Jun 26

Benefícios e riscos da atividade física para diabéticos

Os exercícios podem oferecer inúmeros benefícios para os portadores de diabetes, porém é necessário que se conheçam os possíveis riscos que um programa de treinamento pode trazer diante desta patologia.

Introdução

Sugere-se que para ocorrência da diabete deve haver uma interação entre predisposição genética e fatores ambientais (SILVEIRA NETO; 2000), dos quais pode-se destacar: obesidade (particularmente a deposição de gordura intra-abdominal), inatividade física e idade avançada. A obesidade diminui o número de receptores insulínicos nas células-alvo em todo o corpo, fazendo com que a quantidade de hormônio disponível seja menos eficaz na promoção de seus efeitos metabólicos (GUYTON & HALL, 1997; FRONTERA, DAWSON & SLOVIK, 1999; SILVEIRA NETO, 2000). Mal-hábitos também podem ser perigosos, a hiperfagia por si só, é responsável por alguns níveis de resistência à insulina, como se pode comprovar pelo declínio nos níveis de glicose plasmática ocorrido em diabéticos do tipo 2 que se submetem a uma dieta de restrição calórica (SILVEIRA NETO; 2000).

Na diabete melito, a maioria das características patológicas pode ser atribuída a um dos três efeitos principais da falta de insulina, a saber: (1) menor utilização de glicose pelas células corporais com conseqüente aumento da concentração sanguínea de glicose; (2) depleção de proteínas nos tecidos corporais; e (3) aumento acentuado da mobilização de gordura das áreas de armazenamento, produzindo metabolismo lipídico anormal e também o depósito de gorduras nas paredes vasculares (GUYTON & HALL, 1997). Continue reading

Jun 26

Metodologia avalia resposta de músculos em exercícios físicos

Uma metodologia alternativa para avaliar a resposta dos músculos do corpo humano envolvidos em uma atividade física foi testada em 14 voluntários no Laboratório de Estudos Eletromiográficos da Faculdade de Educação Física (FEF). O índice do limiar de fadiga neuromuscular é indicado para atletas, idosos ou indivíduos que precisam aferir o esforço e a velocidade dos movimentos, servindo como parâmetro de treinamento ou avaliação física. Consegue-se, por exemplo, identificar os músculos deficientes em determinada atividade e, assim, aperfeiçoar os exercícios voltados para aquela região do corpo. Continue reading

Jun 24

Colesterol alto: só exercícios, não o reduz

Apesar da maioria das pessoas saberem algo sobre o colesterol, vamos esclarecer o que é mito e o que é verdade. O colesterol é uma gordura necessária ao nosso organismo, mas quando uma de suas frações (LDL) se eleva no sangue, é um perigoso fator de risco para doenças cardíacas porque é a causa da doença aterosclerose que provoca o infarto do miocárdio e o derrame cerebral.

Ele resulta do metabolismo das gorduras saturadas e tem subdivisões (frações) importantes: fração HDL, conhecida como colesterol bom, e fração LDL, o mau colesterol.

O nível do LDL pode estar elevado por fator genético e por dieta inadequada rica em gorduras. A maior parte do colesterol, cerca de 70%, é fabricado no fígado e também pelas vísceras cobertas de adiposidades nas pessoas com largas cinturas abdominais (barrigudos!), enquanto que apenas 30% provém da alimentação. Existem pessoas que nascem geneticamente destinadas a serem grandes produtoras de colesterol, e que se não for metabolizado convenientemente, ficará sobrando na circulação podendo se depositar na parede interna dos vasos arteriais. Continue reading

Jun 24

Benefícios dos exercícios físicos regulares e da melhoria da aptidão física na saúde de adultos

A atividade física regular está associada com inúmeros benefícios para a saúde física e mental em homens e mulheres adultos.

A incidência do sedentarismo associado a um alimentação extremamente calórica justificam o aumento da obesidade em todo o mundo. Junto com a obesidade surge uma série de complicações patológicas graves, tais como o aumento da resistência à insulina, hiperinsulinemia, diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão arterial, hipercoagulabilidade sanguínea e microalbuminúria, alterações constituintes da síndrome metabólica. Esta situação está associada a um aumento significativo da incidência de doença arterial coronária, cerebral e periférica.

O aumento da incidência de obesidade em todo o mundo é acompanhado por um aumento da morbilidade. Entre as medidas mais importantes para o combate da obesidade estão a dieta e o estabelecimento dos níveis adequados de exercícios físicos. Continue reading

Jun 24

A importância da hidratação na prática de esportes na praia

No verão diversas pessoas migram para as praias do litoral brasileiro em busca de diversão. Muitos aproveitam os feriados e as férias coletivas para curtir a estação praticando esportes aquáticos e de areia. É nessa época que os cuidados com a pele, corpo e alimentação devem ser redobrados, pois com o aumento da população nas cidades litorâneas, surgem às viroses, infecções alimentares, insolações e desgastes físicos por conta do calor.

No que diz respeito à prática de esportes e atividades física nas praias, as recomendações mais importantes estão associadas à hidratação do organismo, com o consumo abundante de líquidos, no tempo da prática esportiva, que deve ser na média de 45 minutos diários, quatro vezes por semana e o horário da prática esportiva, que deve ser antes das 10hs e após as 17hs.

De acordo com o cardiologista e médico do esporte responsável pelo Sport Check-up do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, Dr. Nabil Ghorayeb, a prática de esportes é bem vinda, desde que realizada de forma correta sem sacrificar o organismo. “Recomendamos as atividades de cunho aeróbico como caminhadas, corridas, bike, lazer na água, frescobol, futebol, vôlei de praia, entre outros. Essas atividades devem ser praticadas moderadamente e nos horários em que o sol está menos agressivo. Outro fator determinante é a condição ambiental. O excesso de calor com a alta sensação térmica e a poluição das praias (areia e água) também devem ser levadas em conta”, afirma o cardiologista e médico do esporte. Continue reading

Jun 23

Exercícios em Ambientes Frios

A exposição humana em ambientes frios, produz uma solicitação fisiológica e psicológica significativa que ocupa uma posição proeminente entre os diferentes ambientes terrestres em termos de conseqüências letais. Todas as formas de vida são limitadas pelas suas respectivas capacidades de sobreviver a extremos de temperaturas.

Para a maioria dos organismos homeotérmicos, temperaturas baixas, mesmo acima do congelamento, interferem nos processos de metabolismo, resultando disto lesões ou morte. Em contraste com a exposição aos ambientes quentes, em exposição ao frio; o exercício provoca a termogenese, a qual ajuda o organismo a prevenir o resfriamento excessivo do corpo. Continue reading

Jun 22

Coração, anti-inflamatórios e sal, nos exercícios

Não tem jeito, como Médico do Esporte e Cardiologista sou obrigado a comentar os crescentes usos e abusos da automedicação indiscriminada de anti-inflamatórios analgésicos (exemplo ADVIL®, VOLTAREM®) e os famosos biscoitos salgados, durante treinos e principalmente nas populares provas de rua. A intenção é nobre, não sentir dor muscular ou das articulações quando correr.

Aí é que mora o problema, na boa fé dos esportistas e até de atletas rodados, que viram verdadeiras bombas relógio para a lesão muscular, dos tendões e das articulações dos tornozelos e dos joelhos, que ocorrerá mais dia menos dia, só pelo uso de anti-inflamatórios sem prescrição médica. A dor é um alerta genial da natureza avisando de que algo ruim está acontecendo, aboli-la é deixar de saber que se iniciou uma distensão muscular ou tendinite ou artrite que irá piorar com a continuidade do exercício. Continue reading

Jun 22

Atividade física é garantia de vida longa e saudável

A inatividade física (sedentarismo) assim como o tabagismo, a hipertensão arterial e o colesterol elevado compõem os fatores de risco causadores de importantes doenças cardiovasculares, principal problema de saúde atual. A idéia da relação entre atividade física e saúde não é recente: foi mencionada pelos filósofos gregos e romanos, entretanto, somente a partir dos anos 50, ao se pesquisar quais doenças atingiam os funcionários aposentados, da companhia de ônibus (motoristas) de Londres, comparadas com os dos correios, concluiu-se que os motoristas tinham o dobro de doenças do coração do que os carteiros.

Hoje sabemos que o baixo nível de atividade física é um importante fator no desenvolvimento de doenças crônico degenerativas, como obesidade, diabetes tipo II, hipertensão arterial, angina/infarto do miocárdio, osteoporose e vejam só, do câncer de mama e do reto. Inversamente, a atividade física isoladamente pode reduzir o risco de desenvolvimento dessas doenças crônicas, além de aumentar a expectativa de vida e evidente melhor controle do peso corporal. Continue reading

Jun 22

Estudo sugere caminhadas e musculação na menopausa

Mulheres na menopausa devem fazer caminhadas e exercícios de musculação. É o que recomenda Valéria Bonganha, graduanda em educação física, em trabalho de iniciação científica orientado pela professora Vera Aparecida Madruga Forti, com bolsa do CNPq. Valéria fez uma avaliação da composição corporal em voluntárias e constatou que 80% estavam acima dos níveis considerados ideais, o que implica altos riscos para a saúde. Ela também submeteu as mulheres a um treinamento intensivo durante dez semanas e conseguiu uma melhora na força muscular e na capacidade aeróbia. Os resultados apontaram para um aumento maior do que o considerado significativo, ou seja, 5%, mesmo num curto período de treinamento.

Segundo Valéria Bonganha, as voluntárias adquiriram flexibilidade e resistência em uma série de atividades diárias, como realizar caminhadas mais longas até o supermercado e padaria, e subir e descer escadas. “Já se sabe que no período da menopausa há um aumento do peso corporal por conta da perda hormonal. Além disso, a mulher começa a perder funções importantes e é justamente neste ponto que os exercícios de musculação ajudam no ganho de força muscular”, explica. Inicialmente, a graduanda conseguiu 40 voluntárias, mas apenas 10 atendiam aos critérios exigidos para a pesquisa. Continue reading

Jun 22

Deficiência mental e exercício

A falta de incentivo à prática de atividades físicas por parte da família, escola e sociedade, faz com que os portadores de deficiência mental sejam cada vez mais sedentários. O que torna difícil prover-los de autonomia e melhores condições sobrevivência. Estudos apontam que a prevalência de obesidade é maior, e a força muscular é expressivamente menor, em indivíduos com deficiência mental, comparados à população em geral (BEANGE; MCELDUFF e BAKER, 1995).

Diversas pesquisas têm demonstrado que deficientes mentais podem obter os mesmos benefícios com a atividade física que pessoas sem deficiência, como: aumentos de força e melhoras na performance das atividades diárias, além de aprimorar as funções metabólicas (STOPKA et Al., 1994). Continue reading