anos, as curvas americanas de IMC do  National Center for Health Statistics  (NCHS) são bastante utilizadas. Estas curvas são específicas para cada sexo e consideram como diagnóstico de sobrepeso e obesidade os percentis acima de 85 e 95, respectivamente.

No Brasil, o Ministério da Saúde adota como referência as curvas da Organização Mundial da Saúde para a classificação do IMC de crianças e adolescentes (até 19 anos), considerando os pontos de corte para sobrepesso e obesidade os percentis 85 e 97 respectivamente. Continue reading

Jun 30

Recomendações de atividades físicas para crianças menores de 5 anos

Quanto de atividade física as crianças menores de 5 anos de idade precisam fazer para se manterem saudáveis?

Ser fisicamente ativo a cada dia é importante para o crescimento e desenvolvimento saudável de bebês e crianças com idade pré-escolar. As crianças, do nascimento aos cinco anos devem participar de atividades físicas diárias, que promovam a saúde relacionada à aptidão e habilidades motoras.

É preciso minimizar a quantidade de tempo que as crianças ficam sentadas assistindo TV, mexendo no computador e andando de carro ou ônibus.

Para essa faixa etária, a atividade física de qualquer intensidade deve ser incentivada, incluindo-se atividades leves e atividades de intensidades mais elevadas.

A quantidade de atividade física semanal necessária é determinada de acordo com a faixa etária. Seguem abaixo as recomendações para a prática de atividades físicas para bebês e crianças de até 5 anos de idade. Continue reading

Jun 26

Estudo visa buscar modelo esportivo para criança vulnerável

Estudo visa buscar modelo esportivo para criança vulnerávelNão basta entregar uma bola de futebol, dividir as crianças em dois times de 11 e esperar que todos os benefícios físicos e sociais do esporte aconteçam automaticamente. É preciso ter um projeto pedagógico que permita aos jovens colherem tudo de positivo que o esporte pode gerar.

Essa é a constatação de Carla Luguetti, doutoranda da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, em busca de um modelo que possa ser aplicado a jovens em situação de vulnerabilidade social. Mais do que torná-los atletas de [alto] desempenho, o principal objetivo é fazer com que o esporte os torne bons cidadãos e contribua para sua formação pessoal. Continue reading

Jun 26

Obesidade infantil pode estar ligada a fatores psicológicos

Além dos hábitos alimentares e do estilo de vida, mais um aspecto pode estar relacionado à obesidade infantil: o fator emocional. Uma pesquisa realizada pela psicóloga Ana Rosa Gliber no Instituto de Psicologia (IP) da USP revela que o ganho de peso em crianças pode estar associado a situações de perda e características de personalidade e que pode haver a necessidade de psicoterapia no tratamento do problema.

Ana identificou, na dissertação de mestrado Um estudo compreensivo da personalidade de crianças obesas: enfoque kleiniano, a relação entre o ganho de peso e situações traumáticas ou de perda. Ela analisou a personalidade de seis crianças que não possuíam transtorno orgânico que justificasse a obesidade. Comer demais, para elas, é uma forma de amenizar o sofrimento e trazer tranqulidade. “Elas tentam preencher o vazio emocional e lidar com os problemas comendo, pois essa é uma forma de manter algo bom dentro de si. Se você tira isso, ela sente que perdeu algo bom”, afirma.  Daí a importância da psicoterapia. Continue reading

Jun 26

Regime alimentar para crianças não adianta nada

Sempre que são feitas pesquisas sobre a obesidade, tanto em adultos como crianças, aqui como fora do Brasil, observa-se a tendência do crescimento da população dos obesos. Com a melhoria da oferta de alimentos mais calóricos e diminuição das atividades de esforço, para trabalhar, e no lazer as populações passaram a engordar desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Desde então, também surgiram indícios, que as crianças estão engordando mais rapidamente que seus pais, que fizeram a pesquisa desde 1945. No Brasil, estima-se que, na população de 6 a 18 anos, existam, ao menos, 6,7 milhões de obesos, se mantidas as taxas do último levantamento de 1997, feitas no Brasil, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Continue reading

Jun 26

Academia para crianças

Muitas crianças, no seu dia a dia e principalmente nas aulas de Educação Física, começam a se sentirem menos ágeis e menos fortes que seus colegas. Uma conseqüência disto é o grande número de faltas e justificativas para não participarem da prática, pois mesmo sem querer, elas se sentem discriminadas.

No caso das crianças com obesidade, o problema parece se agravar, principalmente quando as aulas priorizam o esporte.Em vista disto crianças de todas as idades estão se dedicando mais aos exercícios em academias de ginástica, pois podem fazer um “trabalho direcionado para sua prioridade”. Continue reading

Jun 26

Treinamento de resistência para jovens

O treinamento de condicionamento físico tem tradicionalmente enfatizado exercícios aeróbicos tais como corrida e ciclismo. Mais recentemente, a importância de treinamento de resistência tanto para jovens quanto para pessoas mais velhas, têm recebido mais e mais atenção.

Um número crescente de crianças e adolescentes estão experimentando os benefícios do treinamento de resistência. Ao contrário do que se acredita (que esse tipo de treinamento é perigoso para crianças ou que pode levar a distúrbios nos ossos), o Colégio Americano de Medicina dos Esportes (CAME) afirma que o treinamento de resistência pode ser uma atividade segura e eficiente para grupos dessa faixa etária, desde que o programa seja propriamente desenvolvido e supervisionado por um profissional competente. Continue reading

Jun 25

Musculação para crianças

A obesidade infantil é um grave e crescente problema que vem incomodando as principais entidades de saúde no mundo todo. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade atinge cerca de 15% das crianças.

A probabilidade de uma criança obesa se tornar um adulto obeso é de 20% e pode chegar a 40-80% se esta criança persistir obesa na adolescência. Como se não bastasse por si só, a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de diversas doenças crônico-degenerativas, tais como, a hipertensão, o diabetes tipo 2, entre outras. Sendo assim, os riscos à saúde associados à obesidade são diversos, contudo, através de informações podemos contribuir para a diminuição dessas estatísticas.

Diversos são os fatores que contribuem para essa situação negativa. Um dos principais exemplos que podemos citar é a diminuição da atividade física, devido a fatores como o avanço tecnológico e o aumento da violência urbana.

É cada vez mais comum, nos momentos de lazer, observar crianças em suas casas em frente a videogames e computadores e, em contrapartida, muito raro ver crianças brincando nas ruas.

Essas mudanças dos hábitos infantis, com o passar dos anos, tende a mudar o perfil físico da maioria das crianças. A criança que antes poderia ser ativa e magra, hoje é inativa e gorda.

Esse fato leva os profissionais da área da saúde a estudarem estratégias e opções de atividades que possam, de uma forma ou de outra, compensar o sedentarismo proporcionado pelos hábitos de vida modernos.

Uma opção interessante de atividade física que vem crescendo no meio infantil e juvenil é a prática da musculação. Uma sala de musculação oferece, dentre demais benefícios, uma atividade eficiente em um local seguro, o que atende grande parte da expectativa dos pais.

Mitos como “a musculação não pode ser praticada por crianças porque atrapalha o crescimento” já foram derrubados graças aos avanços científicos. Portanto, não há respaldo que suporte tais inverdades, desde que a atividade seja prescrita e supervisionada por um profissional de educação física especializado no assunto. Sendo assim, a musculação soma-se às demais atividades, ampliando o leque de opções de forma eficaz e segura, de modo a satisfazer pais, crianças e professores.

Cabe a nós, profissionais de educação, a função de divulgar essa idéia a fim de contribuir para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida de nossas crianças.

Texto: Prof. Cauê V. La Scala Teixeira – CREF 4257-G/SP
Licenciatura Plena e Bacharelado em Educação Física – FEFIS/UNIMES (2004);
Pós-graduação em Fisiologia do Exercício – CEFE/UNIMES (2006);
Pós-graduação em Aspectos Fisiológicos e Metodológicos Atualizado do Treinamento de Força – UNISANTA (2009)
 

Jun 24

Estudo de fisioterapeuta investiga desenvolvimento motor de bebês

Detectar precocemente atrasos no desenvolvimento motor, especialmente do controle postural de bebês com um ano de vida, pode evitar muitos problemas. Quando existem maiores chances de as alterações ocorrerem, como é o caso dos bebês que nascem pequenos para a idade gestacional (PIG), a questão se torna ainda mais complexa.

Neste sentido, a fisioterapeuta Ana Carolina Gama e Silva Brianeze decidiu avaliar e comparar o controle postural, por meio da investigação de testes de avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor desses bebês, detectando possíveis desvios no desenvolvimento. O trabalho foi desenvolvido junto ao Grupo Interdisciplinar de Avaliação do Desenvolvimento Infantil (Giadi) do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp. Continue reading

Jun 24

Pé Chato – Quando os pais devem se preocupar

O pé chato é um dos motivos que mais levam pais a consultórios ortopédicos. A prática do uso de palmilhas e botinhas incutiu na sociedade uma preocupação extrema com a conformação do pé da criança.

É importante esclarecer, no entanto, que quando a criança nasce ainda não possui o arco plantar (aquela curvinha existente no pé), pois nessa região normalmente existe gordura, o que deixa o pezinho totalmente plano. A partir dos dois anos inicia-se a formação do arco, espontaneamente, pelo próprio crescimento da criança. Este desenvolvimento pode ocorrer até os seis anos ou mais.

O desenvolvimento dos membros inferiores da criança só deve ser motivo de preocupação para os pais em casos de dor constante ou deformidades aparentes ou progressivas. Se for observada perda da curvatura dos pés, principalmente por volta dos 8 ou 9 anos de idade, a criança deve ser avaliada por um especialista em ortopedia pediátrica.

Hoje, ao invés das botinhas e palmilhas, o que os ortopedistas recomendam é a observação periódica por um especialista para detectar alterações da evolução normal e os casos patológicos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica