Jun 21

Parecer técnico sobre o treinamento de musculação durante a infância e adolescência

O treinamento resistido (musculação) para crianças e adolescentes infelizmente ainda é um tema muito controverso para muitos profissionais da saúde, como médicos e educadores físicos. A causa dessa controvérsia deve-se justamente ao fato de alguns desses profissionais estarem desatualizados com relação a esse tema, pois nos últimos anos muitas pesquisas têm demonstrado os verdadeiros efeitos de um programa de força para crianças e adolescentes.

Os estudos mais antigos constantemente questionavam a segurança e eficiência de um treinamento de força para essa faixa etária, mas novas evidências têm indicado que tanto crianças quanto adolescentes podem aumentar a força muscular em conseqüência de um treinamento de força (GUY & MICHELI, 2001; FAIGENBAUM et al, 1999).  Continue reading

Jun 21

Como prevenir a obesidade infantil

É consenso que a obesidade infantil vem aumentando de forma significativa e que ela determina várias complicações na infância e na idade adulta. Na infância, o manejo pode ser ainda mais difícil do que na fase adulta, pois está relacionado a mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais, além de uma falta de entendimento da criança quanto aos danos da obesidade.

Prevenir a obesidade infantil significa diminuir, de uma maneira racional e menos onerosa, a incidência de doenças crônico-degenerativas. Continue reading

Jun 20

Obesidade infantil: prevalência, causas e consequências

Obesidade é definida como acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de trazer consequências negativas para a saúde, caracterizando-se como uma doença crônico-degenerativa.  Na atualidade, uma das principais preocupações dos profissionais da área da saúde é que a obesidade, na maioria das pessoas, iniciou-se na infância ou na adolescência. Inclusive, diversos estudos têm demonstrado um aumento considerável na prevalência da obesidade infantil, o que torna o problema ainda mais grave. Pois, além de ser um grande preditor da obesidade na vida adulta, o sobrepeso está associado ao aumento dos riscos de várias doenças.

Dados da Organização Mundial de Saúde demonstram que existem no mundo 17,6 milhões de crianças menores de cinco anos com obesidade. Na faixa etária de seis a 11 anos, o número de crianças com sobrepeso dobrou nas últimas quatro décadas. Nos Estados Unidos, a prevalência aumentou 62%, passou de 16,8% para 27,3%. Já em alguns países europeus, o crescimento foi de 10 a 40% nos últimos anos (WHO, 2004). Continue reading
Jun 20

Importância da Ludicidade no Desenvolvimento Motor de Crianças com Síndrome de Down

Todo o comportamento humano pode ser convenientemente classificado como sendo pertencente a um dos três domínios, ou seja, cognitivo, afetivo-social e motor. Fazem parte do domínio cognitivo, operações mentais como a descoberta ou reconhecimento de informação. Do domínio afetivo-social fazem parte os sentimentos e emoções. Neste estudo abordaremos o domínio motor, do qual faz parte os movimentos. Em muitos estudos, o domínio motor é mencionado como domínio psicomotor, em função do grande envolvimento do aspecto mental ou cognitivo na maioria dos movimentos.

Depois da abordagem sobre os domínios do comportamento humano, buscamos conceituações que facilitassem o nosso estudo, sobre o desenvolvimento motor através do lúdico para crianças com Síndrome de Down de 3 a 6 anos. O movimento tem sido definido de várias formas por diferentes autores. De acordo com Neweel (1978), refere-se geralmente ao deslocamento do corpo e membros produzido como conseqüência do padrão espacial e temporal da contração muscular. É através de movimentos que o ser humano aprende sobre o meio social em que vive. As primeiras respostas de uma criança recém–nascidas são motoras,o seu progresso é medido através de movimentos. Continue reading

Jun 20

Musculação na infância e adolescência

O treinamento de força (musculação) para crianças e adolescentes ainda parece ser muito controverso para muitos profissionais da saúde, como médicos e educadores físicos. A causa dessa controvérsia deve-se justamente ao fato de muitos desses profissionais estarem desatualizados, pois nos últimos anos muitas pesquisas tem demonstrado os verdadeiros efeitos de um programa de força para crianças e adolescentes. Os estudos mais antigos constantemente questionavam a segurança e eficiência de um treinamento de força para essa faixa etária, mas novas evidências tem indicado que tanto crianças quanto adolescentes podem aumentar a força muscular em consequência de um treinamento de força (GUY & MICHELI, 2001; FAIGENBAUM et al, 1999). Os riscos de um treinamento de força bem orientado e individualizado são praticamente nulos (BLINKIE, 1993), enquanto vários benefícios podem ser obtidos mediante o treinamento com pesos. Continue reading

Jun 20

A percepção dos professores de natação para bebês sobre a psicomotricidade relacional e funcional no meio líquido

A percepção dos professores de natação para bebês sobre a psicomotricidade relacional e funcional no meio líquido*
Luiz Juvêncio Pereira Fagundes1
Marines Ramos2

RESUMO
Este estudo teve como objetivo de analisar a percepção dos professores de natação para bebês sobre a Psicomotricidade relacional e funcional no meio líquido. O presente trabalho caracterizou-se como sendo do tipo descritivo. A população foi constituída por professores graduados em Educação Física que atuam em escolas particulares de natação na cidade de Porto Alegre – RS. A amostra se compôs de um total de 6 professores de 5 escolas particulares de natação em diferentes locais de Porto Alegre – RS, no qual dos 6 professores 4 são do sexo feminino e 2 são do sexo masculino, na faixa etária entre 20 e 45 anos. Os dados foram obtidos através de um questionário validado por dois profissionais da área, contendo 8 questões, fechadas  e abertas, versando sobre os objetivos específicos de estudo. A investigação revelou pouco conhecimento dos professores de natação para bebês, que participaram dessa amostra  sobre a psicomotricidade relacional e funcional no meio líquido. Portanto, fica uma reflexão sobre os resultados encontrados neste estudo, que o tema desta pesquisa ainda precisa ser mais discutido e refletido, pois são poucas as pesquisas que contribuam para legitimação dessa área de estudo, assim com a necessidade destes professores de uma formação continuada.
Palavra-chave: Professor – Natação – Bebê – Psicomotricidade.

*Trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em Psicomotricidade da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA.
1 Pós-graduando de Psicomoticidade da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, Canoas, RS.
2 Professora Mestre e docente Universidade Luterana do Brasil – ULBRA.
Jun 12

Treinamento para Crianças e Jovens

Cada vez mais crianças e jovens estão em evidência no esporte competitivo, seja na ginástica artística com meninas de 10 anos ou até mesmo no futebol profissional com garotos de 15-16 anos. Considerando a idade que essas “crianças” estão chegando ao topo do esporte nacional e internacional, levanta-se uma questão muito importante: será que o treinamento aplicado aos jovens atletas está de acordo com sua maturação biológica, sem prejudicar a sua carreira futura?

Neste estudo procurou-se demonstrar os aspectos do desenvolvimento infantil e as características do treinamento para esses jovens. “A criança não é uma miniatura do adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não é só menor, mas também diferente” (CLAPARÈDE, citado por WEINECK, 1991, p. 246). As crianças não são adultos em miniaturas que podem ser programadas para desempenhar atividades fisiológicas e psicológicas potencialmente tão questionáveis (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000; GALLAHUE; OZMUN, 2001; BOMPA, 2002).

As crianças e adolescentes, em comparação com os adultos, ainda se encontram em fase de crescimento, onde surgem inúmeras alterações físicas, psicológicas e psicossociais, que provocam conseqüências para a atividade corporal ou esportiva (WEINECK, 1991; ASTRAND, citado por TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). O treinamento aplicado aos adultos não deve ser transferido aos jovens sem as devidas adaptações (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000). “As crianças são quanto ao seu desenvolvimento imaturas e, por isso, faz-se necessário estruturar experiências motoras significativas apropriadas para seus níveis desenvolvimentistas particulares” (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 107). Continue reading

Jun 09

Crianças podem não se tornar adolescentes saudáveis porque têm dieta pobre

A adolescência, etapa da vida compreendida entre a infância e a fase adulta, é marcada por uma série de transformações físicas. É na adolescência que uma pessoa adquire cerca de um sexto de sua estatura definitiva e metade de seu peso ideal enquanto adulto.

Portanto, uma dieta alimentar inadequada, pobre em energia e vitaminas, pode prejudicar o desenvolvimento do jovem e atrasar a ocorrência da puberdade. Então, é importante monitorar se, no final da infância, as crianças estão ingerindo todos os nutrientes de que necessitam para se tornarem adolescentes saudáveis. Esse monitoramento foi feito por Maria de Fátima Machado de Albuquerque e Adriana Maria Monteiro, da Universidade Federal de Alagoas.

Em 1998, as pesquisadoras estudaram cerca de 250 meninos e meninas, de nove a dez anos, matriculados em escolas públicas municipais de Maceió (AL). “A ingestão de nutrientes foi investigada através da aplicação, diretamente ao escolar, de um inquérito recordatório de 24 horas, a partir do qual foi possível conhecer a sua alimentação no dia anterior à coleta dos dados e analisá-la quanto ao valor energético, macronutrientes e alguns micronutrientes (cálcio, fósforo, ferro e as vitaminas A, B1, B2, C e niacina)”, contam Maria de Fátima e Adriana Maria em artigo publicado em setembro de 2002 na Revista de Nutrição. Continue reading

May 30

Estudo comparativo constata sedentarismo de jovem urbano

O educador físico Aylton José Figueira Junior comparou em dois períodos diferentes o comportamento nutricional e o nível de atividade física de grupos distintos de adolescentes de 11 a 15 anos e detectou que a urbanização impõe um comportamento sedentário para os garotos e garotas que residem em uma região metropolitana.

“O sedentarismo tem sido agravado nos últimos anos devido a vários fatores, entre os quais os hábitos alimentares, a jornada desenfreada de trabalho da família e a falta de espaço para a prática de atividade física em razão da verticalização das residências. Isto reflete de forma negativa na condição física dos adolescentes da área urbana”, defende Figueira Junior em sua tese de doutorado apresentada na Faculdade de Educação Física (FEF) e orientada pela professora Maria Beatriz Rocha Ferreira. Continue reading