Jul 28

Caminhoneiros apresentam diabetes, pressão alta e consumo de álcool

Em uma pesquisa realizada com 1014 motoristas de caminhão, 735 declararam fazer uso de bebida alcoólica. Nesse grupo, 31% (229) já sofreram acidente de trânsito, 196 tinham alguma doença crônica e 189 faziam uso de medicamentos. A hipertensão arterial severa foi identificada em 70 motoristas e a diabetes mellitus em 33, sendo que 56 apresentaram níveis glicêmicos considerados altos e que poderiam levar a diabetes.

“A pressão arterial acima dos limites, encontrada entre os bebedores de risco, pode levá-los a desenvolver doenças cardiovasculares, mas também não estão imunes aqueles que fazem uso em doses consideradas de baixo risco. A questão é preocupante, pois eles não têm percepção desse risco”, relata a professora Sandra Cristina Pillon, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, que orientou o trabalho realizado pela mestranda Josélia Benedita Carneiro Domingos. As alunas Fernanda Bruzadelli e Ligia Arantes também participaram da pesquisa. Continue reading

Nov 29

Hipertensão: elo entre obesidade e doenças cardiovasculares

Depois de 14 anos de pesquisas, os franceses confirmam o que especialistas do mundo todo suspeitaram durante muito tempo: a hipertensão arterial é a chave para o aumento do risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais fatais em pessoas obesas ou com sobrepeso. O estudo acompanhou a saúde de mais de 240 mil pessoas ao longo de 14 anos. Seus resultados estão publicados na última edição da Hypertension, revista científica mais importante da área.

Segundo os pesquisadores, a contribuição mais importante do estudo é que a hipertensão arterial aparece como um mecanismo pelo qual a obesidade leva à doença cardiovascular. Homens e mulheres com sobrepeso, por serem hipertensos, apresentaram o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco ou apoplejia fatal se comparados às pessoas com sobrepeso e pressão arterial normal. Os resultados se concentram predominantemente em homens e mulheres de meia-idade. Continue reading

Oct 26

Fisiologia do exercício físico e hipertensão arterial: uma breve introdução

Resumo

A realização de um exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas nos sistemas corporais e em particular no cardiovascular. Objetivando manter a homeostasia celular diante do rápido aumento das necessidades metabólicas, há um incremento substancial do débito cardíaco, uma redistribuição do fluxo sangüíneo e uma elevação da perfusão circulatória para os músculos ativos.

Os níveis tensionais sobem durante o exercício físico e, no esforço predominantemente estático, podem alcançar cifras medidas por cateter e transdutor intra-arterial superiores a 400/250 mmHg em indivíduos jovens saudáveis, sem provocar danos à saúde. Contudo, sabe-se que o exercício físico regular – prevalentemente dinâmico ou estático – contribui para a redução da pressão arterial em hipertensos, tanto por um componente agudo tardio como pelo efeito crônico da repetição periódica e freqüente. Continue reading

Sep 27

Perder peso controla a pressão arterial

Mudanças no estilo de vida têm papel fundamental no controle da hipertensão, sendo uma solução de fácil acesso e barata. Medidas como perda de peso são simples e podem colaborar de forma decisiva para reverter as estatísticas negativas que predominam. A hipertensão é hoje o principal fator de risco para a ocorrência de doenças cardiovasculares, atingindo de 11 a 20 por cento da população brasileira.

Porém, quatro fatores não farmacológicos são capazes de auxiliar tanto a prevenção quanto o tratamento dela, são eles: aumento da atividade física, perda de peso, menor ingestão de sódio (sal comum de cozinha) e controle dos níveis de potássio. Muitos estudos vêm sendo realizados a fim de compreender melhor de que maneira tais recursos podem ser utilizados. Continue reading

Aug 28

Caminhada reduz pressão arterial, comprova estudo

Uma boa notícia para os 29 milhões de hipertensos no Brasil. Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Segundo dados das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, são 27 milhões de hipertensos com mais de 18 anos e 2 milhões de crianças e adolescentes que enfrentam o problema.

Após uma única sessão desse exercício aeróbico, na média, a pressão arterial sistólica (valor maior, quando o coração se contrai bombeando o sangue) caiu 14 milímetros de mercúrio (mm Hg) e a pressão arterial diastólica (valor inferior, quando o coração relaxa entre duas batidas cardíacas) caiu 4 milímetros, ou seja, de 13 por 9, por exemplo, passou para 11 por 8. Vinte e quatro horas depois essa pressão continuou reduzida em 3 milímetros na pressão sistólica e 2 milímetros na diastólica. Continue reading