Jun 27

Síndrome de Down – Um referencial para a curva de crescimento

Crianças e adolescentes com síndrome de Down têm um crescimento menor em relação aos que não têm esse distúrbio, de acordo com pesquisa de mestrado desenvolvida na Faculdade de Educação Física (FEF). Essa foi a constatação da educadora física Fábia Freire da Silva, ao estudar 285 pessoas com a síndrome na faixa etária de 7 a 15 anos. A sua contribuição foi ter proposto um referencial para a construção de uma curva de crescimento que, na amostra pesquisada, ficou em 1,40 m para meninas e 1,50 m para meninos. Na população sem síndrome, em geral a estatura para as meninas é de 1,61 m e para os meninos de 1,69 m.

A investigação foi conduzida principalmente na cidade de São Paulo, com algumas investigações feitas também no interior paulista, em municípios como Campinas, Limeira, Valinhos, Vinhedo e Atibaia, mas, segundo a mestranda, ela serve como referência nacional, já que são raros os estudos no país para um padrão da síndrome de Down nessa faixa etária.

“A perspectiva futura é fechar a curva de crescimento brasileira até 21 anos”, espera Fábia, “pois a única curva que temos é a de zero a oito anos, desenvolvida através de um estudo da USP. A nossa ideia era acrescentar dados novos.”

Tais curvas de crescimento podem colaborar com pais, profissionais de saúde e gestores de políticas públicas, que tomarão conhecimento sobre os padrões do que constitui uma boa nutrição, saúde e desenvolvimento infantil. Sobrepeso, obesidade e condições associadas ao crescimento e à nutrição são, assim, detectadas e cuidadas precocemente. Continue reading

Jun 25

Síndrome de Down – Estudo caracteriza forma e composição do corpo

A prevalência da obesidade e da baixa estatura é característica facilmente identificável em pessoas com síndrome de Down (SD). Após a descoberta da síndrome, disseminaram-se estudos para identificar as patologias dela decorrentes – associadas a fatores genéticos, fisiológicos e ambientais – como doenças crônicas do coração, hipotonia muscular, deficit do hormônio tireóideo e obesidade. Entretanto, essas pesquisas não são ainda em número significativo. Com efeito, os trabalhos que se destinam a determinar a incidência de pessoas com peso corporal acima dos limites recomendados concentram-se principalmente em crianças e adolescentes que não apresentam a síndrome e se revelam escassos em relação aos jovens com SD, embora perfeitamente identificado o sobrepeso que os caracteriza.

Esta constatação levou o educador físico Fabio Bertapelli a investigar as causas genéticas, fisiológicas e ambientais da prevalência da obesidade nessas crianças e adolescentes. Além disso, o estudo teve como objetivo avaliar a composição e a forma física corporal (somatotipo) de pessoas com idade de 6 a 19 anos, de ambos os sexos, institucionalizados no município de Campinas, assistidos pela Apae. O autor reuniu subsídios realizando inicialmente uma revisão bibliográfica, principalmente em periódicos internacionais, diante da escassez de publicações nacionais, sobre a composição corporal dessas crianças e adolescentes. Continue reading

Jun 20

Importância da Ludicidade no Desenvolvimento Motor de Crianças com Síndrome de Down

Todo o comportamento humano pode ser convenientemente classificado como sendo pertencente a um dos três domínios, ou seja, cognitivo, afetivo-social e motor. Fazem parte do domínio cognitivo, operações mentais como a descoberta ou reconhecimento de informação. Do domínio afetivo-social fazem parte os sentimentos e emoções. Neste estudo abordaremos o domínio motor, do qual faz parte os movimentos. Em muitos estudos, o domínio motor é mencionado como domínio psicomotor, em função do grande envolvimento do aspecto mental ou cognitivo na maioria dos movimentos.

Depois da abordagem sobre os domínios do comportamento humano, buscamos conceituações que facilitassem o nosso estudo, sobre o desenvolvimento motor através do lúdico para crianças com Síndrome de Down de 3 a 6 anos. O movimento tem sido definido de várias formas por diferentes autores. De acordo com Neweel (1978), refere-se geralmente ao deslocamento do corpo e membros produzido como conseqüência do padrão espacial e temporal da contração muscular. É através de movimentos que o ser humano aprende sobre o meio social em que vive. As primeiras respostas de uma criança recém–nascidas são motoras,o seu progresso é medido através de movimentos. Continue reading