Jun 23

Estudo liga caminhada à menor pressão arterial em 24 horas

exercício e saudeA capacidade de caminhada em pacientes com doença arterial periférica tem uma relação inversa com a pressão arterial ambulatorial: aqueles que caminharam mais durante uma avaliação realizada na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP apresentaram melhor resposta da pressão arterial ao longo de um período de 24 horas. Os dados são de um estudo realizado pelo educador físico Aluísio de Andrade Lima.

A pesquisa foi realizada com um grupo de 73 pacientes, de ambos os sexos, com doença arterial periférica e idade média de cerca de 63 anos. Os participantes foram recrutados na Divisão Vascular do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Continue reading

May 04

Relação da aldosterona com a hipertensão renal

Palavras Chaves: Aldosterona, hipertensão secundária, angiotensina I, angiotensina II e renina

A aldosterona é o principal mineralcorticóide, responsável por pelo menos 85% de toda a atividade de mineralcorticóide. Ele atua promovendo principalmente a reabsorção renal de sódio e, portanto, faz com que o corpo o retenha. Portanto a aldosterona combate a desidratação. A retenção de sódio leva igualmente ao aumento da excressão de potássio e por isso, a aldosterona também tem um papel importante no equilíbrio do potássio.

Por essas razões, a secreção da aldosterona é estimulada por muitos fatores, incluindo a diminuição do sódio plasmático, a diminuição do volume sanguíneo, a diminuição da pressão arterial e o aumento da concentração plasmática de potássio. O hiperaldosteronismo é uma das principais causas da hipertensão secundária, onde a aldosterona tem níveis dos limites fisiológicos na influência para o risco de hipertensão. Continue reading

Nov 07

Atividade física, distúrbios hipertensivos e diabetes na gestação

exercicioparagestanteOs principais distúrbios hipertensivos na gestação são: pré-eclâmpsia, que consiste em elevados níveis pressóricos associados à proteinúria ou edema patológico; hipertensão arterial induzida pela gravidez (aumento do nível pressórico após a 20ª semana de gestação) e hipertensão arterial crônica (a gestante já era hipertensa antes de engravidar) (Ferrão, 2006).

Esses distúrbios são relativamente comuns e afetam 3-9% das gestantes em todo mundo. No Brasil esse índice é um pouco maior, podendo atingir 6-17% (Oliveira et al., 2006). Os principais fatores de risco são: obesidade pré-gestacional, extremos de idade materna, histórico familiar, raça negra, gravidez múltipla e diabetes (Roberts et al., 2011; Mudd et al., 2013). Continue reading

Jul 27

O que é hipertensão

imcehipertensaoHipertensão, usualmente chamada de pressão alta, é ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. O coração e os vasos podem ser comparados a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos esguichos a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia o sangue. Se os vasos são estreitados a pressão sobe.
Jun 20

Exercício físico e hipertensão arterial: relato de caso

Paciente I.A., sexo feminino, 56 anos, branca, casada, natural de Campinas, SP, na pós-menopausa, com hipertensão arterial detectada há 6 meses, assintomática, sem uso de medicação, encaminhada para programa de atividade física supervisionada.

Antecedentes pessoais:

  • nega
    – tabagismo,
    – etilismo,
    – diabete,
    – dislipidemias,
    – história prévia de hipertensão arterial,
    – doenças cardiovasculares ou outras doenças crônicas,
    – uso de medicamentos. 
  • Refere sedentarismo.

Antecedentes familiares:

  • pai hipertenso,
  • tio falecido de infarto agudo do miocárdio.

Exame físico:

  • PA = 165 x 100 mmHg,
  • FC = 92,
  • Peso = 60 kg.
  • Não foram encontradas outras anormalidades ao exame físico, exceto exame de fundo de olho, que apresentava aumento do reflexo arteriolar.Exames laboratoriais:
  • sem alterações,
  • ECG normal,
  • teste ergométrico negativo.

Evolução:

  • A paciente foi admitida em programa de condicionamento físico de prevenção primária com treinamento, três vezes por semana, com exercícios isotônicos, com 60% – 70% da freqüência cardíaca máxima, durante período de seis meses, após o qual repetiu o teste ergométrico para comparação evolutiva de parâmetros hemodinâmicos. Durante esse período, não apresentou efeitos adversos relacionados ao programa. Continue reading
Apr 21

Estudo constata que oscilação corporal coloca hipertenso sob risco de acidente

Pesquisa desenvolvida em laboratório da FEF revela que perigo é maior após ingestão de remédio

 As oscilações corporais de um hipertenso são maiores quando comparadas às de um sujeito com níveis normais de pressão arterial e tendem a se acentuar nos primeiros 30 minutos após a ingestão do anti-hipertensivo, o que coloca essa pessoa sob risco iminente de queda e outros acidentes nesse período. Na prática, é como se o medicamento provocasse uma grande desordem no organismo, para depois organizá-lo novamente. A constatação, ainda preliminar, é de um estudo inédito conduzido pela professora Antonia Dalla Pria Bankoff, responsável pelo Laboratório de Eletromiografia e Biomecânica da Postura (LAP) da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp. De acordo com ela, o ideal seria que o indivíduo que depende desse tipo de tratamento só executasse atividades como caminhar, trabalhar ou dirigir uma hora depois de tomar o remédio. Continue reading

Aug 29

Tabagismo e pressão arterial

Tabagismo eleva FC, pressão arterial e reduz elasticidade das artérias

O estudo, realizado na FMUSP, abre precedentes para a realização de novas pesquisas relacionando o fumo ao sistema circulatório e ajuda a entender os mecanismos que resultam nas alterações hemodinâmicas clínicas. Pela primeira vez na literatura médica o monóxido de carbono (CO), decorrente do tabagismo, foi correlacionado ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial diastólica (a mínima). O estudo, realizado pela cardiologista Maria Alice Melo Rosa Tavares Silva, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), também concluiu que os tabagistas têm a capacidade elástica do sistema arterial reduzida em até seis vezes, quando comparada com a de não-fumantes.

“Há algum tempo já se fala em alterações circulatórias ocasionadas pelo fumo, mas nunca havia sido feita uma correlação”, revela. A pesquisa ainda constatou outras alterações clínicas relevantes no sistema cardiovascular dos fumantes. A pressão arterial sistólica (a máxima), assim como a freqüência cardíaca, sofreram significativas elevações após o consumo de um cigarro, sendo que estes efeitos podem durar até vinte minutos. Além disso, os tabagistas apresentavam, em média, concentrações de CO quatro vezes maior no ar expirado quando comparado ao grupo não-fumante, mesmo após ficarem 12 horas sem fumar. Continue reading

Jul 30

Estudo relaciona dieta rica em açúcar com hipertensão arterial

Um experimento de laboratório relaciona a dieta rica em açúcar com o desenvolvimento da hipertensão arterial. O trabalho foi realizado pela fisioterapeuta Tatiana de Sousa da Cunha para seu doutoramento na Faculdade de Odontologia de Piracicaba, sob orientação da professora Fernanda Klein Marcondes.

Instituto do Coração ajudou na pesquisa
De acordo com Tatiana Cunha, a ingestão de frutose por animais de laboratório durante 12 semanas causou disfunção renal e prejuízo no controle da concentração sanguínea de glicose. A fisioterapeuta explica que, mesmo não tendo observado elevação da pressão arterial e diabetes nos animais, eles apresentaram menor eficiência no controle da pressão arterial e se mantiveram em um estado denominado de pré-diabetes.

Neste sentido, a autora, que no estudo buscou entender as complicações decorrentes de diabetes mellitus, sugere que a associação entre a dieta rica em carboidratos e os problemas cardiovasculares pode estar relacionada com lesões renais em estágios iniciais da hipertensão ou diabetes. Continue reading