Jun 04

Atividade física e varizes (doenças vasculares periféricas)

As doenças vasculares periféricas (DVP) envolvem um grupo de doenças crônico degenerativas e síndromes que afetam os sistemas arteriais, venosos e linfáticos, como resultado de anormalidades funcionais e/ou estruturais (1, 3). Caracterizando-se como um problema de circulação que provoca estreitamento, obstrução, ou ambos, dos vasos que conduzem o sangue ou a linfa para braços e pernas, prejudicando o fluxo normal (1,2). Desta forma, a troca de material entre o sangue e os tecidos, o fornecimento de nutrientes, a remoção de produtos do metabolismo, a defesa e o reparo de tecidos fica comprometida (5), refletindo na saúde e qualidade de vida das pessoas.

Fatores de risco

Pessoas acima dos cinquenta anos, do sexo feminino e que apresentam histórico familiar de DVP, são mais suscetíveis ao aparecimento e desenvolvimento destas doenças (1). Estes fatores não são passíveis de mudança, sendo classificados como fatores de risco fixos.

Entretanto, a maior parte dos fatores de risco das DVPs, apresenta grande possibilidade de intervenção preventiva ou terapêutica. Notem, por exemplo, que os países industrializados e os em desenvolvimento são campeões em prevalência de DVP (1,3), demonstrando que o estilo de vida da maioria das pessoas por si só, já é potencialmente um fator de risco. Inclui-se nestes fatores chamados modificáveis: o tabagismo, o estresse, o sedentarismo, a hipertensão, a diabetes mal controlada, a obesidade e outras doenças cardiovasculares (1,6). Continue reading

Jun 20

Cinco regras para monitoramento de frequência cardíaca

Os cientistas e os treinadores estão constantemente tentando encontrar formas de aperfeiçoar os treinamentos e torná-los mais eficientes. Muitas vezes, métodos ultrapassados ​​ou imprecisos são utilizados e podem refletir negativamente no desenvolvimento do atleta.

Tal é o caso com o monitoramento da frequência cardíaca.

A frequência cardíaca é uma variável fisiológica facilmente mensurável que é frequentemente utilizada para medir a intensidade de uma sessão de treinamento. Com o desenvolvimento dos monitores cardíacos precisos e com preços acessíveis, a popularidade do monitoramento da frequência cardíaca disparou.

Embora a frequência cardíaca possa ser uma ferramenta útil quando medida corretamente, existem muitos atletas que desenvolveram uma dependência de seu monitor de frequência cardíaca. Continue reading

Apr 26

O treino ideal

musculosfortesUm dos maiores problemas na ciência do treinamento está em estabelecer a quantidade ideal de treino, sempre ouvimos perguntas como: “quantos exercícios devo fazer?” ou “quanto tempo devo passar na academia?”. Invariavelmente a resposta é: “depende”.

Apesar de ser impossível estabelecer a série ideal para todas as pessoas em termos quantitativos (volume) e qualitativos (intensidade) pode-se ter certeza que o problema com o treino da maioria das pessoas é que elas simplesmente exageram na quantidade e pecam na qualidade. A velha máxima “quantidade não é qualidade” também vale a musculação. Continue reading

Dec 08

Fase de polimento para atletas de resistência

Os atletas de fundo muitas vezes se concentram em otimizar o desempenho em apenas um ou dois grandes eventos esportivos durante toda uma temporada. Geralmente afunilam ou reduzem drasticamente o volume de seus treinamentos antes das competições mais importantes. Este caracteriza o que chamamos de polimento.

O polimento é definido como uma fase de redução em curto prazo na carga de treinamento durante um período que antecede a um evento competitivo. Esta estratégia se tornou muito popular e é comum a incorporação de um período de redução gradual do treinamento durante vários dias antes de uma competição importante.

BOMPA (2002) define este período como um período reservado para o treinamento específico antes de uma competição importante com intuito de remover a fadiga e facilitar a ocorrência da supercompensação através de um decréscimo das cargas de treinamento.

Uma ideia equivocada, porém comum sobre a fase de polimento, é que a redução da intensidade do treino ou do volume imediatamente antes de uma competição pode diminuir o desempenho do exercício através do destreinamento. Continue reading

Jun 26

Métodos de ensino-aprendizado-treinamento no futebol e no futsal

A combinação dos diversos métodos parece ser a forma mais apropriada, tendo como ponto crucial o momento que deve ser introduzido um tipo de exercício ao treinamento

A aprendizagem consiste na alteração de um comportamento. No contexto das modalidades esportivas coletivas, isso implica tanto em mudanças nos aspectos motores quanto em aspectos cognitivos do desempenho. Nessas modalidades esportivas, o processo de aprendizagem (treinamento) se torna um pouco mais complexo em razão da interação da resposta motora com a tomada de decisão (cognitiva).

Além disso, o desempenho esportivo, nessas modalidades, é executado em um ambiente aberto sob várias condições de oposição e cooperação, que aumentam bastante a imprevisibilidade do gesto esportivo. Esta característica do jogo tem de ser considerada no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento dos métodos de treinamento.

A aprendizagem do futebol é um tema que tem gerado muita polêmica entre estudiosos e treinadores, principalmente devido à existência de diversos métodos. Algumas indagações que envolvem esses métodos são: qual será o método que propicia melhor aprendizagem da técnica? A inteligência e a criatividade dos jogadores são aprimoradas da mesma forma por todos os métodos? Qual método provoca maior rapidez na aprendizagem de jogar o jogo?

Pensando nestas indagações, buscaremos abordar neste artigo, por revisão de literatura, os métodos utilizados no treinamento técnico e tático do futebol dividindo-os em três grandes classes: analítico, global e integrado.

Além de caracterizá-los, vamos também apontar suas vantagens e desvantagens. Dentro da literatura e da prática surgem diversos tipos de treinamento, com diferentes nomenclaturas, escolhemos dividir em três grandes classes para tentar facilitar a comparação entre os tipos de metodologia. Continue reading