Jun 24

A musculação aumentando a qualidade de vida dos pacientes portadores de diabetes mellitus

O Diabetes mellitus (ou diabete melito) é um distúrbio do metabolismo dos carboidratos caracterizados por níveis elevados de açúcar no sangue (hiperglicemia) e da presença de açúcar na urina (glicosúria). A diabete ocorre quando existe uma produção inadequada de insulina pelo pâncreas, ou pela sensibilidade reduzida da célula em relação à insulina, ficando classificado em duas categorias:
Continue reading

Jun 23

Hipertrofia sarcoplasmática x miofibrilar

[Existem basicamente dois tipos de hipertrofia: sarcoplasmática e miofibrilar. A primeira é muito vista em fisiculturistas e atletas que treinam com repetições mais elevadas (maiores que 10), sendo uma de suas características básicas o aumento de volume com pequeno aumento de força, desta forma fica claro que a hipertrofia sarcoplasmática se manifesta em um aumento do líquido e demais organelas do sarcoplasma, que não as miofibrilas. Já a hipertrofia miofibrilar é mais vista em levantadores de peso, os quais treinam com repetições mais baixas (normalmente abaixo de 6), este tipo de hipertrofia manifesta-se morfologicamente como um aumento da densidade miofibrilar (aumento do tamanho do volume das miofibrilas) sem um aumento correspondente das demais organelas, desta forma há um ganho mais significativo de força.] Continue reading

Jun 23

Redução progressiva do treinamento de força na fase de polimento

Atualmente, sabe-se da importante influência do treinamento de força fora da água na performance dos nadadores, principalmente os velocistas. Para melhorar a potência de um atleta, deve-se melhorar a força máxima dinâmica e a força de potência desse desportista com o treinamento de força (ZATSIORSKY, 1999).

Estudos longitudinais realizados têm mostrado que na continuação de uma sessão de treinamento de força de alta intensidade, se produz uma melhora na capacidade de mobilizar rapidamente atividades de inervação mais fortes (DEVRIES, 1979; SCHMIDTBLEICHER, 1984). Este acontecimento pode levar a um recrutamento mais rápido de unidades motoras nos atletas, quando comparados a pessoas não treinadas em força. Continue reading

Jun 23

O poder da motivação

Desde o meu último texto, venho explanando sobre assuntos que me deparo no decorrer do dia-a-dia, no trato com os meus clientes e nas conversas que escuto dos mesmos na academia (lugar, que eu acredito, acrescentar muito na minha formação como profissional e como pessoa, além de contribuir no entendimento prático do que leio nos livros e nos artigos científicos). Desta vez, observei um aluno, que ficou muito tempo sem freqüentar a academia.

Após um breve retorno aos treinos, ele mostrou um desenvolvimento fantástico (“possivelmente”, devido à utilização de recursos farmacológicos), mas, logo depois, parou de treinar adequadamente, e o óbvio ocorreu: perda de massa magra acentuada e queda na auto-estima. Nas nossas conversas informais, revelou que estava utilizando fat burners para aumentar a sua disposição para os treinos, já que os mesmos, sem a ingestão de tais suplementos, nunca eram os mesmos… Uma pena, pois, como este indivíduo, várias pessoas creditam o seu sucesso e sua determinação ao uso de substâncias, e não de uma permissão pessoal e uma busca em direção daquela meta almejada. Continue reading

Jun 22

Sarcopenia

Conceitos

A redução da massa muscular associada com a idade foi denominada genericamente como sarcopenia (2,3). A sarcopenia pode ser definida como o decréscimo da capacidade neuromuscular com o avanço da idade, sendo caracterizada principalmente pela diminuição da quantidade e da habilidade das proteínas contráteis exercerem tensão necessária para vencer uma resistência externa à realização de uma tarefa (7). Sarcopenia é uma palavra de origem grega que literalmente significa “perda de carne” (sarx = carne e penia = perda).

Entretanto, este termo se refere a várias mudanças na composição corporal e funções corporais relacionadas. Provavelmente não existe declínio funcional e estrutural tão dramático quanto o da massa magra ou massa muscular com o passar do tempo (4). Continue reading

Jun 22

Estudo sugere caminhadas e musculação na menopausa

Mulheres na menopausa devem fazer caminhadas e exercícios de musculação. É o que recomenda Valéria Bonganha, graduanda em educação física, em trabalho de iniciação científica orientado pela professora Vera Aparecida Madruga Forti, com bolsa do CNPq. Valéria fez uma avaliação da composição corporal em voluntárias e constatou que 80% estavam acima dos níveis considerados ideais, o que implica altos riscos para a saúde. Ela também submeteu as mulheres a um treinamento intensivo durante dez semanas e conseguiu uma melhora na força muscular e na capacidade aeróbia. Os resultados apontaram para um aumento maior do que o considerado significativo, ou seja, 5%, mesmo num curto período de treinamento.

Segundo Valéria Bonganha, as voluntárias adquiriram flexibilidade e resistência em uma série de atividades diárias, como realizar caminhadas mais longas até o supermercado e padaria, e subir e descer escadas. “Já se sabe que no período da menopausa há um aumento do peso corporal por conta da perda hormonal. Além disso, a mulher começa a perder funções importantes e é justamente neste ponto que os exercícios de musculação ajudam no ganho de força muscular”, explica. Inicialmente, a graduanda conseguiu 40 voluntárias, mas apenas 10 atendiam aos critérios exigidos para a pesquisa. Continue reading

Jun 21

Professor, o que tenho que fazer para crescer?

Muitos praticantes de musculação e estudantes de Educação Física (é claro, não são todos!) fazem esse tipo de pergunta logo quando iniciam um programa de treinamento com pesos e continuam com essa “dúvida” por muito tempo. Quantas perguntas como essa, você praticante de exercícios com pesos já não fez ou escutou? Eu já cansei de ouvir esse tipo de pergunta……..

E sei também o que muitos querem escutar: ah! Esse suplemento é muito bom, ou aquele é melhor, e daí por diante. É claro que em alguns casos, o uso de suplementos se faz necessário, mas como o próprio nome já diz, é um recurso suplementar ao treinamento. Fico pensando o seguinte: nós estudamos fisiologia do exercício, anatomia, bioquímica, treinamento desportivo, biomecânica, a própria musculação, e parece que tudo isso acaba sendo o “suplemento” dentro de um programa de treinamento.

Jun 21

Plano geral de treinamento da força e da hipertrofia

Os trabalhos contra resistência visam a elevar o estado de treinamento, estes devem ser planejados antecipadamente. O planejamento a curto e médio prazo faz-se necessário para que os caminhos em direção ao objetivo alvo sejam traçados, assim como a definição previa das ações, para estarem sob controle durante a aplicação das cargas, que visam atingir a meta, sejam elaboradas com segurança.

No planejamento geral ou macrociclo, todas as características do treinamento, como percentual de cargas, microciclos, mesociclos etc, devem ser antecipadas para que ao longo dos meses vindouros, já estejam visualizadas com antecedência.

Predeterminar o volume, a intensidade e o período de tempo para a realização dos treinamentos, é de fundamental importância, quando desejamos resultados positivos sobre o desenvolvimento da qualidade de força visada e hipertrofia. Continue reading

Jun 21

Parecer técnico sobre o treinamento de musculação durante a infância e adolescência

O treinamento resistido (musculação) para crianças e adolescentes infelizmente ainda é um tema muito controverso para muitos profissionais da saúde, como médicos e educadores físicos. A causa dessa controvérsia deve-se justamente ao fato de alguns desses profissionais estarem desatualizados com relação a esse tema, pois nos últimos anos muitas pesquisas têm demonstrado os verdadeiros efeitos de um programa de força para crianças e adolescentes.

Os estudos mais antigos constantemente questionavam a segurança e eficiência de um treinamento de força para essa faixa etária, mas novas evidências têm indicado que tanto crianças quanto adolescentes podem aumentar a força muscular em conseqüência de um treinamento de força (GUY & MICHELI, 2001; FAIGENBAUM et al, 1999).  Continue reading

Jun 21

Forma de execução dos exercícios com peso livre

Uma das principais variáveis do treinamento de força é a forma de execução dos exercícios, considerada um dos fatores que pode determinar o resultado final de um ciclo de treinamento, tanto com objetivos estéticos quanto terapêuticos. Talvez, por isso, seja motivo de tantas controvérsias. No entanto, a maioria das discussões não possui embasamento teórico-prático, muito menos científico.

Normalmente, os temas sobre esse assunto abordam as vantagens em reduzir a amplitude do movimento, o que possibilita a utilização de uma maior carga, justificando que isso poderia contribuir para uma maior hipertrofia muscular. Além disso, há o mito de que grandes amplitudes de movimento aumentariam os riscos de lesões. No entanto, ao contrário disso, já está documentado que existe uma relação direta entre amplitude do movimento e estresse fisiológico (GENTIL, 2011; NOSAKA e SAKAMOTO, 2001) e que a utilização de amplitudes completas, como as realizadas pelos levantadores de peso, dificilmente causariam lesões (RASKE e NORLIN, 2011; GRANHED et al., 1988). Continue reading