Jul 01

Informações sobre o Índice de Massa Corporal de crianças e adolescentes


Sobre o IMC para crianças e adolescentes

Em crianças e adolescentes, o crescimento e o estado nutricional são avaliados através de indicadores antropométricos. Um dos indicadores mais utilizados é o Índice de Massa Corporal (IMC).

Existem hoje gráficos de curvas de IMC ajustados para idade e sexo das crianças. Estas curvas foram desenvolvidas a partir de dados longitudinais de alguns países.

Em crianças maiores que 5 anos, as curvas americanas de IMC do  National Center for Health Statistics  (NCHS) são bastante utilizadas. Estas curvas são específicas para cada sexo e consideram como diagnóstico de sobrepeso e obesidade os percentis acima de 85 e 95, respectivamente.

No Brasil, o Ministério da Saúde adota como referência as curvas da Organização Mundial da Saúde para a classificação do IMC de crianças e adolescentes (até 19 anos), considerando os pontos de corte para sobrepesso e obesidade os percentis 85 e 97 respectivamente. Continue reading

Jun 30

Alimentação fora do lar contribui com a obesidade

comidaforadecasaAproximadamente 60% dos paulistanos que se alimentam fora de casa sofrem com problemas relacionados ao sobrepeso, é o que aponta o estudo Alimentação fora do lar e sua relação com a qualidade da dieta dos moradores do município de São Paulo: estudo ISA-Capital. A pesquisa, desenvolvida na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, foi objeto da dissertação de mestrado da nutricionista Bartira Mendes Gorgulho e faz parte de uma parceria de professores da FSP com a Secretaria Municipal de Saúde para a produção do Inquérito de Saúde do município de São Paulo. Continue reading

Jun 27

Síndrome de Down – Um referencial para a curva de crescimento

Crianças e adolescentes com síndrome de Down têm um crescimento menor em relação aos que não têm esse distúrbio, de acordo com pesquisa de mestrado desenvolvida na Faculdade de Educação Física (FEF). Essa foi a constatação da educadora física Fábia Freire da Silva, ao estudar 285 pessoas com a síndrome na faixa etária de 7 a 15 anos. A sua contribuição foi ter proposto um referencial para a construção de uma curva de crescimento que, na amostra pesquisada, ficou em 1,40 m para meninas e 1,50 m para meninos. Na população sem síndrome, em geral a estatura para as meninas é de 1,61 m e para os meninos de 1,69 m.

A investigação foi conduzida principalmente na cidade de São Paulo, com algumas investigações feitas também no interior paulista, em municípios como Campinas, Limeira, Valinhos, Vinhedo e Atibaia, mas, segundo a mestranda, ela serve como referência nacional, já que são raros os estudos no país para um padrão da síndrome de Down nessa faixa etária.

“A perspectiva futura é fechar a curva de crescimento brasileira até 21 anos”, espera Fábia, “pois a única curva que temos é a de zero a oito anos, desenvolvida através de um estudo da USP. A nossa ideia era acrescentar dados novos.”

Tais curvas de crescimento podem colaborar com pais, profissionais de saúde e gestores de políticas públicas, que tomarão conhecimento sobre os padrões do que constitui uma boa nutrição, saúde e desenvolvimento infantil. Sobrepeso, obesidade e condições associadas ao crescimento e à nutrição são, assim, detectadas e cuidadas precocemente. Continue reading

Jun 26

Obesidade infantil pode estar ligada a fatores psicológicos

Além dos hábitos alimentares e do estilo de vida, mais um aspecto pode estar relacionado à obesidade infantil: o fator emocional. Uma pesquisa realizada pela psicóloga Ana Rosa Gliber no Instituto de Psicologia (IP) da USP revela que o ganho de peso em crianças pode estar associado a situações de perda e características de personalidade e que pode haver a necessidade de psicoterapia no tratamento do problema.

Ana identificou, na dissertação de mestrado Um estudo compreensivo da personalidade de crianças obesas: enfoque kleiniano, a relação entre o ganho de peso e situações traumáticas ou de perda. Ela analisou a personalidade de seis crianças que não possuíam transtorno orgânico que justificasse a obesidade. Comer demais, para elas, é uma forma de amenizar o sofrimento e trazer tranqulidade. “Elas tentam preencher o vazio emocional e lidar com os problemas comendo, pois essa é uma forma de manter algo bom dentro de si. Se você tira isso, ela sente que perdeu algo bom”, afirma.  Daí a importância da psicoterapia. Continue reading

Jun 26

Frutose, aquecimento excessivo de alimentos: Como isso pode engordar você

Introdução

Vivemos em um mundo onde perder gordura corporal é fundamental, pois, além de se distanciar do que é considerado belo, já faz é de conhecimento comum que o excesso de gordura corporal traz inúmeros prejuízos à saúde. Além disso, cada vez mais os índices de sobrepeso e obesidade se mostram alarmantes e verifica-se pouca eficácia no combate ao ganho de gordura corporal.

Frutose, AGE’S, inflamação, ganho de gordura e perturbações metabólicas

Altas concentrações de carboidrato no sangue (hiperglicemia) estimulam a produção de insulina (NELSON e COX, 2003), hormônio capaz de aumentar a produção de gordura no fígado e facilitar o transporte até os adipócitos (células gordurosas). Além disso, também provocam reações de glicação, que é a redução de um aminoácido por um açúcar, formando compostos chamados de agentes avançados de glicação (AGE’s).

Esses compostos também são responsáveis por aumentar a inflamação no organismo, estando relacionados com danos cardiovasculares, neuropatias, adiposidade, diferenciação adipocitária, redução da sensibilidade à insulina, diabetes mellitus, danos periodontais, entre outros fatos deletérios ao organismo (MONDEN et al., 2012; PRASAD, BEKKER e TSIMIKAS, 2012, ZIZZI et al., 2012).

Além disso, a glicação é responsável também por provocar alterações conformacionais na enzima catalase (BAKALA et al., 2012), fundamental no controle de espécies radicalares de oxigênio (ERO’s ou radicais livres), podendo causar disfunção mitocondrial, o que compromete a boa harmonia na produção de energia (ATP), β-oxidação (queima de gordura) e aumenta a diferenciação de adipócitos jovens em adipócitos maduros, mais capazes de armazenar lipídios (TORMOS et al., 2011).

Sendo assim, é importante fugir dos açúcares e carboidratos refinados quando se busca o emagrecimento, pois esses compostos são capazes de aumentar muito a glicemia. Porém, apesar de não alterar muito a glicemia nem a insulina, a frutose não é uma boa opção para adoçar alimentos, pois possui capacidade extremamente superior à da glicose em formar AGE’s, provocando danos teciduais também superiores. A frutose é 70% mais doce que a sacarose e 30% mais barata. Por isso, é amplamente utilizada na indústria, pois além de reduzir custos, não forma grânulos, conferindo uma textura homogênea ao alimento. Continue reading

Jun 26

Controvérsias do emagrecimento

A obesidade constitui, atualmente, um dos principais problemas de saúde pública do mundo, atingindo proporções epidêmicas tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo IBGE (2004) cerca de 38,8 milhões de pessoas, cerca de 40% da população brasileira com 20 anos ou mais se encontram em sobrepeso.

Muito além da estética, esses aumentos contribuem para aumento no risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, diabetes, doença arterial coronariana, dislipidemias e entre outras.O sobrepeso e a obesidade constituem uma associação de fatores que entre elas está  o sedentarismo e a alimentação inadequada. Dessa forma o balanço energético se torna positivo, fazendo com que o indivíduo aumente o peso corporal. Continue reading
Jun 25

Síndrome de Down – Estudo caracteriza forma e composição do corpo

A prevalência da obesidade e da baixa estatura é característica facilmente identificável em pessoas com síndrome de Down (SD). Após a descoberta da síndrome, disseminaram-se estudos para identificar as patologias dela decorrentes – associadas a fatores genéticos, fisiológicos e ambientais – como doenças crônicas do coração, hipotonia muscular, deficit do hormônio tireóideo e obesidade. Entretanto, essas pesquisas não são ainda em número significativo. Com efeito, os trabalhos que se destinam a determinar a incidência de pessoas com peso corporal acima dos limites recomendados concentram-se principalmente em crianças e adolescentes que não apresentam a síndrome e se revelam escassos em relação aos jovens com SD, embora perfeitamente identificado o sobrepeso que os caracteriza.

Esta constatação levou o educador físico Fabio Bertapelli a investigar as causas genéticas, fisiológicas e ambientais da prevalência da obesidade nessas crianças e adolescentes. Além disso, o estudo teve como objetivo avaliar a composição e a forma física corporal (somatotipo) de pessoas com idade de 6 a 19 anos, de ambos os sexos, institucionalizados no município de Campinas, assistidos pela Apae. O autor reuniu subsídios realizando inicialmente uma revisão bibliográfica, principalmente em periódicos internacionais, diante da escassez de publicações nacionais, sobre a composição corporal dessas crianças e adolescentes. Continue reading

Jun 25

Nível socioeconômico determina hábitos que desencadeiam a obesidade

Mulheres residentes em regiões de exclusão social foram acompanhadas durante três anos. Estudo mostrou que 68% delas estavam com sobrepeso e 28,4% obesas. As causas estão entre hábitos alimentares e taxa de fecundidade.

Há três décadas seria impensável que numa favela, 68% das mulheres estivessem com sobrepeso e 28,4% obesas. Esta é a realidade atual de uma comunidade com renda per capita mensal de R$78,42, atendida por um centro comunitário mantido pelo Colégio São Luís, na rodovia Anhanguera, em São Paulo. “O baixo nível socioeconômico e principalmente a escolaridade provavelmente determinam hábitos alimentares e estilo de vida que desencadeiam a obesidade”, constata a médica Alessandra Carvalho Goulart. Continue reading

Jun 24

Análise crítica do modelo metabólico de emagrecimento

Quem nunca ouviu falar que, para emagrecer, devemos nos exercitar em baixa intensidade e ficar, no mínimo, 30 minutos contínuos fazendo exercício na famosa zona de queima de gorduras? Essa prática ficou tão popular que muitas pessoas se tornaram paranóicas no controle dos batimentos do coração, tanto que o uso de monitores cardíacos e os gráficos que correlacionam intensidade com a idade viraram febre nas academias.

O modelo metabólico de emagrecimento é uma estratégia comumente usada na prescrição de exercícios para perda de gordura corporal. Fundamentado no princípio que atividades de baixa intensidade e longa duração utilizam os lipídios como fonte prioritária de energia (HOLLOSZY & COYLE, 1984; MCARDLE et al., 1991 e BROOKS & MERCIER, 1994), vários pesquisadores promoveram o exercício aeróbio como à maneira mais eficiente para emagrecer (WILMORE & COSTILL, 2001). Continue reading

Jun 23

Gordura marrom e UCP: causas da obesidade?

Ao contrário do tecido adiposo branco, o marrom é altamente vascularizado, possui alto número de mitocôndrias e tem inúmeros tecidos amielinizados que providenciam estímulos simpáticos aos adipócitos. Suas células apresentam a “mitochondrial uncoupling protein (UCP1)” que dá ao seu mitocôndria a habilidade de inibir a fosforilação oxidativa, atuando diretamente na cadeia de transporte de elétrons, assim, quando o grupo fosfato é separado, a energia não é transmitida para a cadeia de transporte de elétrons, onde produziria ATP, e sim liberada como calor, que chega ao sangue e é transportado pelo corpo. Resumindo, esta enzima faz o organismo produzir calor ao invés de armazenar energia.

Ao descobrir estas propriedades da gordura marrom, muitas pessoas sugeriram maneiras de estimula-la como: treinamentos em ambientes frios e a suplementação de substâncias especificas. Porém, devemos ter em mente que esse tecido corresponde somente a cerca de 5-10% do tecido adiposo de adultos, sendo localizado principalmente em volta do pescoço, ombros, espinha, órgãos importantes e vasos sangüíneos. Em humanos a gordura marrom é mais significativa em recém nascidos, no qual chega a ser responsável por 5% do peso total, diminuindo com o passar do tempo até virtualmente desaparecer. Esta gordura é importante para filhotes em geral e animais que vivem no frio e/ ou que hibernam, justamente pela sua habilidade de produzir energia térmica. Continue reading