Jun 26

Não é só a genética que explica a barreira de rendimento esportivo

Na juventude, ele foi atleta. Com o avançar da carreira, percebeu que seu rendimento já não era mais o mesmo: para correr a uma determinada velocidade, por exemplo, precisava treinar mais do que antes. Ele olhou à sua volta e viu que, em esportistas, o fenômeno era mais comum que imaginava. Pesquisou em livros, leu relatos parecidos, mas não obteve nenhuma explicação. Resolveu, então, pesquisar o assunto mais a fundo na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP.

Esse ex-atleta e atual professor da EEFE é Benedito Pereira, que, juntamente com estudantes de pós-graduação da Escola, forma um grupo que estuda as barreiras de rendimento esportivo. Essas barreiras representam o limite da evolução física de um esportista – aquele mesmo que Pereira enfrentou na juventude. “A história dos atletas de alto nível é a de que eles vão atingir um ponto e que vão parar de se desenvolver, mesmo aumentando-se a sobrecarga”, afirma. A equipe procura, desse modo, investigar o que aconteceu no organismo do atleta para que ocorresse a interrupção no efeito positivo do treinamento. Continue reading