Sep 12

Remédio na hora certa e na dose exata

remedioNão seguir à risca as orientações médicas, tomar remédios sem prescrição médica, com receitas repetidas, e ainda aumentar ou reduzir a dose do medicamento por conta própria. Estas posturas podem prejudicar a recuperação e, até mesmo, piorar o quadro clínico do paciente, alertam especialistas.

As negligências mais comuns no tratamento envolvem medicamentos para doenças cardiovasculares, hipoglicemiantes, além dos analgésicos. “Esses somam mais de 85% dos casos”, calcula a médica do Hospital das Clínicas da UFMG, Cristina Barbosa. Ela acrescenta que não seguir adequadamente o tratamento pode ser ainda mais perigoso quando o paciente é idoso ou usa múltiplos medicamentos. Continue reading

Jun 25

Combinar remédios prejudica a atividade do cérebro em idosos

Pesquisa revela que a combinação de remédios usados para combater problemas cardíacos, depressão e alergias pode aumentar o risco de morte e de deterioração de funções cerebrais entre pessoas idosas.

O estudo foi realizado com 13 mil pessoas de 65 anos ou mais, pela Universidade de Anglia, Reino Unido. O trabalho teve foco nos efeitos colaterais desses remédios sobre uma substância química chamada acetilcolina, produzida no cérebro. A aceliticolina é um neurotransmissor que exerce um papel vital no sistema nervoso. Muitos remédios, se tomados ao mesmo tempo, afetam o funcionamento da substância. A pesquisa, no entanto, ainda não é conclusiva sobre o risco da interação medicamentosa causar morte ou reduzir as funções cerebrais.

Matéria publicada no caderno Saúde do jornal Folha de São Paulo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Jun 21

A mídia e os medicamentos (Victoza, Rimonabant, Vioxx, Dorflex…)

Freqüentemente vemos reportagens estrondosas em veículos impressos e na televisão sobre medicamentos milagrosos. São várias páginas e incontáveis minutos dedicados a falar sobre os supostos benefícios de substâncias recém descobertas. Em outros momentos, por outro lado, passam despercebidas iniciativas extremamente interessantes que conseguiram curar doenças por meio de intervenções naturais, medicamentos caseiros, mudanças comportamentais etc. Aí surgem algumas perguntas: como e quem seleciona quais são as intervenções que terão atenção da mídia? Será que há um critério objetivo baseado nos reais benefícios que a sociedade pode obter? Ou será simplesmente uma questão de quem paga para ter atenção? Há um tempo, foram vistas matérias em revistas de grande circulação e emissoras de TV sobre um medicamento que supostamente serviria para “reduzir a barriga”, o Rimonabant. Prontamente, fui me informar sobre a substância e fiquei alarmado, me questionando como seria possível que veículos de comunicação pretensamente sérios fizessem aquele tipo de matéria. Esclarecendo, o Rimonabant é um medicamento que atua no sistema endocanabinóide, antagonizando o efeito gerado pelo receptor endocanabinóide e, consequentemente, diminuindo o apetite (Isoldi & Aronne, 2008). A famosa “larica” que alguns usuários de maconha sentem após o uso da droga se deve justamente à ativação desse receptor.