Oct 24

A influência da supervisão do personal trainer sobre o desempenho da força

personalUm estudo realizado no Laboratório de Performance Humana da Universidade de Ball State, Muncie, Estados Unidos; comparou as alterações na força máxima, potência e resistência muscular após 12 semanas de periodização de treinamento resistido (musculação) supervisionado diretamente por um personal trainer versus o treinamento sem a supervisão de um personal training.

Neste estudo, 20 homens treinados com média de idade de 24,6 anos foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Os dois grupos realizaram programas de treinamentos idênticos, porém, o primeiro grupo realizou treinamentos supervisionados por um personal trainer e o segundo grupo realizou o treinamento sem esta supervisão. Continue reading

Oct 12

Tópicos sobre o treinamento com oclusão vascular – Considerações gerais

musculosfortes

  • Método idealizado pelo japonês Yoshiaki Sato na década de 60. Sato relata que após participar de uma missa budista, onde sentava sobre as pernas por um longo período, sentiu suas panturrilhas formigarem, percebendo um inchaço e queimação local. Enquanto massageava a região para amenizar o desconforto, relacionou essas sensações e sintomas semelhantes aos ocorridos em seus treinamentos com pesos, sobretudos os de panturrilha. Sato et al., 2005
  • Em 1973, Sato sofreu um acidente esquiando, fraturando os tornozelos e lesionando o ligamento colateral medial do joelho direito. Recusando o tratamento cirúrgico recorreu aos métodos de oclusão vascular, e após duas semanas de imobilização sua musculatura havia hipertrofiado e com dois meses seus ossos estavam calcificados e seus ligamentos recuperados. Sato et al., 2005 Continue reading
Jun 27

Hipertrofia sarcoplasmática x miofibrilar ‘2’

Apesar dos mecanismos bioquímicos e celulares responsáveis pelo processo de hipertrofia do músculo esquelético ainda não estarem totalmente compreendidos pela ciência, os resultados finais já estão devidamente documentados. Estes resultados se caracterizam por um aumento total no diâmetro do músculo esquelético, ou aumento da sua área transversa.

O mecanismo primário desta hipertrofia total é o aumento, em tamanho, das fibras musculares, que é promovida tanto pelo aumento da área de secção transversa da fibra, como pelo crescimento longitudinal. Este processo é a resposta do aumento no número e tamanho das proteínas contrateis, ou miofibrilas (actina e miosina), assim como um aumento no número de sarcômeros (FLECK & KRAEMER, 1999). Outro fator que contribui para a hipertrofia total do músculo esquelético é o aumento do volume sarcoplasmático, ou do seu conteúdo líquido. Continue reading

Jun 26

Treinamento de resistência para jovens

O treinamento de condicionamento físico tem tradicionalmente enfatizado exercícios aeróbicos tais como corrida e ciclismo. Mais recentemente, a importância de treinamento de resistência tanto para jovens quanto para pessoas mais velhas, têm recebido mais e mais atenção.

Um número crescente de crianças e adolescentes estão experimentando os benefícios do treinamento de resistência. Ao contrário do que se acredita (que esse tipo de treinamento é perigoso para crianças ou que pode levar a distúrbios nos ossos), o Colégio Americano de Medicina dos Esportes (CAME) afirma que o treinamento de resistência pode ser uma atividade segura e eficiente para grupos dessa faixa etária, desde que o programa seja propriamente desenvolvido e supervisionado por um profissional competente. Continue reading

Jun 25

Suplementação de proteína não melhora as adaptações do treinamento de força

Os suplementos proteicos são amplamente utilizados para otimizar os efeitos do treinamento de força.

Um estudo recente (Erskine, et al., 2012) concluiu que não há efeitos adicionais induzidos pela suplementação sobre o crescimento muscular nos braços, após 3 meses de treinamento.

Alguns estudos têm demonstrado  que o uso destes suplementos tem um efeito positivo direto na síntese de proteínas musculares, mas quando se trata de mostrar um efeito real sobre o tamanho dos músculos, depois de meses de treinamento, as evidências são realmente insuficientes.

Neste estudo, a avaliação da força muscular dos flexores do cotovelo foi feita através de testes de 1 RM e de força isométrica máxima. O tamanho total do músculo e da área transversal foi determinada por ressonância magnética antes do início e após 12 semanas de treinamentos. Continue reading

Jun 23

Redução progressiva do treinamento de força na fase de polimento

Atualmente, sabe-se da importante influência do treinamento de força fora da água na performance dos nadadores, principalmente os velocistas. Para melhorar a potência de um atleta, deve-se melhorar a força máxima dinâmica e a força de potência desse desportista com o treinamento de força (ZATSIORSKY, 1999).

Estudos longitudinais realizados têm mostrado que na continuação de uma sessão de treinamento de força de alta intensidade, se produz uma melhora na capacidade de mobilizar rapidamente atividades de inervação mais fortes (DEVRIES, 1979; SCHMIDTBLEICHER, 1984). Este acontecimento pode levar a um recrutamento mais rápido de unidades motoras nos atletas, quando comparados a pessoas não treinadas em força. Continue reading

Jun 22

Exercícios proibidos

Há algum tempo, surgiram comentários sobre determinados exercícios na sala de musculação e seus supostos potencias lesivos. Isto gerou algo como uma “lista negra” de exercícios proibidos de serem realizados. Seriam eles: a puxada alta nas costas, o desenvolvimento para ombros, a remada curvada e o agachamento.

Estes exercícios estariam “condenados” por causa de um suposto alto índice de lesão, mais especificamente na articulação glenoumeral (ombro), região lombar e articulação fêmurotibial (joelho). Aqueles que advogavam, ou advogam, contra tais exercícios tentam se basear em alguns estudos que sugerem haver relação entre os movimentos realizados nesses exercícios e processos lesivos. Continue reading

Jun 21

Plano geral de treinamento da força e da hipertrofia

Os trabalhos contra resistência visam a elevar o estado de treinamento, estes devem ser planejados antecipadamente. O planejamento a curto e médio prazo faz-se necessário para que os caminhos em direção ao objetivo alvo sejam traçados, assim como a definição previa das ações, para estarem sob controle durante a aplicação das cargas, que visam atingir a meta, sejam elaboradas com segurança.

No planejamento geral ou macrociclo, todas as características do treinamento, como percentual de cargas, microciclos, mesociclos etc, devem ser antecipadas para que ao longo dos meses vindouros, já estejam visualizadas com antecedência.

Predeterminar o volume, a intensidade e o período de tempo para a realização dos treinamentos, é de fundamental importância, quando desejamos resultados positivos sobre o desenvolvimento da qualidade de força visada e hipertrofia. Continue reading

Jun 21

Forma de execução dos exercícios com peso livre

Uma das principais variáveis do treinamento de força é a forma de execução dos exercícios, considerada um dos fatores que pode determinar o resultado final de um ciclo de treinamento, tanto com objetivos estéticos quanto terapêuticos. Talvez, por isso, seja motivo de tantas controvérsias. No entanto, a maioria das discussões não possui embasamento teórico-prático, muito menos científico.

Normalmente, os temas sobre esse assunto abordam as vantagens em reduzir a amplitude do movimento, o que possibilita a utilização de uma maior carga, justificando que isso poderia contribuir para uma maior hipertrofia muscular. Além disso, há o mito de que grandes amplitudes de movimento aumentariam os riscos de lesões. No entanto, ao contrário disso, já está documentado que existe uma relação direta entre amplitude do movimento e estresse fisiológico (GENTIL, 2011; NOSAKA e SAKAMOTO, 2001) e que a utilização de amplitudes completas, como as realizadas pelos levantadores de peso, dificilmente causariam lesões (RASKE e NORLIN, 2011; GRANHED et al., 1988). Continue reading