Feb 24

Mitos da Nutrição Esportiva

Os atletas estão sempre procurando estar à frente dos seus competidores e o que eles escolhem como fonte de energia pode fazer bastante diferença. Como a nutrição esportiva é uma área que envolve a ciência do esporte, ela está sujeita a mitos e falsos juízos. Você provavelmente já ouviu todos eles, mas sabe o que é verdade?

Mito 1:

O açúcar deve ser evitado antes dos treinos e das competições O açúcar ingerido antes das competições aumenta os níveis de glicose e insulina no sangue, o que não é ruim. O açúcar é um tipo de carboidrato. Os carboidratos ingeridos antes do exercício, provenientes do açúcar ou de bebidas, podem melhorar a performance. Um atleta que não está abastecido fica cansado e o seu desempenho fica aquém do seu melhor.

Mito 2:

As distorções da imagem corporal acontecem apenas com as mulheres Os homens estão cada vez mais expostos a imagens de super homens – dos corpos dos lutadores profissionais às capas das revistas. Os homens estão mais e mais insatisfeitos com a aparência física. A distorção da imagem corporal é uma preocupação exagerada com defeitos imaginários ou insignificantes e é reconhecida como um distúrbio psicológico. Muitos técnicos e atletas podem não saber que ele ocorre tanto com homens quanto com mulheres.

Mito 3:

As vitaminas e minerais fornecem energia extra aos atletas As vitaminas e minerais agem como fatores coadjuvantes para liberar a energia armazenada nos alimentos, mas elas não fornecem energia extra aos atletas. Um programa de refeições rico em grãos, vegetais, frutas, carne e laticínios oferece energia aos atletas. Estes alimentos também são veículos para as vitaminas e minerais que o corpo necessita para utilizar a energia. Os suplementos polivitamínicos e/ou poliminerais podem ser necessários para alguns atletas; por si só, eles não fornecem energia extra.

Mito 4:

A proporção ideal de nutrientes é 40% de carboidratos, 30% de proteínas e 30% de gorduras Alguns programas alimentares recomendam que 40% da energia deve ser proveniente de carboidratos, 30% de proteínas e 30% de gorduras. As dietas com estas proporções podem prejudicar o desempenho, pois são baixas em calorias e carboidratos. As pesquisas indicam que os melhores programas para os atletas são os que oferecem aproximadamente 55% a 58% de energia vinda de carboidratos, 12% a 15% de proteínas e 25% a 30% de gorduras.

 Combata os mitos da nutrição esportiva

  • Seja cuidadoso com as informações fornecidas em sites comerciais se o objetivo da companhia for vender produtos e o produto não tiver a retaguarda de pesquisas.
  • Procure informações de organizações respeitadas, como a American College of Sports Medicine (ASCM) e a American Dietetic Association (ADA).
  • Convide um nutricionista esportivo para um workshop com a sua equipe, para a preparação de programas alimentares embasados na ciência da Nutrição.

 

 

Por CHRISTINE ROSENBLOOM, PhD, R.D.
Diretora do Departamento de Nutrição da Georgia State University e
Consultora de Nutrição da Georgia Tech Athletic Association (Atlanta, GA)

Nov 15

AMINOÁCIDOS

amino_acidOs aminoácidos (AAs) são moléculas compostas por um radical amino (NH2), um radical ácido orgânico (COOH) e uma cadeia lateral, cujas propriedades lhes darão suas características particulares.

Estas moléculas podem se unir através de cadeias e combinações químicas, produzindo estruturas protéicas, daí a famosa afirmação de que os AAs são os blocos formadores de proteínas.

Ao todo existem 20 espécies básicas de aminoácidos, dentre os quais nove (Isoleucina, Leucina, Valina, Histadina, Lisina, Metionina, Fenilalanina, Treonina e Triptofano) são considerados essenciais e devem ser obtidos pela alimentação, pois nosso corpo não é capaz de produzi-los. Continue reading

Sep 28

Treinos de força e creatina evitam perda de massa muscular

creatinafuncionaNa Escola de Educação Física e Esportes (EEFE), trabalho do professor Bruno Gualano indica que a suplementação de creatina, principalmente quando aliada a um programa de treinamento de força, promove ganho de massa muscular e força em pacientes com disfunção muscular e sarcopenia — condição de baixa massa muscular que afeta muitos idosos e os predispõe à mortalidade.

Os benefícios do suplemento estão descritos em sua tese de livre-docência intitulada Estudos sobre eficácia terapêutica da suplementação de creatina. Gualano é docente do Departamento de Biodinâmica do Movimento Humano da EEFE. Continue reading

Aug 03

Dicas sobre a ingestão de proteínas

proteinsbsA proteína é o principal componente orgânico dos nossos músculos, o que nos leva a inevitável conclusão que estimular a síntese protéica significa estimular o processo de construção muscular. Uma das principais preocupações para que isto ocorra é através da ingestão adequada de proteínas e aminoácidos.

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Jun 27

Efeitos associados ao uso excessivo de suplementos alimentares

O uso de suplementos alimentares por jogadores de futebol precisa ser feita com muito critério e sob orientação médica, devido aos sérios problemas que pode causar à saúde do indivíduo.

O fisiologista do Corinthians, Renato Lotufo, costuma receitar creatina para alguns de seus jogadores, mas diz que ela “não tem efeito mágico e só funciona associada ao treinamento intensivo e à uma boa nutrição”. Pensamento semelhante tem a nutricionista Tânia Rodrigues, com passagem pelo mesmoo clube paulista, que ministra a seus atletas apenas nos momentos mais decisivos de um campeonato, até porque o uso prolongado anula seu efeito e provoca efeitos colaterais sérios. Continue reading

Jun 23

Como somos enganados pela indústria de suplementos

[Como irão perceber, este artigo tem um tom diferente. Eu optei por conversar com o leitor sobre algo que me incomoda há muito tempo: a propaganda enganosa que impulsiona a venda de diversos suplementos e complementos alimentares. Espero que as informações apresentadas aqui possam ajudar a detectar algumas estratégias usadas para enganar muitas pessoas que buscam obter melhoras em sua saúde, performance e/ou estética.

Quem sabe assim, menos pessoas serão vítimas de vendedores desinformados e/ou inescrupulosos e passarão a perceber quais os verdadeiros caminhos que devem ser percorridos na busca de uma boa forma física e de um organismo saudável] A maioria de nós simplesmente não tem paciência e dedicação para alcançar os objetivos almejados por meio de um treinamento e alimentação adequados. Continue reading

Jun 22

Óxido nítrico

O óxido nítrico (NO), ou monóxido de nitrogênio, é uma substância reconhecidamente importante para sinalização molecular. Na década de 1980, descobriu-se que o NO tem um papel crucial em diversas funções fisiológicas, inclusive no sistema cardiovascular, nervoso e imune, tais descobertas redundaram num interesse crescente neste gás, levando-o a ser considerado a molécula do ano em 1992 (Culotta & Koshland, 1992).
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Jun 22

HMB – Beta-hidroxi-beta-metilbutirato

HMBOs efeitos anticatabólicos da Leucina e seu metabólito KIC tem sido propostos há mais de 40 anos. Atribui-se a eles diminuição da perda de nitrogênio e inibição do processo de degradação da massa muscular, porém isto nunca verificado com clareza, a menos em alguns casos patológicos de proteólise elevada. Alguns pesquisadores basearam-se em estudos feitos em animais para criar a hipótese que o ß-hidroxi-ß-metilbutirato (HMB) seja o responsável pelos efeitos anti-catabólicos por vezes encontrados com a Leucina e seus derivados. O HMB é um metabólito da Leucina naturalmente produzido pelo organismo, em quantidades médias de 200 a 400 mg por dia, podendo também ser obtido a partir da alimentação. No corpo humano cerca de 5% de toda Leucina é convertida em HMB.

Até hoje não se sabe ao certo como o HMB poderia funcionar, no entanto existem duas hipóteses básicas: 1) inibição direta do processo proteolítico; 2) o HMB pode ser similar e covalentemente ligado a estruturas da membrana destruídas sob estresse, o que diminuiria os danos celulares.

Existem muitos estudos acerca dos efeitos dos metabólitos da Leucina, porém uma boa parte deles foi feito em animais, usando-os com sucesso para aumentar o peso e melhorar sua resistência a doenças (KREIDER et, 1994; VAN KOEVERING et al, 1994; NISSEN et al, 1994). Continue reading

Jun 21

Como somos enganados pela indústria de suplementos: uma conversa com Paulo Gentil (parte 2)

[Continuação da primeira parte]

Testemunhos

Esta é a estratégia mais antiga e mais popular de todas. Foi assim que o livro Body for Life se tornou um fenômeno, juntamente com a empresa EAS e seus produtos, como o Myoplex. Os testemunhos, baseados na velha estória do “isso mudou minha vida” e nas fotos antes e depois estão no centro das estratégias de diversas empresas. No entanto, a maior parte dos resultados relatados nos depoimentos é devida essencialmente a dois fatores: efeito placebo e mudanças comportamentais. Muitas vezes ao ingerir um suplemento, uma pessoa se sente mais motivada e muda seu comportamento, se alimenta melhor, treina melhor e, consequentemente, acaba tendo melhores resultados, mesmo que o suplemento seja inócuo. Por outro lado, há o conhecido efeito psicológico, que produz resultados diferentes do efeito fisiológico esperado. Nesse sentido, há casos clássicos de pessoas que recebiam substâncias sem nenhum princípio ativo, mas acreditavam estar ingerindo determinadas drogas, e tiveram efeitos iguais aos que ocorreriam se estivessem efetivamente sob tratamento.
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Mar 29

CLA (Acido linoléico conjugado)

claCLA é um ácido graxo poliinsaturado natural, encontrado em produtos lácteos (grande parte na gordura do leite) e carne de ruminantes (bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos), as quais representam as duas maiores fontes de CLA na alimentação dos seres humanos. Pode-se encontrá-lo, também, em carne de cordeiro, na vitela e em menor grau na carne de suíno, frango, peru e em algumas fontes vegetais (JIANG et al, 1996; STEINHART, 1996; IP et al, 1999).

Acido linoléico conjugado é um termo que descreve os isômeros geométricos do ácido linoléico. Ele é formado no rúmen, como primeiro intermediário da bio-hidrogenação do ácido linoléico, pela enzima ácido linoléico isomerase, proveniente da bactéria anaeróbica ruminal Butyrivibrio fibrisolvens. Portanto, uma explicação plausível em relação à quantidade de CLA ser maior nos ruminantes é que a hidrólise da gordura dentro do rúmen proporciona maior produção de ácido linoléico. Continue reading